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Parque de Coqueiros 3

09 de março de 2011 0

Oi, Rafael, tudo bem?

Escrevo sobre “Quem quer posto de saúde?”, na sua coluna do sábado. Sou admirador de sua coluna e quero contribuir com a discussão dos temas que vc lança. No caso, discordo da idéia de que podemos construir equipamentos necessários – é claro que precisamos e queremos postos de saúde – em qualquer lugar, sem qualquer planejamento. Não sou usuário do parque de Coqueiros, mas obviamente uma obra com esta finalidade não cabe ali. Fazê-la naquele local é intervir equivocadamente no tecido urbano e aproveitar a visibilidade com objetivos políticos.

Um parque é uma intervenção urbana de enorme valor para a cidade e os moradores de seu entorno. Deve ser preservado e protegido de quaisquer outras intervenções que alterem sua finalidade principal, o lazer e fruição do espaço ao ar livre – preparado, no parque, para receber usuários em busca de tranquilidade, diversão, esportes ou apenas contemplação.

Nenhuma delas combina com um posto de saúde, cuja implantação alterará profundamente a dinâmica do parque. Ao propor a construção de um posto de saúde, alguns aspectos devem ser observados pelo poder público. Um mínimo de planejamento e sensibilidade política. Onde há maior demanda para este serviço público? A rede de transportes serve bem o local escolhido? A implantação vai impactar o seu entorno de que forma?

As modificações previstas vão prejudicar o que já existe no local? Caso sim, quais as alternativas locacionais? Estas são apenas algumas perguntas a fazer. Quando estas perguntas e outras não são feitas, temos como resultado o que os americanos chamam de LULU (Locally Unwanted Land Use), que em bom Português seria o Elefante Branco – exemplares como o CentroSul, a estação de esgoto ao lado das pontes, o prédio da Polícia Federal, o terminal Rita Maria, entre outros.

Cujas reações que provocam são chamadas pelos americanos de BANANA (Build Absolutely Nothing Anywhere Near or Around) ou NOPE (Not On Planet Earth). E que, no Brasil e em Coqueiros, poderia se chamar adequadamente de NADA (Não Aqui Detonando a Área). É o que cabe ali no parque: NADA.

Forte abraço,

Ricardo Valls

IMOBISUL

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