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Posts do dia 13 maio 2010

Reviravolta na Celesc

13 de maio de 2010 0

Reviravolta na eleição para presidente do Conselho de Administração da Celesc, que acontece amanhã. Lirio Parisotto retirou sua candidatura hoje pela manhã, conforme informou, com exclusividade, para o Visor. O secretário de Estado da Comunicação, Derly de Anunciação, será eleito por unanimidade pelos 13 conselheiros, inclusive Parisotto. Ele esteve hoje pela manhã na sede da companhia e se reuniu com Sérgio Alves, presidente da Holding, Felipe Luz, presidente da Celesc Distribuição, e com o próprio Derly. Comunicou pessoalmente sua desistência para disputar o cargo. — A minha rebeldia não chega a tanto — disse, referindo-se ao fato de ser indicado para a cadeira de conselheiro pelo governador Leonel Pavan, e Derly ser o nome apoiado pelo governo à presidência. Parisotto abriu mão da candidatura depois que a Previ divulgou seus votos para Derly. O fundo detém quatro cadeiras no conselho. Os nomes são indicados pelo pelo governo federal, leia-se o PT. A mudança deixou Parisotto sem apoio. Nesta sexta-feira também será divulgado o balanço trimestral da Celesc. Os números foram apresentados hoje aos novos conselheiros fiscais (cinco). Extraoficialmente, são positivos. Parisotto e Derly já fecharam um acordo. Vão trabalhar para transformar a Celesc em uma companhia rentável e com boa imagem perante o mercado e os clientes. O desafio é gigantesco. Do tamanho da Celesc.

O mau cheiro do descaso

13 de maio de 2010 2

Reportagem do Diário Catarinense de hoje, na página 23, mostra o que todos sabem, mas ninguém faz nada pra mudar. O sistema de tratamento de esgoto em Florianópolis não é uma vergonha. Beira o escândalo. Quem já cruzou a Ponte Pedro Ivo, no sentido Continente-Ilha, já sentiu o odor que exala da estação de tratamento na entrada da cidade. A fedentina é o cartão de visitas da Ilha da Magia.

Pesquisa do Instituto Trata Brasil mostra que houve redução no tratamento de esgoto na Capital dos Catarinenses. Em 2007, Florianópolis declarou tratar 56% do esgoto. Um ano depois, caiu para apenas 40%. A própria Casan admite a piora nos últimos anos. Atualmente, apenas metade da população da cidade conta com o serviço. Os dados são reforçados pela ONG Floripa Amanhã, que garante que quase metade dos efluentes despejados no mar, rios e no solo estão fora dos padrões legais.

Enquanto isso, a diretoria da Casan discute a divisão dos lucros. Que lucros? De uma empresa quase falimentar, com dívidas gigantescas e que só consegue algum tipo de investimento como novos financiamentos, enquanto paga salários nababescos para os seus diretores. O mau cheiro não está só nas ruas, mas também em gabinetes de repartições climatizadas.