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Médicos da prefeitura vão parar nesta quinta-feira

22 de fevereiro de 2012 0

As informações são do Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina:

 

Médicos da prefeitura de Florianópolis suspenderão o atendimento nos mais de 50 postos nesta quinta-feira (23/02) no período da tarde, horário em que estarão mobilizados em frente à prefeitura para apoiar os representantes da categoria que tentam suspender o desconto ilegal que ocorre na gratificação do Programa de Saúde da Família (PSF).

- As unidades de saúde não estarão fechadas. Somente os médicos não realizarão o atendimento. Nas UPAs norte e sul o atendimento será normal - informa o diretor clínico da secretaria municipal de Saúde, Renato Figueiredo.

 

A reunião na prefeitura inicia às 15h, e será com os representantes do Sindicato dos Médicos de Santa Catarina (SIMESC) com o secretário de governo Gean Loureiro, o secretário de Saúde, João José Cândido da Silva, o secretário de Administração Sandro Ricardo Fernandes e também a diretoria clínica da Saúde municipal.

Na pauta da reunião além da suspensão do desconto ilegal que está sendo realizado na gratificação do Programa de Saúde da Família (PSF) o aumento de 15% na gratificação do PSF, pedido que já foi acatado pelo secretário de Saúde retroativo ao mês de janeiro.

 - Desde maio do ano passado tentamos negociar com a secretaria municipal de Saúde a suspensão desse desconto que pode ser um dos responsáveis pela evasão de médicos do serviço municipal - afirma César Ferraresi, secretário Geral do SIMESC.

 O que motivou o início do desconto ilegal ainda não foi identificado, mas a avaliação realizada pela assessoria Jurídica do SIMESC foi acatada pela assessoria Jurídica da Saúde municipal.

 - Suspender esse desconto depende de uma decisão administrativa da prefeitura. Os médicos estão ansiosos e antes de paralisação total das atividades, decidimos apoiar os representantes que irão participar dessa reunião interrompendo somente uma tarde de consultas  acrescenta Ferraresi.

 

Saiba mais

De acordo com César Ferraresi, nos últimos sete meses a prefeitura realizou pelo menos seis processos seletivos e um concurso público para a contratação de médicos. “Levantamento realizado tendo como base os documentos de exoneração dos médicos comprovam que entre 1º de julho de 2010 a 16 de setembro de 2011, quase 100 médicos deixaram a prefeitura. A maioria motivada por esta questão da remuneração”, diz.

Conforme o assessor jurídico do SIMESC, Ângelo Strzalkowski Kniss, a prefeitura reconheceu a ilegalidade da situação. “O médico da prefeitura hoje recebe a gratificação do PSF menos o salário, menos a insalubridade e menos os valores por tempo de serviço. O que era para ser somado é descontado! Sendo assim, o médico que tem hoje 20 anos de casa acaba recebendo menos do que um que acabou de ser efetivado. Só que com o passar do tempo, ao invés desse médico que recém entrou ganhar mais, ele vai ver seu salário sendo reduzido sem justificativa”, detalha o advogado.

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