Para a nova direção do Inter, pensar 2011 já é inadiável. Qual será o ponto de equilíbrio entre o revisar conceitos prometido por Roberto Siegmann e a lavoura perdida que colocaria abaixo inclusive os acertos da política de futebol, eis a pergunta da hora.
Se o novo vice do departamento quer mesmo um time com mais liderança dentro do campo e capacidade de indignação diante do mau resultado, terá que enfrentar a tarefa de desencaixar um grupo de jogadores muito fechado e que resistiria a mudanças significativas. Vale o mesmo para mudar ou não o treinador; Celso Roth voltou ao centro da rejeição dos colorados ao errar formatação e substituições contra o Mazembe. Não creio haver qualquer possibilidade de reconciliação entre torcedor e técnico. Mas se a convicção dos novos dirigentes estiver inabalada, é preciso bancar Roth e confiar que a resposta virá.
Há também uma relação a recuperar entre time e torcida. A indiferença dos jogadores diante da presença de tantos colorados pode não estar nos microfones, mas foi vista em ação quando a equipe sequer se aproximou da arquibancada pintada de vermelho. Só bons resultados reconstroem este laço afetivo entre os jogadores - não estou falando nunca do clube - e a torcida.






