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Crônica de uma carnificina anunciada

22 de agosto de 2010 5

O repórter Maurício Friguetto ainda apura maiores detalhes, mas, até este momento, já foram contabilizadas nada menos do que 12 mortes nas rodovias catarinenses, desde a 0h de sábado. Nenhum acidente com mais de uma vítima fatal. E em todas as regiões do Estado.

Façamos um cálculo rápido: imagine que, cada uma destas 12 pessoas, possui, no mínimo, um círculo próximo de 10 outras pessoas, entre amigos e familiares. Estamos falando, por baixo, de 120 indivíduos que, agora, estão chorando a perda de uma pessoa próxima em função do caos das nossas rodovias, aliado à imprudência dos nossos motoristas.

São números de carnificina. Pouco, pra não dizer nada, se ouve dos nossos candidatos sobre esta tragédia das estradas. Deve ser estratégia dos mesmos especialistas que priorizam o photoshop no candidato à apresentação de uma proposta. Mas eles entedem de eleições, não é?

comentários

Comentários (5)

  • Mara Rosi diz: 22 de agosto de 2010

    Falta contabilizar nesta carnificina as pessoas que após o acidente morrem no hospital.

  • jose ernani freitas diz: 22 de agosto de 2010

    É muito triste nos depararmos todos os dias, mas principalmente nos finais de semana, com
    essas notícias de trágicos acidentes nas estradas catarinenses, até agora 12 pessoas mortas,
    sendo um final de semana comum, com tempo bom.
    O colunista subestimou o impacto, aos dizer que, no mínimo, essas tragédias atingem 120
    pessoas, porque no meu entendimento, de forma direta esse número é muito mais
    expressivo, e indiretamente atinge a todos nós.
    O que não se entende é como SC, que é um Estado de bom nível econômico, socialmente
    bem desenvolvido e equilibrado, convive com mazelas típicas do subdesenvolvimento como
    essas.

  • Luiz diz: 22 de agosto de 2010

    Apesar de todas as mortes, não se vê nas estradas e cidades um único policial fiscalizando motoristas. As madrugadas são de embriaguez ao volante e manobras perigosas, e as estradas estão tomadas pela imprudência e excesso de velocidade. Quem já foi parado em uma blitz com bafômetros? Qual foi a última vez que um policial pediu os documentos de seu carro? A BR-101, por exemplo, é uma estrada sem limite de velocidade: o limite teórico, de 100 km/h, não é obedecido nem por caminhões e simplesmente não existe fiscalização. Os postos da PRF estão sempre às moscas, e a polícia tem a coragem de cobrar da concessionária da rodovia a instalação de radares. A fiscalização já foi muito mais intensa do que é hoje, e o resultado está aí: dezenas de mortos.

  • jose ernani freitas diz: 22 de agosto de 2010

    Martini,

    Mara Rosi, lembrou com muita propriedade, de que nessas carnificinas não estão
    contabilizados, todos aqueles que morrem nos hospitais em decorrência dos acidentes,
    eu acrescento, nem aqueles cujas sequelas, por vezes sérias, que os acompanham pelo
    resto de suas vidas.
    Leis as temos, faltam quem as façam cumprir na forma adequada.

  • vere diz: 26 de agosto de 2010

    UUUUUUUUé mas o Pt não duplicou essa estrada ainda!!!!!!!

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