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Hospital Infantil Joana de Gusmão, descaso sem fim!

21 de junho de 2011 10

Leticia kuchockowolec Baccin, advogada, envia -email em que relata sua indignação sobre situação vivenciada por ela na noite desta segunda-feira, no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis:

“Estive com minha filha agora há pouco no hospital infantil e foi lamentável o que voltei a vivenciar lá. Cheguei lá por volta da 1h da manhã, com minha filha de 5 anos com hipotermia (34,5graus) medidos lá mesmo. Sabe-se que a temperatura baixa pode ser fatal e ocasionar sérios problemas neurológicos.

Inicialmente, cumpre-se relatar o lixo que é aquele hospital. Sujeira como algodão e gases no chão, teia de aranha nas paredes, cabelo no chão e, no meio disto tudo, crianças enfermas!

A atendente sequer tira a temperatura da criança. Passa o termômetro para mim, para que eu o faça, quando constatei a temperatura de 34,5 graus na minha filha. Entrei com ela no colo e aguardei uns 45 minutos para ser atendida, em regime de urgência, por um único médico que fazia as consultas.

O rapaz não devia ter mais do que seus 26 ou 27 anos. Seu despreparo ficou evidente quando saiu da consulta e foi verificar uma dúvida na internet. Ele solicitou exames!

E a temperatura? Nada de controlar! Passamos para o laboratório. Tiramos sangue e, para minha surpresa, fui informada que demoraria três horas para ter o resultado. E a temperatura? Bem teríamos que aguardar o resultado dos exames! Me senti um lixo no meio do lixo, com com minha filha com baixa temperatura, sem nada poder fazer.

O enfermeiro que a atendeu ia lá para fora a cada a cada 30 minutos para fumar junto com uma outra assistente! Resultado: voltei para casa, com minha filha com baixa temperatura, tendo que me virar para aquecê-la, sendo que eu já havia usado todos os meus recursos para isto. E sem saber a causa…”

comentários

Comentários (10)

  • Luciane diz: 21 de junho de 2011

    Em 2008 meu filho passou por um procedimento cirurgico neste mesmo hospital, realmente a sujeira era muita! O quarto em que ficamos era imundo, o chão encardido, inclusive deixamos uma reclamação na caixa de sugestões do hospital, pelo visto nada mudou…
    A organização também é questionável, ao internar entregamos a autorização da cirurgia feita pela unimed, por surpresa 6 meses após o procedimento recebi uma ligação do plano de saúde porque o hospital entrou em contato para saber se havíamos desistido da cirurgia porque ainda não tinha sido realizada! Quem pagou a conta não sei! Sei que meu filho já estava há seis meses com um marcapassso….

  • aacioli diz: 22 de junho de 2011

    Enquanto isso, o governo estadual gasta milhoes com afilhados, com regionais inuteis, com desvio do FUNDEB,com altos salarios para aposentados INVALIDOS, com sangue-sungas do TCE,TJ,ALESC e outros…e para piorar,sim pode piorar, o governo federal manda para o ralo e para o bolso de alguns bilhoes com a desculpa que é para a copa de 2014…Brasil, um país de lixo !!!!!!

  • VIVIANI diz: 22 de junho de 2011

    Este descaso não se restringe somente à Emergência do Hospital Infantil, nos demais setores o caos se repete, temos consciência que o ambiente de um hospital não é nada agradável, mas todos tem a obrigação de mantê-lo o mais acolhedor possível, o que não ocorre, nas áreas de consultas especializadas encontramos tetos caindo, canalizações aparentes, móveis enferrujados e deteriorados e uma logística inadimissível. Para uma consulta agendada as 10:00hs, a criança tem que chegar antes das 07:00hs para confirmar a presença, passando por uma filaaaaaaaaaa única de pesagem, neste momento ela terá a surpresa de saber em qual lugar da fila ela se encontra para ser atendida, depois ela irá para outra fila, já na área onde será a consulta, onde os atendentes(sempre estressados) marcam presença da criança, neste momento eles percebem que o prontuário da criança não está ali, mesmo a consulta sendo agendada com antecedência de 20 dias, então a criança vai para outra fila para pegar seu prontuário, após retorna à area da cosulta e aguarda para ser atendida, sem saber o quanto irá esperar. A direção vai expressar as deculpas mais evidentes possíveis, que faltam recursos, que estão com projetos para isso e aquilo, mas tem atitudes que não exigem tanto recurso assim, basta iniciativa e carinho para cuidarem de nossas crianças.

  • Elisabet diz: 22 de junho de 2011

    É lastimavel essa indiferença com a saúde . Eu já vivi essa situação no mesmo hospital .Na verdade quem nos atende são pessoas que não não tem um pingo de amor o próximo . Falta amor , profissionalismo,competencia . As pessoas tem a obrigação de atender bem a população.E nós quando não somos bem atendidos devemos denunciar . Pena que na hora não se pega nome das pessoas . Esse hospital já foi muito bom. Hoje infelismente mudou pra pior.

  • Luis diz: 23 de junho de 2011

    Só ele??? Toda a rede deteriorada, leitos fechados, sucateamento, contaminação, interesses privados os mais diverso em operação…Qual é a novidade? Saúde e educação são transtorno, não dão voto nem propina fácil. Vamos de obras, asfalto, concreto e etc, daí vem o bom retorno do político, no bolso e…na urna! Tapete preto, bolso verde!

  • Ricardo diz: 25 de junho de 2011

    Letícia, lamento a sua péssima experiência e mais ainda que ela ocorra depois de tantas outras, inclusive a que minha família vivenciou, com a a internação de uma de nossas crianças naquele circo dos horrores. Sua descrição parece ser muito realista, pois descreve o que passamos, de forma muito similar, guardadas as diferenças de cada caso.

    Recomendo que registre seu caso na promotoria de justiça responsável, que deve ser a 33a.. Além disso, entre com o pedido de explicações cabível na Ouvidoria do Estado e do hospital. Sua filha tem 5 anos e, espero sinceramente, pode não precisar mais de assistência médica em caráter emergencial. Mas, caso precise, será obrigatoriamente lá.

    Logo, é fundamental que vc tente mudar alguma coisa, para evitar que aconteça tudo isso outra vez. Precisamos exigir mudanças e já – afinal, trata-se da saúde de nossos filhos. Tentarei contato com vc.

  • Otávio diz: 27 de junho de 2011

    Então… como é fácil criticar o serviço de saúde! Fácil criticar e julgar os profissionais que trabalham na área! O que vcs esquecem caros eleitores… é que vcs escolheram seus candidatos… e não sabem se quer o nome do ministro de saúde do Brasil muito menos o nome do secretario de saúde da sua cidade! Para as pessoas que já estão ofendidas com o que estou escrevendo deixo claro que também acredito que tem muitas coisas erradas na saúde, mas diferente de muitos que aqui se expressam eu tento fazer minha parte para mudar essa realidade!
    A verdade é que os profissionais de saúde aprendem na prática que as criticas vão existir! E sabe o que não deixa eles desistirem de tudo? O Amor ao próximo, a preocupação com o ser humano! Se o médico foi pesquisar na internet sobre o caso clínico dessa criança (para quem não sabe existem bancos de dados on line específicos para a classe médica (a maioria pagos), onde milhares de médicos no mundo inteiro, todos os dias pesquisam e se atualizam) isso mostra preocupação ao paciente e seguramente fez isso para melhor atender o menor e não deixar de pesquisar a causa de sua hipotermia.
    Sobre as filas dos hospitais… fica evidente que a atenção primária esta deficitária sobrecarregando o serviço terciário com situações que poderiam ser atendidas em serviços básicos de saúde.
    É… realmente o que nos deixa tranqüilos é que existem milhares de pessoas que agradecem todos os dias a existência do hospital infantil Joana de Gusmão por ter salvado a vida de seus filhos em situações emergenciais!
    Mas como sabemos… esse tipo de matéria não da ibope…

  • Ricardo diz: 24 de julho de 2011

    E como é fácil colocar a culpa nos políticos – vcs, servidores, esquecem muitas vezes que foram eles que te deram o emprego, tenham ou não concurso ou qualificação..! Mas não são os políticos que atendem a população de madrugada, quando o médico que devia estar de plantão fica em casa – em “sobreaviso” – e quem decide situações emergenciais é um pobre residente. Haja irresponsabilidade – é isso que chamam de amor ao próximo?

    Além disso, educação no atendimento, comportamento adequado à situação e comprometimento no trabalho são todos fatores de ordem pessoal e não dependem de políticos. Se servidores públicos fossem avaliados como empregados da iniciativa privada – onde quem erra, sai – tudo seria diferente. Esse é que é o problema dos políticos: manter o sujeito, seja ele competente para a função ou não.

  • giovana diz: 26 de dezembro de 2011

    estive com minha filha rescen-nacida na uti-neo por 21 dias onde fez 2 cirurgia cardiaca na primeira cirurgia ela pegou uma baquitéria no centro cirurgico eles levarão 5 dias para descobrir milha filha quase morreu vi muita coisa nos hospitais que passei com ela no joana de gusmão no santa catarina em criciuma,são donato em içara e onde ela faleceu no angelina carom em curitiba todos vi abisurdo dos médicos do joana não tenho do q reclamar forão todos etensiosos comigo e meu marido agradeso a eles a infermagem poucos trabalhavão com amor muitos estresados assim não tomavão os cuidados nessesario ,quanto colocar aculpa em alguem é do governo sim ou melhor é nossa que votamos em pessoas corrupitas santa catarina presisa de uma saude digna nossas crianças morrem nas filas de espéra por cirurgias cardiacas tem que sair do estado e ir a outros estados onde ja esta super lotado tambem .presisamos de um hospital novo conm todo tipo de cirurgia da mais simples a mais conpleqsa,minha filha tauvez teria passado este natal comigo ela foi mais um vitima das filas dos hospitais vamos para de olho só pro proprio umbigo quando perguntão se oBRASIL TA BOM ta uma porcaria.ese é o desabafo de um mãe que não tem mais sua filha

  • catarine tofanin diz: 11 de junho de 2012

    Olá querida! Minha filha tb foi para o Infantil no dia 12 de maio de 2012 a um mês com hipotermia, tb senti que nao deram bola para ela, tb estava com falta de ar, e sudorese excessiva, entrou as duas da manha e morreu as 10 horas da manha, espero o resultado da autópcia , porque nem o medico da UTI sabia me dizer oq tinha acontecido…qto a sua filha ela está bem? descobrisse oque ela tinha? pretendo processar o hospital por descaso e erro médico, realmente aquilo não é um hospital, parece mais um matadoro de criançinhas…
    Obrigada

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