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Posts com a tag "abu dhabi"

Para a frente

16 de dezembro de 2010 4

Para a nova direção do Inter, pensar 2011 já é inadiável. Qual será o ponto de equilíbrio entre o revisar conceitos prometido por Roberto Siegmann e a lavoura perdida que colocaria abaixo inclusive os acertos da política de futebol, eis a pergunta da hora.

Se o novo vice do departamento quer mesmo um time com mais liderança dentro do campo e capacidade de indignação diante do mau resultado, terá que enfrentar a tarefa de desencaixar um grupo de jogadores muito fechado e que resistiria a mudanças significativas. Vale o mesmo para mudar ou não o treinador; Celso Roth voltou ao centro da rejeição dos colorados ao errar formatação e substituições contra o Mazembe. Não creio haver qualquer possibilidade de reconciliação entre torcedor e técnico. Mas se a convicção dos novos dirigentes estiver inabalada, é preciso bancar Roth e confiar que a resposta virá.

Há também uma relação a recuperar entre time e  torcida. A indiferença dos jogadores diante da presença de tantos colorados pode não estar nos microfones, mas foi vista em ação quando a equipe sequer se aproximou da arquibancada pintada de vermelho. Só bons resultados reconstroem este laço afetivo entre os jogadores – não estou falando nunca do clube -  e a torcida.


O maior vexame da história do Inter

15 de dezembro de 2010 35

Nada que se disser poderá consolar o torcedor colorado diante do tamanho de sua dor. O Internacional se preparou o semestre inteiro para jogar o Mundial, enfrentava um africano do Congo na semifinal e teria na suposta final uma Inter em crise. Não havia melhor script para um final feliz.

Porém, o Inter registra nesta quarta-feira o dia seguinte do maior vexame de sua vitoriosa história. Não há o que possa desculpar o time colorado na imensidão do seu nervosismo, na pasmaceira de sua atitude, no nada que foi sua imposição técnica diante de um adversário modestíssimo. Celso Roth, tão cheio de méritos na conquista da Libertadores, não conseguiu dar serenidade à sua equipe. Jogadores consagrados e experientes revelaram-se precários quando se viram diante da responsabilidade de exercer favoritismo que deles se esperava. Foi constrangedor.

O resultado de Abu Dhabi provoca uma reversão de expectativa no final de 2010 como jamais se suspeitaria. O campeão da Libertadores será lembrado mais pelo seu vexame do que pela glória. Ao mesmo tempo, o Grêmio quase rebaixado do meio do ano termina em êxtase. Os gremistas nunca sequer pediriam de Natal um fim de ano tão extraordinário.

E Kidiaba estará em campo sábado decidindo junto a seus companheiros valentes o título mundial de clubes. Com direito a todas as coreografias que conseguir inventar até lá. A África que sediou uma Copa estará representada legitimamente no concerto geral do futebol do planeta.

Minúcias vermelhas

13 de dezembro de 2010 11

Quem joga em casa costuma tomar a iniciativa do jogo, certo? É exatamente o que o Inter pretende fazer amanhã. Os treinos foram sempre minuciosos (alguns meio secretos como o da foto acima), enérgicos no sentido da marcação avançada, do encurtamento do espaço e na máxima velocidade possível a partir da retomada da bola.Se não há um jogador com esta especial vocação, é preciso compensar com trocas de passes curtos e aproximação entre os setores. A estratégia colorada não poderia mesmo ser outra que não a de forçar o erro do adversário mais fraco e definir logo uma vantagem que não seja desmanchada logo depois.

Este é um jogo para Alecsandro. A zaga africana é baixa, a defesa vaza e confessa o crime quando pressionada. O já famoso goleiro Kidiaba sai do gol em todas, o que não significa que saiba fazê-lo. Ora, se goleiro e defensores parecem tão vacilantes, o centroavante sempre tão discutido no Inter pode ter sua grande noite. Será abastecido
por Kléber pelo lado, por D’Alessandro por dentro e por Rafael Sobis na parceria ofensiva.

Falei com Élio Carravetta, o profissional encarregado de recondicionar todo jogador colorado que passe por dificuldades físicas. Comentei com ele o cansaço precoce do Mazembe. O atacante Kabangu não corria mais aos 15 minutos do segundo tempo. Prudente para evitar declarações que soassem provocativas ao adversário, Carravetta limitou-se a elogiar a força de marcação do Mazembe.

É este o tom da comissão técnica do Inter. Para não ser traído pelas palavras nesta hora tão importante, menos é mais.

Corrida sob calor

12 de dezembro de 2010 2

Que sofrimento para fechar 35 minutos correndo, Senhor ! Foi o segundo dia em que consegui correr, missão cumprida que me custou bastante cansaço físico. E olha que desta vez não corri na avenida entre a barulheira dos carros; foi na pista da praia particular do hotel com brisa do mar e tudo ! O banho reparou tudo, agora o trabalho vai pegar direto neste domingo e ainda mais intensamente a partir da segunda-feira com muitas entradas ao vivo em horários ampliados.

* É também nesta segunda-feira que o grupo RBS distribuirá Zero Hora por Dubai e Abu Dhabi. Não só; três mil radinhos de pilha para que se ouça Pedro Ernesto dentro do estádio em Inter x Mazembe. Golaços.


Casa vazia para Pachuca x Mazembe

10 de dezembro de 2010 6

Não há 5 mil pessoas no estádio para acompanhar Pachuca x Mazembe. Faltam 1h35min para o jogo começar e o estádio não terá nem metade da lotação. O que impressiona nos estádios padrão FIFA é o conforto. Aliás, algo me impacta ainda mais e melhor: a iluminação é maravilhosa.

No telão já pintou o gol de Gabiru dando o Mundial ao Inter em 2006. Agora passam imagens da Espanha campeã do mundo na África. Padrão FIFA.

Terra de Areia

09 de dezembro de 2010 1

Não se trata da cidade ladeada pela BR 101 e pela Estrada do Mar que tem o mais doce abacaxi. É uma das definições possíveis para Abu Dhabi. Vista assim do alto…mais parece o céu no chão…Opa, isso é verso de Paulinho da Viola. Vista assim do alto, a cidade é rodeada de um mundo de areia. Respira-se progresso por onde se passa, os turbantes dominam o cenário, é um mundo muito à parte.

Antes, o voo fretado que trouxe a delegação colorada, dirigentes e jogadores havia parado 4 horas no meio do nada. A escuridão é a melhor definição para Lagos, a capital nigeriana. Ao descer, não se vê iluminação pública nas ruas. Mesmo as casas não desfrutam em grande escala de luz elétrica. A liberação da aeronave para seguir viagem só aconteceu depois do pagamento de uma estranha taxa de controladores de voo. Saí de lá com a sensação de que não há mesmo jeito para aquele lugar. Triste.

Ainda não dormi, a não ser o sono precário da poltrona do avião com a cabeça recostada na janela. Mas é tanta a empolgação pela cobertura multimídia que se desenha no grupo RBS, que só sentirei o cansaço quando terminar o banho e me atirar pesadamente na cama.