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Plano diretor, mais dúvidas do que certezas

28 de março de 2010 0

O anteprojeto do Plano Diretor Participativo (PDP) chega na próxima terça-feira à Câmara de Vereadores da Capital. São 388 artigos que prevêem mudanças estruturais significativas na cidade para os próximos anos. A prefeitura realizou mais de 1,2 mil reuniões para discutir a proposta com a população. Os movimentos comunitários afirmam que as decisões não foram contempladas. Cabe, agora, ao Legislativo exercer o seu papel.
Diante da polêmica em torno do assunto, o Visor escolheu uma das questões em discussão no projeto e perguntou aos 16 parlamentares: eles são contra ou a favor do adensamento urbano? O termo assusta. Significa concentrar em determinadas regiões do município as futuras residências e empresas.O Plano estipula que 50% da cidade serão áreas de preservação ambiental permanentes, 25% poderão  ser ocupados, com restrições, e somente 25% irão sediar os futuros empreendimentos. O fato é que uma simples consulta aos parlamentares demonstra o nível de incerteza.
Os seis favoráveis defendem o conceito de que a cidade precisa de ordenamento para crescer, desde que com infraestrutura compatível. Os cinco contrários questionam a mobilidade urbana, que se já está estrangulada, ficaria insuportável com mais gente morando em bairros como a Lagoa da Conceição, Norte da Ilha ou até mesmo no Continente. O grupo dos cinco indefinidos diz que ainda precisa analisar melhor o projeto, que sequer chegou ao Legislativo oficialmente.
O único consenso entre os vereadores é de que o PDP será analisado ponto a ponto, recebendo inúmeras emendas. Serão necessários nove votos, no mínimo, para aprovar a proposta. Nem mesmo oposição ou situação tem posições claras, definidas. Correndo por fora, os interesses da indústria da construção civil. Que não são pequenos. Vai ser dureza!

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