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Triste sina

17 de junho de 2010 2

Não estão no campo as razões pelas quais a Espanha decepciona tanto seu torcedor na hora grande. Contra a Suíça, os espanhóis jogaram no formato de sempre. Tiveram muito mais posse de bola, trocaram passes para um lado e outro em busca de espaço, concluíram a gol mais de 20 vezes e...perderam. Depois que os suíços fizeram 1 a 0, o time de Del Bosque enervou-se de tal maneira que o acabamento de tudo o que criava virava precipitação, pressa, erro. O mundo todo está a dizer hoje: "Olha a Espanha aí fazendo o que sempre fez".

Não está fora da Copa, é claro. Acredito mesmo que se classifique, o que significa um risco a mais para o Brasil na competição. Se a Espanha ficar em segundo e o Brasil em primeiro, tem cruzamento nas oitavas. Mesmo com toda fama de tremer quando precisa ser firme, a qualquer momento esta máxima para de se reproduzir. Time não falta aos espanhóis. Parece estar faltando equilíbrio emocional para suportar a pressão que decorre justamente dos seus resultados anteriores. A última derrota da Espanha havia sido na Copa das Confederações no ano passado, grave o suficiente para eliminá-la da final do torneio. Caso para divã.

Bielsa no ataque

O Chile reafirmou o estilo Bielsa de fazer futebol. Não por acaso apelidado Loco, o treinador argentino que comanda os chilenos não suporta a ideia de jogar sem a bola. Então, ataca todo o tempo possível. Contra a fraca Honduras, ganhou de 1 a 0 e poderia ter goleado. Seu poder de fogo aumentará assim que o atacante Suaso voltar de lesão. Deve assegurar uma vaga no grupo ou disputá-la de igual para igual com Suíça e Espanha.

A linha da bola

Na segunda-feira, tratei neste espaço da necessidade de que o Brasil infiltrasse jogadores que estivessem atrás da linha da bola para superar a marcação adversária. Foi exatamente assim que o time de Dunga venceu a Coreia do Norte e assim também poderá vencer adversários mais fortes.

Mais confiança

A derrota espanhola valorizou mais a vitória brasileira na estreia. Agora, contra Costa do Marfim, a angústia da primeira vez já terá dado espaço a uma confiança fundamental para fazer boa campanha. Sem mudança no time original, tenho certeza.