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Se eu fosse leitor...

28 de dezembro de 2011 5

Se eu fosse um leitor desse blog... muita coisa seria diferente... entre tantas sugestões que eu tenho para dar, gostaria de vê-lo mais vezes atualizado, e também de ver emoções mais viscerais expostas por aqui...

Não é fácil escrever sobre a nossa vida. Se fosse sobre qualquer outro assunto, ainda seria complicado produzir algo pertinente todos os dias. Mas sobre a minha própria vida... pode parecer estranho, porque afinal, eu tenho todos os subsídios dentro de mim, na minha mente e no meu coração... mas falar de si mesmo é uma tarefa bem mais difícil...

Acho muito sábio aquele que não conta vantagem, que guarda o sucesso para a hora certa, que consegue controlar o impulso natural que temos de falar para todo o mundo sobre as coisas boas que acontecem conosco. E de alguma forma, eu tento ser assim, mesmo publicando sobre muitas das minhas conquistas.

Por outro lado, escolhi expôr o nosso dia-a-dia como forma de exercitar uma face do meu lado jornalista, que é a escrita, e também mostrar que realizar um projeto como morar juntos pode ser trabalhoso mas é divertido. Muito embora, todos saibam que não é apenas o lado bom que faz parte do "fait divers" de um casal, vocês leitores me autorizam a contar o que há de melhor... Mas não é só isso que eu quero. Lembro do texto que escrevi para as editoras dos Blogs do ClicRBS, em que eu falava sobre entrar fundo, de cabeça mesmo, nas questões que afligem um casal inexperiente. Nada de mera lavação de roupa suja, mas também nada de superficialidade.

Acabei não escrevendo nem sobre uma coisa nem outra, e ainda não atingi meu objetivo. Respeito muito a inteligência de quem me lê... ao mesmo tempo em que respeito muito o meu relacionamento e quero que ele de certo... há uma certa proteção. Mas é inegável que, em algum momento daqueles em que eu estive ausente - e foram tantos - mais do que apenas estar sem assunto, talvez estivesse pensando em como é difícil essa coisa de viver a dois. E em como é ainda mais difícil escrever sobre isso...

A máquina da (quase) discórdia ... capítulo final.

27 de dezembro de 2011 1

Ontem eu levei a Larissa para assistir "Tudo pelo Poder", bom filme sobre política e eleições americanas. Lá pelas tantas, o personagem interpretado por George Clooney, Mike Morris, governador que concorre às prévias presidenciais pelo partido democrata, fala que tem um casamento normal, que ele e sua esposa discutem as vezes, e quando não se entendem, ela acaba ganhando a discussão. Foi mais ou menos assim com a máquina de lavar louças...

Me descobri um homem que dá especial valor à casa limpa e organizada. Gosto de olhar para o chão brilhando (já que pagamos pelo porcelanato, que esteja sempre limpo), para a cama arrumada, a cozinha pronta para qualquer desafio, varal vazio, mesa livre e desobstruída...

Acontece que a minha mulher tem um limite de tolerância significativamente maior que o meu para esses assuntos. Então naturalmente, acabo tomando mais vezes a iniciativa para os mutirões - ou solitárias ações - de organização entre as visitas da nossa faxineira.

Da mesma forma, está certo que eu poderia deixar a louça acumular na pia, já que essa tarefa ficara com a Lari (vide post anterior)... mas me incomodava ver aquele espaço, que nos consumiu tanto tempo e deu tanto trabalho, abandonado. E ainda por cima tinha a tal pesquisa sobre homens que lavam a louça terem vida sexual mais saudável e ativa... O resultado é que eu acumulei a função. Além de já arrumar a cama como bônus.

Então, se a louça era meu departamento, este aí era o meu ponto de vista. Eu, sim, poderia falar com propriedade sobre o que era necessário para mantermos a louça em dia. Além do mais, não estava sustentando meu argumento na utilidade do maquinário - indiscutível. Mas estava preocupado com o espaço físico. De qualquer forma, não iria comprar uma briga com a Larissa por isso. Não valeria a pena. Aliás, havia também um valor simbólico envolvido... presente da minha cunhada e do marido... Argumentos daqui, contra-argumentos dali... e que diabos... que viesse a lava-louças.

Acabamos acomodando a máquina no lugar do micro-ondas. O micro-ondas em cima da mesinha retrátil, e em cima dos dois, uma pá de coisas... e a mulher ficou feliz e tem usado a máquina... Mas eu ainda não peguei o hábito. Pelo contrário, lavo com gosto. Mais do que isso, considero que os momentos em que estamos organizando a casa conjuntamente, seja lavando a louça, seja colocando em ordem a bagunça do final de semana, são momentos que nos unem e nos fazem dar mais valor para o que estamos conquistando. Afinal, como diz o ditado: o que vem fácil, vai fácil...

E além do mais, quando estou sozinho, sempre vai ter a tal pesquisa...


A máquina da (quase) discórdia... Parte I

02 de dezembro de 2011 2

Ta bom... não sou um escritor muito prolífico. Quem sabe, não seja nem mesmo um escritor. E ainda por cima descobri que escrever sobre, e apenas sobre, o próprio relacionamento é bem mais complicado do que parece. Afinal, há momentos em que a gente não quer compartilhar porque não são tão bons assim... e há também aqueles que não queremos compartilhar porque a mais esmerada descrição seria incapaz de fazê-los justiça... Por isso, ando pensando em aumentar a minha área de atuação. Mas não hoje...

Máquinas de lavar-louça. Elas datam do século XIX. Maravilhas da sociedade moderna (ou pré-moderna). Há duzentos anos cumprem o propósito de otimizar o exíguo tempo de mulheres - e homens - que a cada geração dedicam mais horas de suas vidas ao trabalho - sempre ele. Tudo para que aqueles 15 minutinhos sejam melhor aproveitados no seio da família ou, nos dias de hoje, para se navegar na internet.

Depois do jantar, há quem não dispense um licorzinho ou um cafezinho... Os mais sofisticados podem preferir cubanos acompanhados daquele conhaque com mais idade que seu próprio avô... ou talvez você se enquadre entre os que apenas ligam a TV, encostam a cabeça no sofá, e tiram um cochilo enquanto a Cristiane Torloni joga mais um escada abaixo - se reservando o direito de abrir os olhos apenas quando ouvir a voz da Carolina Diekmann...

Entretanto, não faltam médicos que indiquem uma caminhadinha depois das refeições. Atividades leves ajudam na digestão porque mantêm o sangue circulando e fazem com que ele chegue ao aparelho digestivo com mais facilidade. Ao contrário de dormir, que diminui os batimentos e, naturalmente, a absorção e o transporte de nutrientes para o organismo. Além do mais, dia desses, li sobre um estudo que afirmava: homens que lavam a louça têm vida sexual mais ativa e feliz...

Bom, pois uma das grandes tensões dos últimos meses, envolvendo o que entraria ou não no apartamento, teve como protagonista uma máquina de lavar-louça. Presente dos queridos Bianca e Eduardo, que provavelmente não leram aquele estudo, mas moram no nosso coração.

A Larissa não é propriamente uma entusiasta das atividades do lar. Aliás, no fundo, no fundo, acredito que ninguém faz isso por prazer. Acho inclusive que as empregadas domésticas são muito mal pagas. Mas, se para ela, lavar a louça era um suplício, varrer a casa era praticamente devastador. Então, combinamos inicialmente, que entre uma visita da faxineira e outra, enquanto eu pilotaria a vassoura, ela assumiria a pia da cozinha. A máquina, portanto, seria uma bênção (continua)...

Passa voando

18 de novembro de 2011 2

Um mês morando juntos...


...e tenho o sentimento de que ainda estamos vivenciando tudo isso como uma grande novidade. Parece que nada é rotina. Até mesmo a rotina. Do café da manhã - que tomamos diariamente com suco de frutas, torradas e café, naturalmente - em diante, cada dia parece uma experiência nova... como o nosso pôr-do-sol...



Dia de Rock, Bebê!!!

16 de novembro de 2011 0


Sexta-feira foi dia de Rock, Bebê!!!

Olha nós aí no Pearl Jam...


Correria para chegar... a Lari chegando de viagem, eu peguei engarrafamento...  mas foi um baita show... a maior curtição mesmo...

Tudo bem que a Budweiser estava R$ 7,00... mas pelo menos era Budweiser...

Voltamos

15 de novembro de 2011 0

Caros amigos leitores... tenho fugido das minhas atribuições de blogueiro nos últimos dias, eu sei. Não que me faltasse assunto. Não, isso nunca. Estive, na verdade, envolvido em um esforço intelectual que impossibilitou-me realmente de trazer-lhes as novidades... Tenho muito a escrever, resgatando a história de onde parei...

Como ficou claro na última postagem, estamos definitivamente morando juntos. Entramos no apartamento com todas as nossas bagagens - materiais e psicológicas. E se vocês sabem como são as construções de hoje, naturalmente, não houve lugar para deixarmos tudo em ordem como gostaríamos. É incrível como acumula-se coisas durante a vida.

Muitas delas ainda precisamos nos livrar. Tanto fotos, recortes, livros e roupas, como expectativas, preconceitos e algumas verdades - que um dia podem até ter valido alguma coisa, mas no momento em que tu passa a dividir um teto com alguém, não servem para mais nada. Mas estamos aprendendo. Aliás, imagino eu, agora que passamos a conviver por mais tempo juntos, começaremos a exercer uma influência bem maior um sobre o outro...

Vamos ver como vai ser. Até o momento, com quase um mês de vida a dois, percebo que nos tornamos mais saudáveis. Adotamos suco de frutas natural no café da manhã, saladinhas à noite e diminuímos o consumo de carbohidratos... legal, né?

Isso aqui está bombando hoje...

19 de outubro de 2011 1

Não tenho muito tempo para escrever porque estou a mil  preparando um jantarzinho especial. Motivo?  Eu e a Larissa estamos desde ontem oficialmente morando juntos!

Alegria imensa! É muito legal quando começa a cair a ficha... estou me sentindo ótimo. Aposto que ela também.

O cardápio não é nada de mais. Ela queria um molho honey mustard. Fiz em casa, que aí pude caprichar no honey. Vou colocar por cima de uns filezinhos de frango que estão marinando agora na geladeira no vinho branco, pimenta, sal e alecrim. Depois vão para a Wok, dão uma gratinada e de lá para o forno com o honey mustard por cima. Para acompanhar, um arroz de côco, sempre bom com carnes brancas... Acho que vai ficar legal...

Ah, e tem também uma champanhe geladíssima nos esperando para fazermos aquele brinde e abençoar a família que se forma.

Obrigado a todos que nos acompanharam ou que ajudaram nesse projeto... sonho... loucura... seja lá o que vocês tenham pensado dele... kkk... Certo é que, logo, logo, a cozinha vai estar aberta. E o bar também. Dá-le!

Domingo

16 de outubro de 2011 0

Em quase todas as culturas, os domingos são dias de descanso. É quando você desliga o despertador, acorda a qualquer hora, lê o jornal, toma seu café, vai para o parque, volta para casa, faz seu churrasco, almoça tarde, dorme de novo, acorda, vê um filme, se deprime porque o dia está acabando, mas tira isso da cabeça, prepara o jantar, assiste a Patrícia e o Zeca, zapeia um pouco mais, desliga a TV, pega um livro, vai para o quarto, dá um beijo na namorada, fica feliz por isso e dorme revigorado...

Mas não para todos... e, definitivamente, não para jornalistas. Por lei, temos apenas um domingo por mês. Portanto, o mais certo seria dizer que, para nós, hoje é dia de trabalho. O problema é que a gente não se acostuma nunca com isso. Para mim, que viajo, é ainda mais cruel. Esse deve ser o quinto final de semana seguido sem minha namorada, e adivinhem, no próximo também não estarei em casa... not funny...

Além do mais, o que potencializa essa percepção é o lance da mudança recente, do apartamento novo que ainda não consegui curtir direito... e também acho que casais recém formados devem sentir mais a falta um do outro... estou errado?

Bom, se tradicionalmente os últimos meses do ano apresentam essa agenda cheia, hei de ter paciência.

Por outro lado, dezembro está logo ali, a coisa dá uma acalmada... os dias são mais longos, calor, temporada de praia... até já me vejo acordando mais tarde, lendo o jornal, tomando café, indo para o parque...

E não me entendam mal... eu adoro a minha profissão... escrevi tudo isso apenas para dizer que estou com saudades de casa...

Perdidos na selva

13 de outubro de 2011 0

Falta pouco para darmos por encerradas as obras de acabamento e decoração da nossa cozinha. E o legal é que está ficando muito fiel à proposta aplicada em todos os outros ambientes do apê:  fugir do planejado. Ainda temos uma pendenga para resolver que é onde instalar a máquina de lavar-louças - ou máquina da discórdia (exagero), se preferirem. Depois, isolar a área de serviço e voilá. Aliás, tudo se encaixou muito bem até agora. Até mesmo um lugar para cultivarmos umas plantinhas, nós encontramos.

Então, na véspera da viagem da Lari, passamos no super e compramos uma pequena palmeira, uma violeta, outra flor que eu não sei o nome, hortelã, além de sementes de manjericão e alecrim (eu sei que poderíamos ter plantado direto dos ramos, mas já nasceram e estão indo bem). Já saiu suco de abacaxi com hortelã e, logo, logo sai um pesto de manjericão fresquinho...


Sonhos que podemos ter...

11 de outubro de 2011 7

Realizar uma coisa que tu quis muito na tua vida a ponto de sonhar talvez seja uma das maiores satisfações possíveis de serem alcançadas. Não importa o que for, desde que tu queira muito. Lembro quando eu tinha uns quatro anos, também numa véspera de dia das crianças, quando acordei certo de que tinha ganho um Falcon - o boneco com "olhos de águia". Lembro como se fosse ontem...

A primeira atitude que tive naquele dia foi procurar o meu presente no sótão da casa, porque era lá que ele tinha aparecido enquanto eu dormia. Tinha sido muito real, com cores, sons, em um ambiente que me era familiar. E acreditei... Porém, acabei ganhando outra coisa e meu Falcon só veio alguns anos depois.  Mas seguramente, a sensação daquele sonho ter sido tão verdadeiro é uma das lembranças mais marcantes da minha primeira infância. E, mais tarde, a realização dele também.

Pois o maior sonho da Lari era conhecer Paris. Da mãe dela também. Falava nisso desde que nos reencontramos, tanto que já estava praticamente certo como destino número um da nossa aventura de viver a dois. Já minha sogra e minha cunhada mais nova estavam de passagens compradas, hotel pago, e iriam para lá nesse ano. Tudo bem que o meu, sonhado mesmo e mais de uma vez, é surfar Pipeline... Mas não tinha pressa e encarei a realização do sonho dela como uma coisa também muito especial... parceria é parceria.

Mas o destino armou uma conosco e nos levou a Mari embora menos de dois meses antes da viagem. Levou a Mari, mas deixou o sonho... Ainda tentamos dar um jeito de irmos todos no ano que vem, mas não rolou. Então, reorganizamos tudo. Esse tipo de coisa que a gente deseja muito, acontece sempre como tem que acontecer. E assim como a casa própria, o sucesso profissional e todas as grandes conquistas da vida, até podemos realizar sozinhos, mas quando temos uma boa companhia, uma parceria de verdade, é melhor ainda...

É indiscutível que a Lari fez essa viagem com uma das Top Elite Melhores Companhias Possíveis: minha cunhadinha, Mariah. Arrisco dizer que, além dela, a lista de companhias perfeitas teria apenas mais dois nomes, fora o meu: a mana Bianca e, obviamente, acima de todos, a própria Mari. Então acredito que, de acordo com as circunstâncias, foi realmente uma viagem perfeita.

 

Apesar das diferenças naturais existentes entre as três irmãs, a Mari distribuiu o que tinha de melhor para elas igualmente. E o melhor da Mari, era a pureza... a maneira de ver o colorido da vida... a esperança... dar valor para a natureza e a simplicidade... "as abóbadas das árvores" nas paisagens "bucólicas" de Cabeçudas... as caminhadas no Parcão... o bom gosto, classe, discrição, garra, força de vontade... e claro, uma beleza indiscutível.















Então, quando eu penso na Lari e na Mariah em Paris, faço ideia do quanto essas duas se divertiram juntas e do quanto foi importante terem tido uma à outra. A Lari me disse que sentiu falta da minha companhia em muitos momentos... Da mesma forma, tenho certeza que se a viagem fosse só nossa, a Mariah, a Bianca e a Mari teriam feito pelo menos, tanta falta quanto ou mais... Para falar a verdade, estou muito feliz por ter sido assim.

A nossa viagem para lá está por vir. Já estamos nos programando. E as próximas também... tudo a seu tempo, e tudo como tem que ser...