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Contraponto da prefeitura de Garopaba

07 de fevereiro de 2012 4

Unidade Básica de Saúde de Garopaba

salva vida de turista sueco infartado

 

1 – O “atestado” autenticado pela técnica de enfermagem foi expedido em boa-fé, atendendo pedido do morador Murilo Formigoni Pereira que, supostamente, precisava justificar seu atraso no emprego;

2 – A pedido do paciente, a técnica em enfermagem somou ao tempo de espera o presumido deslocamento de ida e volta à praia da Gamboa, ao norte do município, onde o referido cidadão mora.O paciente passou pela triagem da Policlínica às 11h23min;

3 – O relato pessoal dos sintomas e os sintomas do paciente indicavam a possibilidade de uma virose que atinge milhares de pessoas no litoral catarinense neste período. No atendimento 24 horas da Policlínica Central, iniciado em 23 de dezembro, foram registrados pelo menos 1.439 casos com sintomatologia semelhante até 6 de fevereiro;

4 – Após a passagem pela triagem, o atendimento segue as regras de classificação de risco e a outras normas, como o Estatuto do Idoso e o Estatuto da Criança e do Adolescente. Por exemplo, casos de urgência e emergência têm precedência sobre todos os demais;

5 – Naquela manhã de domingo, exatamente às 11h40min passou pela triagem um paciente de 64 anos, turista de nacionalidade sueca, que – viria a comprovar-se – havia infartado e necessitava de atendimento de emergência pelo alto risco de vida. As normas foram cumpridas: a unidade concentrou-se em estabilizar o paciente e a buscar na região de referência (Florianópolis) uma vaga em UTI hospitalar;

6 – Imediatamente todos os pacientes na sala de espera foram avisados da emergência com prioridade total e que o atendimento iria demorar. Esse quadro permaneceu assim até as 13h09min, quando uma ambulância chegou para levar o turista infartado para uma vaga particular em um hospital de Tubarão. Até então, os hospitais Celso Ramos, Regional, HU e a regulação do SAMU não tinham a vaga;

7 – A partir das 13h30min o atendimento da Policlínica voltou ao normal. O paciente Murilo Formigoni Pereira se retirou às 13h50min com seu “atestado”. Nas 24 horas de atendimento do dia 5 de fevereiro, a Policlínica Central registrou 149 consultas, mais de 6 (seis) por hora, com atraso relevante apenas na emergência já mencionada;

8 – A equipe de plantão no atendimento 24 horas é formada por um médico, uma enfermeira, um técnico de Raio X e cinco técnicos em enfermagem. A equipe estava completa naquele turno do domingo, tendo a Dra. Valéria SchaucoskiGorini, como médica plantonista;

9 – A atual administração gestiona e deve conseguir a implantação de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na cidade. Mas seus elogiados atendimento e produtividade são ministrados por uma simples unidade de saúde básica, ampliada para responder dentro do possível ao perfil do polo turístico do porte de Garopaba, que deve contabilizar 200 mil turistas na temporada de verão, além da sua população de 18 mil habitantes;

10 – Entre 23 de dezembro (começo do atendimento 24 horas) e 0 (zero) hora de 7 de fevereiro, a Policlínica Central de Garopaba registrou 7.237 atendimentos, alcançando uma média de 135 consultas por dia, quase 6 (seis) por hora;

11 – O turista sueco sobreviveu graças aos primeiros atendimentos – sempre vitais nos casos de infarto – da Policlínica Central de Garopaba.

12 – O mesmo ocorreu com dois turistas de Florianópolis, o professor universitário Evandro de Brito, de 41 anos, e o amigo ÉrickCasarini, 39, que foram espancados com gravidade ne Praia da Ferrugem, e tiveram suas vidas salvas pelo primeiro atendimento da Policlínica Central na sexta-feira (3). 

 

 

 

comentários

Comentários (4)

  • Murilo Formigoni Pereira diz: 8 de fevereiro de 2012

    Aqui vai o contraponto de quem ficou 4 horas esperando por atendimento e não conseguiu.

    1. O comprovante emitido pelo profissional da saúde é legítimo e foi apresentado no meu serviço ao meu patrão, mas também foi utilizado para ser postado em minha página do facebook alertando os “chefões”, que ficam sentados atrás de uma mesa na companhia do seu ar-condicionado, desconhecendo que a saúde de garopaba está passando por problemas e precisa urgentemente de assistência.
    2. A minha vida particular não está em questão, se eu trabalho ou deixo de trabalhar é problema meu e não do Secretário de Saúde, que por sinal deveria estar cuidando da saúde, mas prefere ficar falando da minha vida pessoal e os fins que dou aos meus documentos;
    3. Durante o plantão de domingo (05), em que fui procurar a POLICLÍNICA Central de Garopaba, havia somente uma médica plantonista para fazer o atendimento para uma população estivada em 14 mil habitantes residentes e nesta época do ano recebe os turistas, quase que duplicando a população da cidade;
    4. Destaco a atitude da médica de fazer o atendimento para que pudesse ser salva a vida daquele paciente que estava com princípio de infarto, mas não posso admitir que tenha somente um médico de plantão. Com o procedimento que estava sendo adotado, todos os que estavam na fila de espera tiveram que esperar. Neste momento me questiono: Caso aparecesse algum caso de urgência, a profissional teria que escolher qual paciente ela salvaria primeiro?
    5. O período de deslocamento não foi calculado, até por que o profissional não sabia onde eu morava e dei entrada segundo o sistema 11h23, mas eles esqueceram de mencionar que eu deixei a unidade 15h30, pois ela estava ao telefone conversando com o secretário avisando-o de outros probleminhas que não vou mencionar, mas ele deve se recordar bem. Caso ele não se recorde, peço que ele entre em contato com a operadora de celular e solicite a gravação;
    6. Outro ponto a ser questionado é a triagem, que segundo o secretário, onde cada um que passa pela triagem recebe uma cor que indica a gravidade do fato e se ele pode ou não esperar na fila. Gostaria de lembrar que de acordo com a constituição federal, artigo 5º diz o seguinte: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo aos brasileiros e aos estrangeiros residentes neste país a inviolabilidade do direito à vida…”, e ainda, no artigo 196 da mesma constituição diz o seguinte: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e IGUALITÁRIO às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação”.
    7. Outro ponto a ser questionado é a POLICLÍNICA, pois de acordo com o radical para palavra indica que seriam várias clínicas. Um questionamento: Por que havia somente 1 médico para fazer atendimento na emergência? A POLI deveria ter vários, onde eles andavam?
    8. Aproveito para destacar o trabalho árduo da médica no salvamento daquele paciente, que está bem! A declaração fala por si e não há questionamentos. O documento foi emitido por eles e agora não adiante justificar o injustificado.

  • Adriana Herminia De Oliveira Luz diz: 8 de fevereiro de 2012

    Ridículo a colocação da secretaria de saúde, é uma descaso com a população em Garopaba em mateira de saúde, Não só na emergência,hoje procurei recurso para minha mãe,que tem Alzheimer no PSF e simplesmente as atendentes falam que não tem medico, e como fica o caso de minha mãe, que precisa de cuidados domiciliar? uma idosa de 77 anos totalmente dependente de suas funções,cade os médicos? afinal pagamos impostos para ter direitos. O que eles querem é calar a verdade por estarem no poder estão fugindo de suas responsabilidades, na verdade uma unidade de saúde não tem condições de ter apenas um medico para atender a todos os casos de emergência deixando a escolha medica qual vida salvar primeiro, ainda mais sendo verão aonde triplica o movimento…VERGONHA NACIONAL!! Uma simples virose tmb pode matar.

  • Murilo Formigoni Pereira diz: 9 de fevereiro de 2012

    Achei engraçado o titulo dos contrapontos usados para tentar justificar a falta de atendimento e terem feito eu esperar por 4 horas, depois eu desisti de esperar e ir embora. O título diz: “Unidade Básica de Saúde de Garopaba salva vida de turista sueco infartado”, mas eles esqueceram de prestar atendimento para um paciente morador de Garopaba. Querem fazer propaganda no exterior? Quero parabenizar a médica que salvou a vida do paciente!

  • Sérgio diz: 9 de fevereiro de 2012

    Essa ladainha toda, do Secretário de Saúde,faz lembrar um fato semelhante ocorrido com um ex-governador de SC.Houve um acidente na BR-282 com um grupo de idosos.Prontamente foi dada toda assistência possível pelas autoridades competentes.O que foi uma atitude elogiosa.Dias depois, o ex-governador fez uma visita ao grupo de idosos que ainda permaneciam hospitalizados.E,assim,ficou a par de toda situação e tomou mais algumas medidas que ajudassem pronto restabelecimentos deles.Tudo elogioso.Mas,quando dias depois havia reclamação da emergência do mesmo hospital,o governador lá nem apareceu.Nossas autoridades podem sim,ser uma “mãe” para pessoas que não residem aqui.Afinal,o atendimento médico,todos merecem e, é uma questão de respeito à pessoa,independente de sua nacionalidade.Mas,ser uma “madrasta” para seu próprio cidadão,aí não!!!!

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