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No barracão, um cenário de tristeza com o fim do sonho

20 de fevereiro de 2011 0

RAFAEL MARTINI * | RIO DE JANEIRO

rafael.martini@diario.com.br

Foi na marra que o presidente de honra da Acadêmicos do Grande Rio, Jayder Soares, mostrou pela primeira vez o que restou do barracão da escola de samba Grande Rio, destruído por um incêndio no último dia 7. A área atingida na Cidade do Samba foi totalmente interditada pelo Corpo de Bombeiros porque o risco de desabamento é muito alto.

As equipes do Diário Catarinense e da RBS TV foram as primeiras do país a entrar no barracão. Jayder Soares passou pela cerca, desafiou o segurança e levou as duas equipes até o interior do barracão. Restam apenas toneladas de ferro retorcido, cinzas e ainda um forte cheiro de queimado.

Ao colocar os pés no que antes era motivo de orgulho para a comunidade de Duque de Caxias, município na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, saiu de cena o dirigente de voz grave e gestos decididos. Surgiu o homem que não esconde a tristeza de ver o trabalho de um ano inteiro perdido repentinamente.

Sonho do título acabou, mas decisão é desfilar

A perda na área de quase 8 mil metros quadrados da escola foi total. No cenário devastador uma das poucas obras que ainda se pode identificar é a estrutura dos chifres do carro alegórico do boi-de-mamão.

Do carro que vai homenagear o tri de Guga em Roland Garros, por exemplo, nada restou. Mesmo assim, o tenista será destaque da Grande Rio na Marquês de Sapucaí.

A escola corre contra o tempo e a falta de dinheiro. Ninguém esconde que o sonho de ser campeã acabou, mas seu componentes vão entrar na avenida, na noite de segunda-feira, para mostra todo o seu Carnaval.

* Jornalista viajou a convite da Grande Rio

Assista a entrevista com o presidente da Escola

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