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O recanto de puro carinho precisa de ajuda

03 de julho de 2010 4

O terço pendurado ao lado da cama é o companheiro insepáravel de Élinton. Aos 14 anos, portador do vírus HIV, ele não fala, não enxerga e não se mexe. Não esboça nenhuma reação física há quatro anos, desde que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Os funcionários e voluntários do Lar Recanto do Carinho, onde vive, são a sua família. Quando pequenino, de tão cativante chamou a atenção da top model Gisele Bünchen. Ela ficou encantada com o menino lourinho, de sorriso fácil, durante um visita ao local que atende crianças soropositivas.

Alguns acreditam que o jovem escute, apesar de viver há tanto tempo em estado vegetativo. Por isso, nunca deixaram de conversar na tentativa de confortá-lo. Há duas semanas, ele esteve internado no Hospital Infantil Joana de Gusmão com diagnóstico de pneumonia. Os médicos, logicamente, chegaram a descartar a possibilidade dele sobreviver. Os sinais vitais praticamente tinham desaparecido. Mas Élinton não se entregou. Para surpresa de muitos, conseguiu respirar sem a ajuda de aparelhos, a febre baixou, teve alta e retornou ao lar.

O que não falta para ele no Recanto são dedicação e carinho. A dificuldade, hoje, é dispor de recursos para pagar uma pessoa para atendê-lo com exclusividade, já que precisa de cuidados mais do que especiais. Situação idêntica à vivida por outros adolescentes, que também sofrem de uma série de complicações de saúde, além de estarem na fase da ebulição dos hormônios. As crianças cresceram. E os problemas aumentaram na mesma proporção. Dos 45 jovens que vivem lá, 13 já têm mais de 12 anos, sendo 10 são meninas.

Só que a ONG vive a síndrome das entidades assistenciais brasileiras: a do cobertor curto. O repasse das verbas públicas cobre só 30% das despesas. Se fosse dividido entre as crianças e adolescentes, cada um deles receberia dos cofres públicos R$ 0,78 por dia. O que salva são as doações e a habilidade da direção e funcionários em driblar as carências. Como priorizam alimentação, remédios e vestuário, as obras de manutenção ficam para depois. Resultado: portas carcomidas pelos cupins, fiação elétrica velha, telhas quebradas e infiltrações e goteiras por todos os lados.

Apesar de todas as dificuldades, o que surpreende, logo ao pisar no Recanto, é que nada parece abalar aquele pequeno universo. O grupo de 25 funcionários e cerca de 30 voluntários trata dos bebês aos adolescentes como uma grande família. Encara a falta de dinheiro, de apoio e até do eventual preconceito contra as crianças sempre de cabeça erguida, com um sorriso no rosto e confiantes de que a vida é uma batalha, mas que pode ser vencida. Da mesma forma que Élinton lhes ensina, diariamente. Para ajudar, ligue (48) 3228-0024

comentários

Comentários (4)

  • Ricardo Waick diz: 3 de julho de 2010

    Olá Rafael,

    É lastimável saber a dificuldade que se encontra o Lar Recanto do Carinho. Estamos aqui com vontade de ajudar, mas a reportagem não informa qualquer meio para isso.

    Seria interessante que fosse informado pelo menos um telefone para que pudessemos obter mais informações de como ajudar. Por exemplo, saber quais as necessidades mais urgentes. Dinheiro, alimentos, material de higiene e limpesa? Qual o melhor???

    Att

    Ricardo

  • Ricardo Waick diz: 3 de julho de 2010

    LimpeZa!

  • Marelei diz: 5 de julho de 2010

    Bom Dia,
    Gostaria muito de receber o endereço do site para conhecer melhor a Instituição e um e-mail para contato, pois interessa-me fazer uma visita na Instituição e saber quais os tipos de doações eles podem receber, se é viável levar roupas, alimentos, materias de higiene, limpeza ou outros.

    Att,
    Marelei Ambrozini.

  • paula diz: 8 de julho de 2010

    vcs podem acessar o site ttp://www.recantodocarinho.org.br/
    lá tem o endereço e telefone.

    Na verdade eles precisam de muita coisa, eu sempre levo materiais de higiene porque sei que sempre estão com falta de papel, sabonetes etc
    mas tudo é bem vindo.

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