Rafael,
Meu nome é Daniela, sou mãe de uma criança com paralisia cerebral e uso com frequência o estacionamento que a Escola Autonomia possui em conjunto com a Sociesc.
Ambas instituições disponibilizaram duas vagas para deficientes no estacionamento, uma no de cima (próxima à entrada da entrada superior do Antonomia) e outra no de baixo (mais próxima à entrada principal da escola).
Ontem (quarta-feira), quando cheguei para buscar meus filhos na Escola Autonomia, um Gol branco já ocupava a vaga do estacionamento de cima, destinada para deficientes.
Estacionei exatamente ao lado deste carro e perguntei ao sujeito se ele era deficiente, ele respondeu que NÃO, então perguntei se ele sabia que aquela era uma vaga para deficientes, ele respondeu que sim, perguntei se estava tudo bem pra ele fazer isto, ele disse que sim, então falei que era mau exemplo para as crianças (haja vista a proximidade com a escola)....
Ele só balançava a cabeça em sinal de descaso com a situação.
Fiquei indignada, sai do carro, tirei uma foto do veículo e fui falar com outros pais que estavam acompanhando a cena.
Quando voltei ao meu carro, ele, em tom de deboche, perguntou-me se eu também queria o número do telefone dele.
Foi quando reconheci que aquele homem a professor de física conhecido na cidade e que, inclusive, já disputou um cargo público na capital.
Perguntei então se ele era professor, ele confirmou fechou o carro e saiu.
É inadmissível, em tempos de campanhas de conscientização, um professor universitário dar um exemplo destes.
Obrigada.
Daniela.



