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Posts do dia 5 abril 2010

A entrevista com Lurian

05 de abril de 2010 0

Desculpem pela demora. Estou postando, mesmo que bem atrasado, a entrevista com Lurian Silva, publicada na edição de hoje do Diário Catarinense.

No final da tarde de ontem, enquanto retornava de Rancho Queimado, onde foi passar a Páscoa na casa de uma amiga, Lurian Cordeiro da Silva falou com exclusividade ao Visor sobre o arrombamento do seu apartamento, no Bairro Itaguaçu, na noite de sexta-feira, por volta das 20h30min.

DC — O que aconteceu no seu apartamento naquela noite?
Lurian — Eu estava sozinha em casa, meus filhos (uma menina de 12 e um menino de cinco anos) tinham viajado para São Paulo para visitar o pai. Estava assistindo televisão e comendo no meu quarto, com a porta fechada. Não percebi nada de anormal. Só fui me dar conta quando saí e comecei e ver as coisas reviradas no quarto das crianças e na cozinha.

DC — O que eles levaram?
Lurian — Cortaram a minha carteira com uma faca e levaram o dinheiro, mas deixaram cartão de crédito, documentos e talão de cheques. Também levaram algumas bijuterias e roupas, além do notebook. Levaram até algumas coisas das crianças.

DC — Como eles entraram?
Lurian — Eles devem ter entrado pela janela do banheiro, mas eu não ouvi nada. Um deve ter escutado o barulho vindo do meu quarto e ficou de guarda na porta, enquanto o outro pegava as coisas. Com certeza foi Deus que me fez ficar no quarto.

DC — E onde estavam os agentes responsáveis pela sua segurança?
Lurian — Eles sempre estão por perto, não sei o que aconteceu. Acionei-os imediatamente, mas as investigações serão realizadas pela Polícia Civil.

DC — Você sabe se já há alguma pista sobre os ladrões?
Lurian — Pelo comportamento deles, concluiu-se que não eram “profissionais”. Eles, provavelmente, não imaginavam onde estavam, mas o fato é que ninguém os viu.

DC — Você falou com o seu pai sobre o episódio?
Lurian — Conversei com o comandante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general José Armando Félix. Relatei o acontecido aqui e ele garantiu que a situação será investigada.

DC — E o susto, foi grande?
Lurian — Nossa, ainda nem contei para os meus filhos. Agradeço a Deus o fato das crianças não estarem em casa.

O direito ao silêncio

05 de abril de 2010 0

Por orientação da segurança ou por medo de expor ainda mais sua vida pessoal, Lurian da Silva ficou ontem incomunicável. O celular permaneceu desligado durante todo o dia, ela não respondeu aos e-mails e não foi à prefeitura de São José, onde é secretária de Ação Social. A repercussão do episódio do arrombamento do seu apartamento, na noite de Sexta-feira, a deixou preocupada. Desde domingo, jornalistas têm feito plantão em frente ao seu prédio, no Bairro Itaguaçu, região continental de Florianópolis.
Ao conversar com o Visor, ainda na noite de domingo, Lurian fez um desabafo: Ela não se importa de receber críticas por ser uma pessoa pública ou porque o pai é o Presidente da República. O que incomoda sãos as ofensas pessoais, dirigidas a ela como se estivessem falando diretamente com Lula.
— Sempre paguei o ônus e nunca desfrutei do bônus desta condição — disse.
Mas a maior preocupação de Lurian, separada desde o final do ano, é com a privacidade dos filhos de 12 e 5 anos. Só ela sabe o que é ser exposta, ainda adolescente, em rede nacional, como ocorreu nas eleições de 1989. E não deseja isto para ninguém.