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Segue impasse do mutirão de cirurgias

23 de agosto de 2011 1

O Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina esteve reunido, na noite desta segunda, dia 22, com o secretário estadual de Saúde, Dalmo Claro de Oliveira e com representantes da Associação e da Federação dos Hospitais do Estado. O encontro que pretendia chegar a um consenso sobre a remuneração e condições de trabalho dos médicos durante o mutirão de cirurgias proposto pelo governo catarinense ainda não tem um desfecho.

“O sucesso do mutirão de cirurgias passa por uma remuneração e condições de trabalho médico adequados. Sem isso corre o risco de não haver adesão da categoria médica. Não podemos recomendar aos médicos que participem do mutirão com valores que se assemelham à defasada tabela do SUS. Lembramos que não somos contra o mutirão. Ele é necessário. Mas para ter sucesso tem que ser planejado da forma que todos sejam contemplados de forma justa”, afirma o presidente do Sindicato dos Médicos de Santa Catarina (Simesc), Cyro Soncini.

 Durante a reunião, o secretário de Saúde propôs que o valor de R$ 200, que seria primeiramente dividido entre médicos e hospitais para a realização do procedimento cirúrgico, seja repassado aos médicos. “Propomos agora R$ 100 para os hospitais e R$ 200 para os médicos”, disse Dalmo de Oliveira.

 O presidente do Simesc pensa que o avanço da negociação possa vir de Brasília. O secretário de Saúde participa na quarta e quinta-feira de reuniões na capital federal. “ Nossa contra-proposta é que se consiga viabilizar um determinado número de cirurgias para este ano de forma que possamos ter uma remuneração médica e hospitalar adequados. E que em 2012 seja feito o restante com o que será repassado pelo governo federal. Estão insistindo em cima de valores que os médicos não devem acatar”, disse Soncini. 

A presidente da Associação Catarinense de Medicina, Márcia Regina Ghellar reforçou que a nova proposta ainda não é uma solução. “Para estimularmos os colegas temos que ter um incentivo financeiro para que a campanha do governo atinja o objetivo que é a população que aguarda na fila de espera. O objetivo de todos é dar assistência, mas com remuneração e trabalho decentes”, reforçou. 

Tércio Karsten, da Federação dos Hospitais, lembrou que o mutirão é resultado de um represamento das cirurgias eletivas que não são realizadas pela baixa remuneração do SUS. “O prêmio que o governo estipulou – a cada 50 cirurgias R$ 10 mil é insuficiente para a contratação dos médicos”, garante, mas afirma que os hospitais estão prontos para atender a demanda. 

Um novo encontro entre as três entidades – médicos, hospitais e secretaria de Saúde deverá acontecer após o retorno do secretário de Brasília.

 Representando o Cosemesc, participaram da reunião o presidente do Simesc, a presidente da ACM, o presidente do Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (Cremesc), Ricardo Polli, o vice-presidente do Simesc, Vânio Lisboa e o secretário geral do Simesc, César Ferraresi. 

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Comentários (1)

  • Pedro Rodrigues da Silva diz: 24 de agosto de 2011

    Me causam nojo. É Dinheiro, dinheiro e dinheiro. O povo que se dane.

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