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Os donos da integração

05 de março de 2010 0

Galerinha. Segue abaixo três mensagens enviadas por estudantes do curso de Design da UFSC a respeito dos trotes aos calouros, que tiveram de andar com as placas de donos. Pelos depoimentos, não resta dúvida de que se trata de uma brincadeira, que visa somente a integração entre novatos e veteranos no curso. Confira:

Olá Rafael.

Meu nome é Juliana Tanaka, sou estudante de Design Gráfico da UFSC e bem mais veterana que o Felipe Almeida, o Antônio Mello, a Carol e o Vini(cius) F. Entrei na UFSC em 2004 e desde então sempre acompanho os trotes do curso. Pelo menos para os alunos de Design da UFSC o trote sempre foi um meio integrador, uma forma de aproximar os novos alunos (os calouros) dos outros alunos (veteranos). Eu nunca vi ou ouvi dizer de alguém que tenha sido forçado a participar do trote, muito pelo contrário, os “calouros” sempre são questionados se querem participar das atividades ou não. Quem não quiser vai ser um pouco “zuado”, mas ninguém tenta forçar ninguém a fazer o que não quer.
Já vi sim alguma ou outra brincadeira de mau gosto no meio das atividades de trote do Design. E sempre que algo assim acontece, os veteranos que fazem estas brincadeiras levam um puxão de orelha dos outros veteranos. Este semestre o pessoal que organiza o trote (sempre quem está na 3a fase) resolveu fazer um “leilão de calouros”. Eu não estava lá, mas eu sei que não é nada ofensivo. Todo mundo sabe que ninguém é “dono” de ninguém. ÓBVIO. O “dono” é alguém que vai acompanhar o calouro. Alguém que vai ficar mais próximo, uma espécie de “padrinho” digamos assim. Se a pessoa que tirou a foto dos calouros tivesse tirado 5 minutos para conversar com eles talvez soubesse disso tudo. E aí sim seria jornalismo, não especulação e sensacionalismo.
Ju Tanaka

Sou aluno do curso de Design da UFSC.
Li a matéria citada no título do e-mail e venho por meio deste e-mail falar um pouco sobre a prática do trote no curso. Primeiramente, gostaria de deixar claro que falo apenas por mim e não represento o curso. O chamado trote, é voluntário no curso. Só participa quem quer, e quem não participa não sofre nenhum tipo de pressão ou retaliação. Eu, pessoalmente, participei do trote quando fui calouro, gostei a experiência e do rito de passagem e aconselho os calouros a também o fazerem, quando tenho oportunidade.
Esse ano, houve o leilão, no qual calouros foram arrematados e possuem donos. Essa relação é totalmente ficticia e lúdica. Na verdade o dono é o veterano que vai dar mais atenção a esse calouro, repassar materias (xerox, resto de tinta e etc…), dar informações sobre locais onde estagiar dentre outras coisas.
O trote sempre visa a integração dos calouros, além desse leilão também há uma gincana entre as turmas, gincana esta que acaba por fazer os calouros conhecer melhor a própria universidade com provas como tirar uma foto dentro de determinado prédio, além de provas como mapear as gráficas perto da ufsc (informação que depois irão lhe servir), além de trazer o maior numero de comprovante de doação de sangue por equipe (prova que tem a maior pontuação). Isso faz com que eles se unam e se integrem para cumprir a provas.
Em contraponto, o trote também faz com que eles andem com as placas mostradas nas fotos, e levem seus materiais pra aula em baldes. Situações engraçadas e constrangedoras, mas nunca humilhantes e o mais importante, todas feitas consensualmente com os calouros. Espero que tenha respondido algumas questões. E estou a disposição para responder qualquer outra questão levantada.
Bruno “Mineiro” de Ávila
Design UFSC

Olá Visor,
Meu nome é Fernando Almeida e estou na 4ª fase de Design Gráfico da UFSC. Não represento o curso, escrevo somente em meu nome. Li seu comentário sobre os calouros de Design de Animação com as placas no pescoço e resolvi entrar em contato.
Essa é uma das iniciativas dos veteranos do curso para a recepção dos calouros do primeiro semestre de 2010. Os “donos” dos calouros são veteranos e tudo isso é uma brincadeira que serve para aproximar os novos estudantes do curso dos colegas veteranos.
O termo “dono” que aparece nas placas é estritamente lúdico. Isso é bem claro tanto para veteranos quanto para calouros.
Quero lembrar também que o trote do Design UFSC é voluntário. Nenhum calouro tem a obrigação de participar de nenhuma atividade proposta. Inclusive, alguns realmente não o fazem e não sofrem nenhum tipo de retaliação por isso. A participação do trote é meramente encorajada , tendo como objetivo a integração e a diversão de todos.
Se tiver interesse em responder, pode fazê-lo para este endereço de email mesmo. Ficarei feliz em ler.

Obrigado pela oportunidade!
Fernando S. Almeida

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