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Cidades

09 de dezembro de 2011 4

Não conheci nenhuma cidade mais linda do que Paris. Esta sentença vale para o quesito "do nada surgiu um lugar lindo pela mão do homem". A capital francesa não tem mar ou montanha, a natureza não lhe foi especialmente generosa, à exceção do rio Sena correndo pela cidade. Ainda assim, o que deixa a paisagem mais bela é o entorno, os espaços públicos criados para que parisienses e turistas se deixem ficar nas margens do Sena. A avenida que liga o Louvre ao Arco do Triunfo é toda ladeada por árvores e prédios maravilhosos. A Torre Eiffel é mão do homem em estado puro. Paris é tão fantasticamente bela, que mesmo o horror nazista desistiu de destruí-la quando da invasão alemã na Segunda Guerra. Antes, tiveram o sonho inútil de desfrutá-la como donos.

Na contramão da espetacular Paris e sua beleza europeia que remonta a tempos d'antanho, Dubai. Cidade que transpira futuro, prédios que chamam a atenção pelo excêntrico, não exatamente pela boniteza. Há um hotel feito com tanta tecnologia e design tão futurista, que se cobra ingresso para chegar perto e tirar foto. Ao lado, Abu Dhabi é uma joia árabe que traz avenidas larguíssimas, arborizadas e irrepreensivelmente limpas. Sobem prédios para todos os lados, a preocupação de quem constroi é seduzir turistas milionários do mundo inteiro na ideia de que estão em 2050. Do alto, quando se chega, só se vê areia, deserto para todos os quadrantes. Então, surgem duas cidades erguidas pela força do dinheiro onde se compra tudo que dinheiro pode comprar.

Vi Nova York ainda com Torres Gêmeas e sob a rédea curta do melhor prefeito da história da cidade. Rudolph Giuliani instaurou segurança no caos, NY vicejou como flor em primavera. Seus edifícios com escadinhas à vista, seu megaparque verde e sua pluralidade étnica a fazem especial. Gostei ainda mais da metrópole norte-americana por conta da Estátua da Liberdade. Sou estatuteiro de carteirinha. Peguei a barca, fui até lá, tirei foto, turistei legal. É onde mais tive a sensação de que tudo e qualquer coisa pode acontecer a qualquer momento. O que, aliás, revelou-se tragicamente real no início deste século.

No afetivo dos meus olhos, Rio de Janeiro. Capital do Mundo, parafraseando o encantamento sentido por Paulo Roberto Falcão com a Porto Alegre que ele adotou desde sempre. No Rio, a mão do homem se preocupou em não desfazer o que a Natureza oferecia de pronto  e adicionar cerejas ao bolo. Assim é o Cristo Redentor, também o Pão de Açúcar. A arquitetura belíssima de bairros como Flamengo e Catete, a baía de Guanabara para contemplar, Copacabana para admirar e uma vocação hedonista indesmanchável. O Rio de Janeiro remete a prazer. Cidade que goza.

Porto Alegre é a cidade em que nasci e de onde provém todos os cheiros, os sons e as imagens que ocupam aquela zona do cérebro onde nada se esquece. Meu trabalho já me levou a Seul,  Tóquio, Frankfurt, Berlim, Munique e outras menos votadas, mas não as coloco numa lista de lugares do meu afeto. Em Porto Alegre, não temos natureza exuberante, o que não nos impede de admirarmos apaixonadamente o pôr-do-sol que derrama  seu laranja pelas águas do rio que virou lago e nunca deixar de ser rio.  Conheço-a como nativo, ainda assim desconheço infinitas ruas de uma Porto Alegre que pouco frequento. Sei quase nada de Zona Norte, sou doutor em Zona Sul, fiz mestrado no Centro tão relegado e tão potencialmente rico para ver e frequentar. Apaixonei-me pela Duque de Caxias onde vivi 18 anos, enamorei-me pela Fernando Machado e seu arvoredo durante outros dois anos e voltei para o sul como viajante cansado.  Gosto de Porto Alegre. É bom voltar de qualquer outro lugar lugar e ver em ruas e prédios belezas que só o afeto permite, uma vez que a estética não recomendaria nada especial.

Cidades.

Sasha

09 de dezembro de 2011 6

É cedo, muito cedo para projetar aproveitamento imediato de Sasha no grupo principal do Inter. Sua história é bem particular, tem aqueles componentes de grande expectativa fraudada no primeiro momento e nem por isso relegada a fracasso definitivo. O atacante, você há de lembrar, foi escondido pelo clube a la Pato, assinou contrato e só aí apareceu para jogar. Então, não explodiu como o atual atacante do Milan. Pareceu que se esperava mais do que é capaz de dar. Viajou para o Mundial com cirurgia marcada para reparar uma calcificação óssea. Curou ao longo da temporada 2011, não voltou a ter chance entre os titulares.

Começa tudo de novo para Sasha no Inter que disputa o Brasileirão sub-20. E este início é auspicioso, dois gols em dois jogos e boas atuações. Está atuando pela faixa direita de ataque com liberdade de movimentação. Rápido, drible curto, presença na área. Predicados da hora para o menino que nem tem 20 anos e já passou por algumas na curta carreira.

Saberemos.

Marco Antônio é bom

09 de dezembro de 2011 7

O novo contratado do Grêmio foi o centro do time campeão brasileiro da Série B. A Portuguesa chegou a ser chamada de Barcelusa, referência elogiosa à equipe que, guardadas as proporções, viveu momentos de Barça na Segundona. Marco Antônio, camisa dez como Douglas, pode jogar ao lado dele, embora requeira uma certa ginástica dos volantes que estiverem dando sustentação. O jogador surgiu no São Paulo, não se firmou lá nem em outros clubes por onde passou depois. Aí, chegou na Portuguesa e foi comandado por um treinador que encontrou um lugar no campo para ele. Deu-lhe a função de ser o ponto de partida da articulação do time e obteve excelente resposta.

Se não sentir peso na camisa do Grêmio, terá um destes dois papéis. Ou joga ao lado de Douglas ou passa a ameaçar o atual titular tantas vezes irregular ao longo da temporada. Vem mais gente por aí, Pelaipe vai cumprindo a promessa de dotar o Grêmio de recursos para sair da coadjuvância e entrar no protagonismo.

Saberemos.

As obras e a bola

08 de dezembro de 2011 14

A partir do ano que vem, os colorados vão conviver com uma expectativa já alimenta há algum tempo pelos gremistas. Se do lado azul a casa é nova de verdade, na metade vermelha a reforma é forte o suficiente para transformar o Beira-Rio numa casa mais  confortável e atraente par aseu público. A cobertura projetada vai alterar esteticamente o estádio. As arquibancadas avançando sobre o espaço da antiga Coreia também darão outra visão ao torcedor. Para os jornalistas, a ideia de ter um espaço melhor para trabalhar é auspiciosa. As cabines vão subir, a promessa é de praticidade e conforto.

Enquanto isso, o Inter seguirá mandando jogos no estádio no limite do que for possível. Só lá na virada de 2012 para 2013 é que o fechamento será inevitável, mesmo assim por período determinado. A promessa do presidente Giovani Luigi é de que as receitas não se misturam, o futebol não sofrerá qualquer perda em detrimento da reforma. Haverá, sim, o desconforto de jogar fora de casa como se em casa fosse. Não me parece que o estádio da Ulbra seja a melhor solução. Acesso difícil é obstáculo maior, o estádio está escondido dentro do complexo da universidade. Enfim, é o de menos. A melhor notícia para os colorados e os gaúchos que entendem ser bom para a cidade ter jogos da Copa por aqui está em andamento.

Se a obra não recomeçou, o mínimo a dizer é que o tema voltou à pauta definitivamente. Saberemos.

Uma história

08 de dezembro de 2011 4

Acordou e o cansaço de toda população da Terra se depositava sobre as pálpebras. Era só um dia como qualquer dia, mas o ar que virava sempre sem esforço não veio no primeiro, nem no segundo, nem no terceiro suspiro em vão. Angústia,  o mal moderno - ou eterno ? - da humanidade, se apresentava de terno e gravata, cabelo repartido.

Dias de dor indefinida, saudade de tudo e  nada, redemoinho confuso de motivos que não se sustentam objetivamente. Levantar, tomar banho, abrir os trabalhos do cotidiano e lembrar que o tanque de gasolina está abaixo da metade, as contas já podem ser pagas sem a fila do dia do salário. Pequenas mediocridades do existir urbano que viram ingredientes de uma receita maior onde também cabem sonhos, decepções, revisões, avanços, temores, angústias várias e cansaço.

Mundial.

A mente produz pensamentos em série como se fosse indústria de pregos. Nada grave, nada relevante, só uma urgência do que não se percebe no primeiro cheiro, no primeiro toque, no primeiro olhar.  Um ano que se soma a tantos outros já vividos e a conta se apresenta assim, de repente, sem mais.  Não há queixas, não há ingratidão, existe sim um porvir que se desenha depois de pequenas ou nem tanto revoluções dentro e fora. Para sair do lugar, só depois da tormenta. Não vale o bordão "não importa qual o caminho, importante é caminhar". Esqueça. Frasezinha de parachoque . Bom é andar com rumo certo, destino sob as rédeas como cavalo bravo. Não é certo que se consiga domá-lo, mas é preciso.

Uma história.

O Vasco na Libertadores

08 de dezembro de 2011 4

Tem gaúcho na origem do sucesso do futebol do Vasco desde 2009. Rodrigo Caetano começou a gerenciar futebol em alto nível no Grêmio de 2008. O time de Celso Roth surpreendeu geral liderando grande parte do Brasileirão e terminando em segundo lugar. No ano seguinte, Caetano foi viver a realização profissional de ter autonomia para formatar todo departamento de futebol de um grande clube. Roberto Dinamite o chamou para o Vasco enfrentar a Segundona. Acesso garantido com sobras, Dorival Júnior fez sucesso no comando, até o sempre imprevisível Carlos Alberto jogou com regularidade.

Dorival não ficou, Rodrigo Caetano, sim. Depois de um 2010 mais ou menos, o Vasco da Gma de 2011 revelou extrema competência para ser campeão da Copa do Brasil, semifinalista da Sul-Americana e vice-campeão brasileiro. O gerente de futebol foi pontual nas contratações. Felipe e Juninho Pernambucano era garantia de qualidade, mas era preciso também implementar juventude no time e no elenco. Ricardo Gomes conduziu a conquista do torneio eliminatório que valeu vaga direta na Libertadores. Alecsandro foi buscado em Porto Alegre e deu grande contribuição. Alguns jogadores da base se afirmaram. Jogadores desconhecidos consolidaram uma insuspeitada qualidade, casos do volante Rômulo e do lateral-direito Fagner. Como acerto final, a contratação ainda no primeiro semestre de Éder Luís, o atacante de velocidade que não pode faltar em qualquer time que se pretenda equilibrado.

O Vasco precisa de reforços, sim. Não mais do que três, o principal deles para a lateral-esquerda hoje ocupada por um volante, Jumar. A manutenção de Dedé também é essencial para um projeto bem-sucedido de Libertadores. O zagueiro hoje seria titular da seleção brasileira por puro merecimento.

Saberemos.

Inter na Libertadores

08 de dezembro de 2011 9

Fiz uma das colunas de ontem neste blog destacando os brasileiros da Libertadores. Ficaram de fora o Inter e o Vasco na ideia de que tivessem colunas próprias, uma vez que são casos especiais de interesse. Blogueiros mais afoitos se atiraram a me criticar nos comentários dizendo que eu tinha esquecido do Internacional, o que seria uma insanidade sem precedentes. Outros pararam para pensar e usaram a inteligência para perceber que haveria uma coluna toda tratando do Inter na Libertadores. É o que você passa a ler a partir de agora.

Dorival Jr. tem goleiro, Muriel. O jovem oscilou, tomou gols esquisitos, mas fez muitas e importantes defesas e revelou-se o melhor da posição dentro do elenco. Com recursos limitados para contratações, não há por que investir em um lugar onde o ocupante dá resposta. Nei foi bom lateral-direito na segunda metade do ano e também teve oscilações, como de resto todo time colorado. Começa temporada dono da posição, da mesma forma que Rodrigo Moledo afirmou-se como zagueiro central. Veloz e bom cabeceador, põe no currículo o feito de ter posto no banco o capitão Bolívar. Ao lado dele, não me parece que o antigo titular seja parceiro, nem Índio. Dorival Jr. gostaria de ter zagueiro de primeira e experiente para jogar ao lado de Moledo. Deve ter sido um dos quatro pedidos de reforços do treinador à direção. Kleber tem estabilidade na lateral-esquerda, ainda há boa peça de reposição, Fabrício. O primeiro funciona pelo talento e o atalho. O segundo, pela força e vigor.

O setor mais bem servido do elenco colorado é o meiocampo. A dupla de volantes que terminou o ano como titular será mantida na abertura de 2012. As reposições são excelentes. Se não jogam Tinga e/ou Guiñazu, há Bolatti e Élton. A qualquer momento, qualquer deles pode virar titular e colocar o titular. Os meias titulares são D'Alessandro e Oscar, talento em estado puro, entrosamento e criatividade garantidas. Andrezinho é sempre opção, na verdade funciona mais entrando no decorrer do que começando jogos. A esperança maior é João Paulo, menino feito na base com toda pinta de armador. Nas vezes em que esteve em campo, respondeu. Vale aposta pra 2012.

Na frente, o ataque fica pré-escalado com Dagoberto e Damião, partindo do princípio de que o Inter consiga antecipar a chegada do avante são-paulino para fase seletiva da Libertadores. Setor com jogadores complementares, um de velocidade, outro de centro. As opções, porém, não são as ideais. Vale aposta em Gilberto, atacante de bom chute de média distância que começou a ganhar confiança só no fim deste ano, mas é insuficiente. Jô terá que se revelar outro jogador para que seja útil. Delatorre está verde. Ilsinho não é do lugar. Um ou dois atacantes novos além de Dagoberto seria bom.

A soma de reforços pretendidos por Dorival Jr. é a mesma  de Falcão. Quatro jogadores de qualidade para que virem titulares a qualquer tempo. Se a direção colorada atender o pedido do treinador, cresce a candidatura do Inter na Libertadores.

Saberemos. 


Brasileiros da Libertadores

07 de dezembro de 2011 31

O Santos é o mais pronto dos times brasileiros para enfrentar uma Libertadores com chance de título. Há um time do meio para frente em que sobram opções. Na defesa, porém, é preciso pensar em reposição para Edu Dracena, Durval e Léo, jogadores que a qualquer momento podem ter queda de produção sem volta por conta do tempo que passa.

O Corínthians também possui bom elenco e uma perspectiva de aumento de recursos que podem levá-lo a contratações diferenciadas. A partir da permanência de Tite no comando, o campeão brasileiro tem chance de inaugurar um tempo de estabilidade em alta. Não há como projetar se Adriano dará resposta compatível com seu custo, talvez seja preciso oxigenar o elenco liberando jogadores experientes e de qualidade como Chicão e Jorge Henrique. Eles seriam ouro na mão para negociações envolvendo troca de peças.

O Fluminense mantém Abel Braga e precisa um miolo de zaga confiável com urgência. No meiocampo, Lanzini é substituto natural de Deco, caso este perca fôlego. Na frente, Rafael Moura e SDóbis são opções excelentes para parceria com Fred. Três reforços tornariam o Fluminense candidato sério ao título.

O Flamengo é um ponto de interrogação imenso em vermelho e preto para 2012. Ronaldinho não está garantido, o que não chega a ser prejuízo. Muito melhor faria o Flamengo se formatasse uma ideia de time em que o centro não fosse um jogador tão volátil. Sempre borbulhando num caldeirão autofágico, tudo pode acontecer em relação ao time de Luxemburgo, se é que o treinador permanecerá no ano que vem.

Três nomes no Inter para 2012

07 de dezembro de 2011 7

Escrevi sobre três jogadores que são base do Grêmio 2012. Não os únicos, mas titulares indiscutíveis de Caio Júnior. Kleber, por todos os motivos, Douglas, jogador mais criativo do time, e Júlio César, principal contratação de Paulo Pelaipe. Outros se somarão a estes e já estão no elenco, casos do volante Fernando e do defensor Mário Fernandes. Há o grupo dos que precisam provar que podem ser titulares. Saimon na zaga e Leandro no ataque, por exemplo. Mas o time está aberto em pelo menos cinco posições.

No Inter, três nomes despontam como essenciais para o sucesso em 2012. Dois deles já estão no clube, jogaram o Brasileirão e são patrimônio para venda futura. O outro está acertado para chegar em abril, mas o ideal é que o Inter antecipe sua chegada para poder atuar na fase seletiva da Libertadores. Dagoberto e toda sua extensa lista de títulos importantes tem muito a contribuir para um Inter mais encorpado na próxima temporada. Vem remotivado, familiares colorados animados com sua decisão de vir para Porto Alegre, desafio que faz o atacante sentir uma espécie de reinício de carreira.

Os jovens jogadores a que me refiro como viscerais para o Inter 2012 são Leandro Damião e Oscar. O primeiro viveu momento exuberante em grande parte da temporada. Sentiu sua primeira grande lesão muscular, ficou 40 dias fora, voltou sem jogar o futebol de antes. Terminou o ano nervoso, levando cartão de graça e tendo faniquitos em campo. É claro que será capaz de retomar sua melhor forma e, conseguindo, terá papel decisivo no futuro do Inter nas competições em que se envolver. A presença colorada na Libertadores aumenta chance de sua permanência, até porque sua lesão atrasou o interesse estrangeiro.

Oscar passou mais da metade do ano jogando fora do seu lugar. Extenuado por atuar também na seleção brasileira sub-20 pela qual foi campeão sul-americano e mundial, o armador ainda foi obrigado a ocupar uma faixa de campo que não domina, enfrentar jogando de costas ou de lado zagueiros mais fortes do que ele  e, por óbvio, foi questionado. Dorival Júnior tomou a sábia decisão de recolocar Oscar no meio ao lado de D'Alessandro, este a referência máxima do time colorado. O resultado não podia ser mehor. Oscar voltou a jogar excelente futebol, foi um dos melhores em campo no grenal e deve ter garantido o direito de jogar no Inter parecido como joga na seleção. Armando, ajudando na marcação próximo aos volantes e partindo desta posição para aparecer na frente. Sua saída pelos lados do campo também é ótima, desde que partindo do meio e não plantado à sombra do lateral adversário.

Dorival Jr. quer o mesmo número de reforços que Falcão pretendia e diz ter ouvido como promessa da direção. Quatro. Está certo. É assunto para outra coluna.

Três nomes no Grêmio

06 de dezembro de 2011 35

Kleber é o centro de todo projeto de marketing do Grêmio, mas não só isso. Dentro de campo, receberá toda carga da responsabilidade correspondente ao maior salário do clube - não sei se naõ é da dupla grenal - e terá parceria de qualidade como Douglas e Júlio César. São três nomes que constam obrigatoriamente na agenda de futuro imediato dos azuis.

Douglas não terminou bem 2011. Seu grenal foi fraco, errou passe que resultou no lance do pênalti que valeu gol do Inter na Libertadores e mesmo antes já estava jogando pouquíssimo. Sua última grande atuação - e foi mesmo imensa - aconteceu no épico Grêmio 4x2 Flamengo no Olímpico. Jogo emblemático que garantiu permanência gremista na primeira divisão e onde Douglas transformou a bola num gomo de sagu de tanto que jogou. Mas isso foi em outubro...

Júlio César é a melhor contratação de Paulo Pelaipe. Se Fábio Santos não era suficiente para o Grêmio e foi liberado para ser campeão brasileiro com o Corínthians, Júlio César transformou o problema em solução. Recuperou a condição técnica dos tempos de Goiás, identificou-se com o Grêmio e será titular com Caio Júnior, treinador que tinha Cortês no Botafogo liberado para se transformar no antigo ponta-esquerda que Júlio César também sabe ser.

Para cercar estes três nomes, Pelaipe trabalha. O sucesso do Grêmio na temporada passa visceralmente pelo nível de qualidade dos reforços que ainda vão chegar. Saberemos.