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Vítima da Ditadura chega amanhã a Floripa

18 de abril de 2010 5

Edilton Swarovski, o último catarinense vítima da Ditadura Militar a viver no exterior, está de volta ao Brasil. Bastante debilitado, desembarcou no Rio de Janeiro na manhã de sexta-feira. Foi recebido por familiares e três amigos que participaram, assim como ele, do movimento conhecido como a Revolta dos Marinheiros, em março de 1964, um dos estopins do golpe.

Aos 69 anos e pesando 40 quilos, precisou utilizar uma cadeira de rodas para locomover-se. Por telefone, do Rio, ele conversou rapidamente com o Visor e ainda brincou com a aparência:

- Parece que sou fugitivo de um campo de concentração da Segunda Guerra e não da Ditadura Militar.

Com a voz muito baixa e misturando espanhol com português, Edilton não escondeu a emoção de voltar ao Brasil.

- Bueno, alegre e muito contento (contente).

Mas a grande emoção de Edilton ainda deve acontecer amanhã (segunda-feira), ao meio-dia, no Aeroporto Hercílio Luz. Depois de 30 anos, ele irá rever a mãe, Inês Zandavali Swarovski, de 92 anos. Apesar de ter nascido em Caçador, região Oeste, ele deve morar, a partir de agora, em Balneário Camboriú.

Edilton Swarovski é supostamente o último exilado a ainda morar fora do Brasil. Oficialmente, ele não é reconhecido pelo Itamaraty. Mas o fato é que ele foi preso, torturado e acabou fugindo do Brasil para sobreviver.

Em março de 1964, à época na Marinha do Brasil, ele participiou do episódio que ficou conhecido como a Revolta dos Marinheiros, liderado pelo cabo Anselmo, considerado um dos estopins do golpe militar, no dia 1º de abril.

Edilton foi preso e brutalmente torturado. Teve seus dentes e unhas arrancados. Após ser libertado, fugiu para o Uruguai e depois para o México, onde viveu por 40 anos. Mesmo depois da anistia política, em 1979, evitou voltar ao país em função do trauma. Edilton sofre do Mal de Parkinson.

Por uma destas coincidências do destino, ele desembarca em Santa Catarina no dia 19 de abril, o Dia do Exército…

comentários

Comentários (5)

  • ZAGO BERI DO COUTO diz: 18 de abril de 2010

    QUE VOLTE A DITADURA JÁ! ABAIXO OS ARRUACEIROS ENVOLVIDOS COM O NARCO! LIBERDADE RESPONSÁVEL AO POVO! ABAIXO AOS LIGADOS AOS DIREITOS HUMANOS! QUE OS MULITARES RETOMEM O BRASIL! PAU NOS ANARQUISTAS! O POVO ESTÁ REFEM DA VAGABUNDAGEM, CHEGA!

  • Hans Chucrutz diz: 19 de abril de 2010

    Parabéns ao DC por colocar a chegada desse homem em evidência. Não podemos empurrar a sujeirada da ditadura militar para debaixo do tapete. Gente sem passado é gente sem futuro.

  • GEROLDO ZANON diz: 19 de abril de 2010

    Agora todos os comunistas que lutaram contra os militares são santos temos que voltar nos tempos o porque que acontecu a tomada do militares do poder na época tinhamos a chamada guerra fria entre os ESTADOS UNIDOS e a UNIÃO SOVIETICA e aqui no BRASIL eles queriam implantar o regime comunista ainda bem que não conseguiram do contrario seriamos uma CUBA

  • Rene diz: 19 de abril de 2010

    Lamentável seu comentário, Geraldo. Desrespeitoso com esta pessoa que sofreu na própria carne o peso de uma ditadura cruel e desumana com os presos políticos. Se temos hoje liberdade e podemos dela desfrutar, por certo devemos uma parcela dela a todos os heróis anonimos que por ela lutaram, arriscando a própria vida e de seus familiares, enquanto a maioria permanecia calada e omissa.

  • Indio Velho diz: 20 de abril de 2010

    Por que voltou? Não estava tão bem em Cuba ou no México? Infringiu a lei e não queria ser punido? Ou voltou para receber a tal generosa pensão que o governo está pagando para os “perseguidos” políticos? Difícil foi permanecer neste país e aturar tudo o que temos aturado desses governos e, no fim da vida, ainda sermos extorquidos por um leão com fome insaciável.

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