Os jogos de amanhã abrindo a Copa do Mundo são muito interessantes pelo confronto de escolas e o grau de emergência e tradição dos times envolvidos. África do Sul x México, por exemplo, vem carregado de expectativas que superam o próprio futebol. Está contida nesta partida a ansiedade africana em não saber exatamente o potencial de sua seleção e a esperança mexicana de virar manchete logo de cara por vencer a anfitriã. O México tem melhor time, mas não é confiável a partir de seu retrospecto em Copas. Sempre fez campanhas medianas, embora seu mercado seja muito rico. A seleção sul-africana tem um prognóstico feito pelo seu camisa dez Pienaar: não esperem que vá além das quartas-de-final. Assim, corta a expectativa demasiada que talvez se criasse sobre a equipe que não suportaria tanta pressão.
Vai começar a Copa do Mundo da África do Sul
• Uruguai x França, por outro lado, confronta campeões mundiais. É verdade que os uruguaios há muito deixaram de figurar entre os favoritos. Suas conquistas remontam ao brilho antigo de Montevidéo como capital europeia incrustada na América do Sul. Há sempre a perspectiva de um novo Maracanazo tal como o protagonizado por Gighia, presente a esta Copa 2010. Não tem acontecido. A França tenta começar do zero depois da era Zidane. Não há ninguém próximo de sua qualidade, nem mesmo o astro Riberry. Um time inteiro de coadjuvantes à espera de um extraclasse que já não existe. Ainda assim, será um jogo de valer a pena parar para ver.
• Na vinda para o IBC, nesta quinta-feira, que começou nublada e ensolarou (?), nosso motorista fez um caminho diferente. Talvez tenha decidido nos mostrar a África da África, não a da Copa. Fomos para o coração de Joanesburgo, Dowtown, e atravessamos o lugar. Amanhã, em minha coluna em Zero Hora, escreverei a respeito.
