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Posts de setembro 2010

Vitoriaça

30 de setembro de 2010 6

Não fosse pelo pênalti absurdo marcado pelo juiz da FIFA Ricardo Ribeiro a favor do São Paulo, o Grêmio teria virado o primeiro tempo dois a zero sem sobressaltos e talvez não tivesse sofrido tanto na segunda etapa. A reação são-paulina para chegar ao empate foi provocada pelo erro do árbitro, mas não se sustentou. Se o juiz não tivesse errado outra vez, agora para o Grêmio ao não expulsar Douglas por entrada criminosa sobre Richarlisson, o jogo poderia ter complicado. Porém, este segundo erro de arbitragem deixou em campo o melhor jogador da partida. O Grêmio sofreu o dois a dois, perdeu a concentração, conseguiu retomá-la e prensar o São Paulo no próprio campo até chegar ao pênalti que lhe daria a nova vantagem com Jonas. Depois, Diego Clementino entraria e faria o quarto gol em falha de Rogério Ceni.

Foi um jogo pleno de alternativas, mas o Grêmio sempre esteve mais perto da vitória e em dado momento chegou próximo de uma goleada sobre o irreconhecível São Paulo de 2010. No primeiro tempo, Renato Portaluppi posicionou Vílson como terceiro zagueiro à frente dos outros dois. Na segunda etapa, Vílson foi reposicionado e passou a jogar de volante na mesma linha de Adílson. Diante da quantidade de improvisos que o treinador gremista se obrigou a fazer, a atuação foi excelente, especialmente no primeiro tempo com franca superioridade sobre o São Paulo.

Para sábado em Salvador, Vílson e Douglas não jogam por suspensão. Cada vez mais dentro da turma da Sul-Americana, o Grêmio se autoriza sonhar com Libertadores, o que me parece impossível. Seja como for, rebaixamento é palavra que perdeu o sentido no dicionário gremista. Mérito maior de Renato Portaluppi; ele conseguiu como grande feito a redenção de Douglas. O camisa dez tem feito diferença a cada jogo. Insisto que deveria ter sido expulso pela falta desleal que cometeu em Richarlisson, ato que impediu sua atuação de chegar à perfeição.

Vitoriaça

30 de setembro de 2010 3

Se Ricardo Ribeiro não tivesse marcado um pênalti absurdo a favor do São Paulo no fim do primeiro tempo, o Grêmio iria para o intervalo com dois a zero e jogo decidido. Era muito superior ao time paulista e talvez até goleasse na segunda etapa. A reação são-paulina foi provocada pelo erro incrível do juiz da FIFA. O empate em dois a dois tumultuou o Grêmio, mas a concentração foi retomada e a vitória de quatro a dois revelou-se justa. Houve uma grande atuação coletiva nos primeiros 45 minutos. Douglas jogou barbaridade, mas se o juiz não tivesse errado outra vez, agora para o Grêmio, teria sido expulso quando o jogo estava empatado. O camisa dez gremista fez uma falta criminosa em Richarlisson e nem cartão levou. Foi uma noite ruim de Ricardo Ribeiro, errou muito para os dois lados.

Renato Portaluppi dotou seu time de capacidade de reação. Depois do empate, o Grêmio prensou outra vez o São Paulo em seu campo e conseguiu o pênalti da nova vantagem. O quarto gol veio em falha de Rogério Ceni, o que também é mérito gremista. Foram 20 arremates, uma hora o goleiro tinha que errar. Tirando a falta desleal que cometeu e merecia cartão vermelho, Douglas foi o melhor em campo. Considerando a quantidade de improvisações que o treinador se obrigou a fazer, a atuação do Grêmio foi excelente. Vitória justa que autoriza gremistas ao sonho da Libertadores, o que me parece inviável.

Contra o Vitória não haverá Douglas e Vílson, suspensos. No primeiro tempo, o zagueiro foi terceiro à frente dos outros dois. No segundo, reposicionou-se como volante ao lado de Adílson. Jonas circulou bastante no meio para se somar a André Lima. Gílson foi muito bem na lateral-esquerda e fez bela dobradinha com Lúcio. O Grêmio mereceu vencer ponta a ponta. Não será possível repetir o formato em Salvador por causa dos desfalques.

Mas, por favor, para quem fazia acordo por livrar-se do rebaixamento, a faixa intermediária da tabela com vaga na Sul-Americana é uma maravilha.

Decisões erradas

29 de setembro de 2010 16

Leandro Damião ganhou no corpo do zagueiro do Palmeiras e ficou perto do bico da pequena área com o goleiro na frente. À esquerda, Edu desmarcado gritava pedindo a bola. Se recebesse, poderia entrar com bola e tudo. Damião, pressionado pela presença de Alecsandro no banco ou por pura vocação de camisa nove, desconsiderou os apelos de Edu e preferiu bater a gol, ainda que com pouco ângulo. Bola fora, decisão errada.

Renan teve contra si uma falta para cobrança de Marcos Assunção. A distância era de mais de 30 metros, o goleiro colorado pediu um só na barreira. Decisão errada que foi seguida de um salto demorado na direção da bola. Gol do Palmeiras, falha de Renan que se repetiria ainda mais gravemente no segundo tempo. A falta era, de novo, de muito longe. Desta vez, havia dois na barreira. Pouca gente. O chute do volante palmeirense foi na direção do goleiro do Inter que, novamente, errou o gesto da defesa e cometeu sua segunda falha fatal na partida. Palmeiras dois a zero.

Mas não foi só Renan que jogou mal em Barueri. Dois dos quatro homens de meiocampo tiveram atuação fraquíssima, Giuliano e Andrezinho. Este, um fenômeno sem explicação. Se entra no decorrer da partida, dá resposta. Se começa como titular, revela-se um jogador bem menor. Os volantes Wílson Matias e Guiñazu foram comuns. Na verdade, na noite ruim do Inter em Barueri salvou-se Edu. O atacante fez boa partida em meio à geleia geral de erros dos quais Celso Roth não tem nenhuma responsabilidade.

Começa a preocupar a sequência de falhas graves de Renan. Contra o Corínthians domingo passado, foi salvo de uma cobrança maior pela saída bisonha que resultou no pênalti e na expulsão de Nei porque o Inter venceu. Contra o Palmeiras, porém, o goleiro está no centro da derrota. Celso Roth não é de ter medo de fazer cirurgias se entender necessário. Renan está na alça da mira. Se voltar a falhar no fim-de-semana contra o Guarani, Abbondanzieri cresce. Não duvido até que Renan já seja sacado contra o Guarani.

Atrasou-se o Inter na corrida pelo título. O Cruzeiro venceu e livrou diferença. Como referi antes, não foi só Renan que jogou mal; D'Alessandro vai ficar dois jogos longe do time servindo a seleção argentina. Giuliano vai para a brasileira. Tinga está machucado, Sóbis vai demorar para voltar, Alecsandro recém retorna. Incertezas demais numa fase decisiva da competição. 

Ficou bem mais ilógico projetar Inter campeão do Brasil em 2010.

Vitórias

29 de setembro de 2010 1

O Inter tentará repetir o Atlético Goianiense. O time goiano venceu o Palmeiras em São Paulo por três a zero e Luiz Felipe, depois do jogo, disse que havia sido um banho de bola do Atlético. Seria automático assim, não fosse a lei maior do futebol que deixa indeterminada a vitória do melhor sobre o pior. Não bastasse, o Inter de hoje tem o pior desfalque que poderia diminuir sua equipe, o meia D'Alessandro que é, até agora depois da Copa, o melhor jogador do campeonato.

O Grêmio enfrenta um São Paulo imprevisível no Olímpico. Sérgio Baresi é o técnico do semestre rifado pela direção são-paulina. Treinador do gerúndio, vai ficando até terminar o semestre, uma vez que risco de rebaixamento o São Paulo não corre mais. O torneio do Grêmio já deixou de ser evitar a Nebulosa, mas está longe de ser vaga na Libertadores. Uma  vitória hoje à noite ajuda a preparar o ano que vem, isso sim. Com a nova direção em oposição à atual, Renato Portaluppi ganha pontos se vencer jogos. Paulo Odone já admite mantê-lo para 2011, caso Renato não sinta saudades irreversíveis do mar e do calor do Rio.

Silas começou a assinar sua demissão do Flamengo e nem é pelo empate contra o Goiás no Serra Dourada. O time carioca tinha um jogador a mais no segundo tempo e não fez valer a vantagem. Começou o jogo empilhado de volantes e meias, teve que mudar para empatar. Problema foi a declaração pós-jogo do treinador. Silas disse, para explicar os resultados ruins, que ele não faz gol contra. A direta foi para o zagueiro flamenguista Jean, autor do gol do Goiás. Jogador não perdôa uma declaração tão infeliz. E Luxemburgo está no Rio de Janeiro pegando praia...

Circo dos horrores

28 de setembro de 2010 1

Flamengo e Goiás mostraram minuto a minuto por que vivem o desespero da tabela no Brasileirão. Empataram em um a um, o time carioca jogando todo segundo tempo com um a mais e igualando só nos acréscimos. Acredito que o Flamengo escape, mas será por um nada. Depois de ser campeão brasileiro, jogar para não cair, que tempos, que incompetência.

O Vasco ganhou com méritos do Santos em São Januário e respirou. Neymar apanhou como sempre. A diferença é que agora apanha com o rosto compungido que tanto satisfaz a massa que só espera um lado para bater também. Jogou muito, Neymar, mas não devidamente acompanhado pelos demais. A lesão de Ganso diminuiu bastante o Santos. Arouca mantém a performance, Alex Sandro é bom lateral-esquerdo, Marquinhos não consegue manter o ritmo. O Santos tornou-se irregular oscilando mais para baixo do que para cima. Já o time carioca vê mais de longe o risco do rebaixamento e disputará mesmo este seu torneio particular para não voltar a ficar perto da Nebulosa.

Ronaldinho Gaúcho foi reserva no empate do Milan com o Ajax em Amsterdam. Depois de encantar num jogo do campeonato italiano, o ex-melhor do mundo não repetiu o desempenho e Robinho ocupou seu lugar. Na outra ponta, os gaúchos Luiz Adriano e Douglas Costa deram a vitória ao Shaktar Donetsk. A rodada europeia se completa nesta quarta-feira.

Nova chance para Andrezinho

28 de setembro de 2010 0

Não foram poucas as chances que Andrezinho teve como titular do Inter. Com Tite, chegou a colocar D'Alessandro no banco de reservas ano passado. O meia formado no Flamengo está no clube desde 2008 e se caracteriza por ser muito útil quando entra no decorrer das partidas. Porém, não mantém a produção quando começa como titular. É um tipo de comportamento que mereceria análise mais detida, até porque não acontece só com Andrezinho. Há muitos jogadores que repetem este padrão.

Amanhã contra o Palmeiras, a nova oportunidade acontece pela suspensão do argentino. Andrezinho entrou bem contra o Corínthians, já fazia boa partida mesmo antes de ter marcado o gol da vitória nos acréscimos. Ao contrário de outras vezes em que acabava por atrasar o movimento do meiocampo, ele jogou em velocidade e passou algumas vezes da linha da bola se apresentando como opção. Esta é uma dificuldade que se vê no futebol de Andrezinho : não tem o hábito de se apresentar adiante de quem tem a bola. Se algum treinador conseguir do meia que ele agregue ao seu futebol a qualidade da passagem, terá cooperado para a evolução do jogador.

= Jonas vive um momento especial no Grêmio e o mérito é todo dele. Já ouviu críticas muito fortes à época em que se apresentava de frente para o goleiro e desperdiçava a imensa maioria das chances. Com treinamento intensivo do fundamento conclusão, Jonas viu o resultado aparecer em campo. Faz gol de bola em movimento, de falta, cumpre a função de segundo atacante e aprendeu a ser também o primeiro. O torcedor gremista não cometia injustiça antes quando o vaiava. Bastou que Jonas melhorasse seu jogo para que aquele mesmo torcedor passasse a aplaudi-lo e, recentemente, pedi-lo na seleção de Mano Menezes.

A quarta que vem

27 de setembro de 2010 15

O ânimo não pode arrefecer, o Grêmio tem o desafio de vencer em casa como está conseguindo fora. O São Paulo é adversário vacilante, o clube rifou seu segundo semestre e oscila a cada jogo. A reposição do meio ao lado de Douglas depende da vontade de atacar do treinador gremista. Se preferir um time mais ofensivo, Roberson; caso não queira perder o meio, Maylson. Nâo acredito em troca de esquema, desnecessário mexer no que está funcionando.

Depois de vencer como venceu o Corínthians, o Inter também não deve diminuir a intensidade contra o Palmeiras que, a exemplo do Grêmio, tem sido mais forte fora do que dentro de casa. O problema é a quantidade de ausências importantes do time colorado logo no setor vital. Não joga Tinga machucado, não atua D'Alessandro suspenso. Ainda há ausência de um jogador que cresceu sobremaneira, o lateral Nei, autor de uma defesa fantástica que poderia valer a vitória se o pênalti decorrente tivesse sido desperdiçado.

Neymar está jogando muito futebol e foi fundamental na goleada do Santos sobre o Cruzeiro. Na verdade, mesmo quando esteve envolvido na confusão que ele próprio criou, não estava jogando mal. Ficou fora da seleção por uma decisão classista de Mano Menezes. O treinador condicionou seu retorno à volta do futebol bem jogado. Então, Neymar estará na próxima convocação.  Situação curiosa, esta do Santos. O treinador que fazia excelente trabalho caiu no episódio e o clube ainda não providenciou outro. Como já está na Libertadores do ano que vem e viu diminuir a chance de ser campeão brasileiro este ano, não parece ter pressa para a definição.

Vitória baseada em Víctor

26 de setembro de 2010 5

O início do primeiro tempo foi arrasador e bastou para fazer dois gols no turbulento Atlético Mineiro que estreava Dorival Júnior. O Grêmio aproveitava a pressa atleticana, marcava na frente, atacava pelos lados e por dentro, cumpriu a cartilha do visitante desaforado. Natural, portanto, que o Galo viesse desesperado para descontar e tentar o empate. Daniel Carvalho se salva num time desarvorado e foi por ele que veio a jogada do gol de Tardelli.

Problema foi o segundo tempo. O Grêmio parou de jogar, Víctor transformou-se no mais luminoso jogador da partida e assegurou a vitória gremista, a terceira em sequência fora de casa. Enfim, não se fala mais em fuga do rebaixamento. O Grêmio descolou daquele grupo rame-rame que ficava em volta do Z-4, soma pontos fundamentais com vitórias que lhe dão vantagem em eventual critério de desempate e começa a mirar firmemente vaga na Sul-Americana. Libertadores, não creio. Porém, vale lembrar ao torcedor gremista que a angústia de estar dentro ou perto da Nebulosa estava o tempo inteiro na mente azul.

Estava. O Grêmio não inspira a perspectiva de ser capaz de uma arrancada rumo ao G-3, mas deixa bem claro que também não podia ter ficado tanto tempo sofrendo esta dor. Agora, acabou.

Vitória emocionante

26 de setembro de 2010 2

O Inter ganhou do então líder do campeonato. Poderia ter perdido, é verdade. Levou bola na trave quando estava um a um, mas futuro do pretérito não conta em futebol. O time de Celso Roth não desistiu nunca de vencer, aí esteve seu mérito maior na vitória que o mantém sonhador no Brasileirão.

As mudanças de Celso Roth, desta vez, foram acertadas. Edu na vaga de Tinga ainda no primeiro tempo, Andrezinho e Alecsandro quando o Corínthians empatou, o treinador pensou e agiu certo. Acabou premiado com gols de dois dos seus três reservas que entraram no decorrer do jogo. O único defeito que o Inter apresentou no jogo apareceu depois do dois a um. Nada de posse de bola, logo o forte dos colorados, e muitas faltas cometidas perto da área. Numa delas, erro de Renan na saída do gol e pênalti convertido por Bruno César. Aí, a coragem voltou numa iniciativa forte de Alecsandro e foi premiada com o gol de falta de Andrezinho.

D'Alessandro jogou uma enormidade outra vez, da mesma forma que apareceu de novo o dilema colorado desde a saída de Taison. A equipe colorada tem a posse de bola, controla o jogo e conclui muito menos do que deveria diante do controle que exerce. Como resultado, não consegue livrar vantagem suficiente para ter algum conforto na partida. Com o crescimento de Edu, Celso Roth pode experimentá-lo com sequência para ser o quinto de meio sem a bola e o segundo atacante com. O time ganhará em ofensividade e poder de conclusão, sofrerá alguma perda na retenção. Caso decida manter o polvo no meio com Giuliano mais avançado, terá que treinar muito para que os meias passem mais vezes e acompanhem o atacante de referência.

De qualquer forma, segue vivo o sonho de título do Inter, embora seja imenso o grau de dificuldade por conta do alto percentual de aproveitamento necessário para o sonho não virar devaneio. O Brasileirão embalou.

O ônus e o bônus

26 de setembro de 2010 2

O primeiro tempo de Inter x Corínthians mostrou mais uma vez o dilema que Celso Roth enfrenta e precisará resolver até Abu Dabi. Com um meiocampo caudaloso, tem a posse de bola mais do que o adversário e assume logo o controle do jogo. Porém, pelo mesmo motivo, o Inter não rompe, não é vertical, ataca e chuta pouco. Para fazer o gol que ao final do primeiro tempo dava a vitória ao time gaúcho, foi preciso que Tinga passasse a linha da bola e recebesse de D'Alessandro sem marcação. Aconteceu uma vez ao longo de toda primeira etapa. Antes, Damião ficou isolado e sem jogada. A entrada de Edu ainda não surtiu o efeito de dar ao centroavante um parceiro.

De toda forma, a vitória que o Inter vai conseguindo sobre o líder é extraordinária por sua importância. Encurta a distância para seis pontos e deixa em aberto o campeonato.