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Justiça absolve chefe de gabinete da Secretaria de Segurança

30 de junho de 2011 0

A Justiça de Santa Catarina absolveu por falta de provas o delegado Márcio Fortkamp, acusado de ficar com a arma de um colega morto. Fortkamp é ex-corregedor de polícia e chefe de gabinete da Secretaria de Segurança Pública de SC.

A pistola magnum.44 havia sumido na noite do assassinato do ex-delegado Luciano Bottini, em 2005, em um bar em Florianópolis, por suposta vingança de criminosos. Após a morte, Fortkamp mandou, sem conhecimento da família, dois policiais com a ex-namorada de Bottini para a casa da vítima, onde foram buscar um paletó que seria usado no enterro.

A pistola foi encontrada pelos policiais e entregue a Fortkamp sem termo de apreensão, junto com outros objetos como a arma da polícia usada pelo ex-delegado. Os familiares perceberam no dia seguinte que haviam desaparecido várias armas do ex-delegado, que foi gerente de armas e munições do Estado. Além desse material, foi registrada ocorrência por furto de dinheiro e joias.

Após a reclamação dos filhos de Bottini, foi feita uma sindicância na Corregedoria de Polícia de SC contra Fortkamp, que terminou em 2009.

Na investigação, um dos agentes enviados à casa do ex-delegado na noite do crime, José Manoel Nolasco, disse que depois da morte, Fortkamp lhe pediu para não revelar a entrega da arma.

A pistola foi então entregue por Fortkamp para a corregedoria, que levou o caso para o Ministério Público. O delegado foi denunciado por peculato (desviar bens em uma função publica).

Na sua defesa, o acusado, segundo consta no processo, disse que “a arma foi encontrada em um armário de aço após a sindicância”. Ela teria ficado esquecida devido à comoção pela morte do colega na delegacia.

O juiz Artur Jenichen Filho entendeu que “não houve apropriação da arma em razão da função pública” do delegado. “Pelo contrário, há fortíssimos indícios de que a arma apreendida foi efetivamente extraviada naquela central de polícia, mormente pelo transtorno do dia em que foi apreendia, pela falta de local próprio para alocação”.

Jenichem Filho considerou que houve uma preocupação do acusado em relação às “armas do falecido” e “até com as vestes para o velório” e que não foi provado que o delegado tivesse realmente ficado com o material.

Contatado pela reportagem, o Ministério Público disse que não poderia comentar o caso porque ainda não recebeu o processo para análise. As informações são do site da Folha de S. Paulo.

     

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