Não fosse pelo pênalti absurdo marcado pelo juiz da FIFA Ricardo Ribeiro a favor do São Paulo, o Grêmio teria virado o primeiro tempo dois a zero sem sobressaltos e talvez não tivesse sofrido tanto na segunda etapa. A reação são-paulina para chegar ao empate foi provocada pelo erro do árbitro, mas não se sustentou. Se o juiz não tivesse errado outra vez, agora para o Grêmio ao não expulsar Douglas por entrada criminosa sobre Richarlisson, o jogo poderia ter complicado. Porém, este segundo erro de arbitragem deixou em campo o melhor jogador da partida. O Grêmio sofreu o dois a dois, perdeu a concentração, conseguiu retomá-la e prensar o São Paulo no próprio campo até chegar ao pênalti que lhe daria a nova vantagem com Jonas. Depois, Diego Clementino entraria e faria o quarto gol em falha de Rogério Ceni.
Foi um jogo pleno de alternativas, mas o Grêmio sempre esteve mais perto da vitória e em dado momento chegou próximo de uma goleada sobre o irreconhecível São Paulo de 2010. No primeiro tempo, Renato Portaluppi posicionou Vílson como terceiro zagueiro à frente dos outros dois. Na segunda etapa, Vílson foi reposicionado e passou a jogar de volante na mesma linha de Adílson. Diante da quantidade de improvisos que o treinador gremista se obrigou a fazer, a atuação foi excelente, especialmente no primeiro tempo com franca superioridade sobre o São Paulo.
Para sábado em Salvador, Vílson e Douglas não jogam por suspensão. Cada vez mais dentro da turma da Sul-Americana, o Grêmio se autoriza sonhar com Libertadores, o que me parece impossível. Seja como for, rebaixamento é palavra que perdeu o sentido no dicionário gremista. Mérito maior de Renato Portaluppi; ele conseguiu como grande feito a redenção de Douglas. O camisa dez tem feito diferença a cada jogo. Insisto que deveria ter sido expulso pela falta desleal que cometeu em Richarlisson, ato que impediu sua atuação de chegar à perfeição.
