A Copa da África ainda terá grandes jogos e confrontos emocionantes depois desta primeira fase. Por enquanto, o que se vê é uma ou outra cena em que vale deter o olhar. Uma defesa impossível de goleiro, um gol bem construído em jogada trabalhada, outro fruto de iniciativa pessoal, imagens que recém prometem o que vem por aí. Neste contexto, a Argentina de Maradona avançou um grande pedaço na sua escala de favoritismo na vitória de goleada sobre a Coreia do Sul. Por estranho que pareça, a ausência de Verón transformou-se em ganho para o time argentino. Aumentou a velocidade, Di Maria encontrou novo espaço e, principalmente, surgiu um Messi muito próximo daquele que encanta e decide no Barcelona.
A estratégia de Maradona para seus três talentosos da frente é inteligente. Higuaín fica numa função parecida com a de pivô. Tevez sai da posição de atacante junto aos zagueiros e vem buscar a bola para partir de frente para a defesa adversária. Messi tem a maior liberdade que se pode conceder a um jogador; ele joga pela bola. Tanto pode recebê-la do volante como do lateral que passa a linha divisória. Para que possa partir a dribles sobre os marcadores, precisa mesmo frequentar a zona morta do campo como ponto de partida. Funcionou contra a Coreia do Sul, francamente intimidada pelo poderio do adversário, mas funcionará também contra adversários mais corajosos.



