Nada que se disser poderá consolar o torcedor colorado diante do tamanho de sua dor. O Internacional se preparou o semestre inteiro para jogar o Mundial, enfrentava um africano do Congo na semifinal e teria na suposta final uma Inter em crise. Não havia melhor script para um final feliz.
Porém, o Inter registra nesta quarta-feira o dia seguinte do maior vexame de sua vitoriosa história. Não há o que possa desculpar o time colorado na imensidão do seu nervosismo, na pasmaceira de sua atitude, no nada que foi sua imposição técnica diante de um adversário modestíssimo. Celso Roth, tão cheio de méritos na conquista da Libertadores, não conseguiu dar serenidade à sua equipe. Jogadores consagrados e experientes revelaram-se precários quando se viram diante da responsabilidade de exercer favoritismo que deles se esperava. Foi constrangedor.
O resultado de Abu Dhabi provoca uma reversão de expectativa no final de 2010 como jamais se suspeitaria. O campeão da Libertadores será lembrado mais pelo seu vexame do que pela glória. Ao mesmo tempo, o Grêmio quase rebaixado do meio do ano termina em êxtase. Os gremistas nunca sequer pediriam de Natal um fim de ano tão extraordinário.
E Kidiaba estará em campo sábado decidindo junto a seus companheiros valentes o título mundial de clubes. Com direito a todas as coreografias que conseguir inventar até lá. A África que sediou uma Copa estará representada legitimamente no concerto geral do futebol do planeta.


