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Contraponto da Dígitro sobre o sistema Guardião

19 de junho de 2012 8

Em razão de notícias veiculadas nos últimos dias na imprensa a Dígitro esclarece:


1. O Guardião é um sistema produzido pela Dígitro, com tecnologia 100% nacional, desenvolvido por técnicos brasileiros pertencentes aos quadros da empresa, utilizado para apoiar as ações de interceptação legal empreendidas pelos Órgãos de Estado habilitados para isso. O Guardião não intercepta (não “grampeia”) ligações telefônicas. É um sistema passivo: recebe as informações de dados e voz interceptadas pelas Operadoras de Telecomunicações. A interação entre o Guardião e a Operadora é feita através de conexão especial, controlada, que interliga o Órgão Usuário à Operadora. É fácil perceber que não há como o mesmo ser utilizado por particulares: 1. A Operadora não intercepta “alvos” sem autorização judicial; 2. A Justiça não concede Alvarás para entidades privadas ou pessoas; 3. As operações investigativas são normalmente acompanhadas pelo Ministério Público. 4. A Dígitro não vende o Guardião para entidades não habilitadas — e só entidades de Estado são habilitadas. Cada equipamento tem número de série. A distribuição é controlada. Não existe a hipótese de uso “avulso” do equipamento. A implantação e operação só são possíveis com técnicos preparados e treinados para esse fim.


2. A Dígitro não tem conhecimento da aludida “Investigação do MPF-SC” que teria sido iniciada em novembro de 2010, e jamais foi citada. Todavia, cabe ressaltar: (1) A empresa jamais participou (ou participaria) de procedimento licitatório fraudulento. Fornecemos nossos sistemas através de certames legais, cujos regimes de contratação obedecem aos preceitos da Lei 8.666.  (2) A Dígitro fornece regularmente, e desde sua fundação, há 35 anos, todas as informações fiscais e de toda ordem, a que é obrigada, como todas as empresas. (3) A Dígitro jamais fez (ou faria) uso irregular de verbas federais. Ao contrário. Ao longo dos anos contratou empréstimos (reembolsáveis) com entidades de fomento, tendo cumprido todas as obrigações previstas nos mesmos, sem nunca ter atrasado uma só prestação. Nessas agências, a empresa é considerada exemplar, pois seus projetos atendem de forma precisa os objetivos de desenvolvimento de tecnologia nacional, de integração com Universidades, de contribuição para construção de independência tecnológica do Brasil nas áreas que utilizam tecnologias sensíveis. (4) A Dígitro não manipula sistemas de informações: os dispositivos que fornece aos seus clientes são por eles — e somente por eles — operados. (5) O sucesso da Dígitro deve-se à sua capacitação e aos seus esforços. Orgulha-se de desenvolver sistemas que ajudam no combate à corrupção e não aceita as acusações ofensivas cujas origens, embora inconfessáveis, são conhecidas.


3. A respeito de alegada varredura da Controladoria-Geral da União, como toda empresa que fornece para o Estado, a Dígitro e seus contratos são públicos. Logo, naturalmente verificados pelos órgãos competentes para a fiscalização.


4. Sobre o citado “salto no faturamento da empresa”, o texto jornalístico explica: “Por e-mail, o empresário acrescentou: “A Dígitro enfrentou crescimentos importantes ao longo de toda a sua história de 35 anos”. Faraco afirmou que a maior parte (em torno de 80%) de seu faturamento provém do mercado corporativo, com mais de 2.500 clientes privados, além de operadoras de telefonia e dos organismos de segurança e defesa” — é fácil concluir que a fatia menos expressiva do seu faturamento provém do segmento representado pelo mercado de segurança e defesa. Portanto, é ilação despropositada atribuir a boa performance da nossa empresa às vendas vinculadas ao governo, desconsiderando nosso contínuo e vigoroso crescimento na área privada ao longo dos anos, onde somos protagonistas no fornecimento de soluções de telecomunicações das mais avançadas, num ambiente que outrora era dominado por gigantes multinacionais.

5. Sobre o desenvolvimento do Guardião, não procede a informação de que o sistema tenha sido desenvolvido por um grupo de policiais federais e depois vendido à Dígitro. A distorção fere os anos de dedicação e esforços desmedidos empregados por um grupo significativo de profissionais de nossa empresa, que tomaram para si, desde o começo, a tarefa de construir dispositivo dessa envergadura. Tais profissionais receberam inúmeras solicitações de membros das comunidades de segurança e defesa, e continuam recebendo, para a atualização permanente das tecnologias e atender às novas características das investigações. Ademais, o Guardião nunca foi considerado um substituto das “antigas malas de grampo” — a Dígitro não trabalha com o conceito das malas: como já afirmado, o Guardião funciona a partir de interligação física controlada com as centrais telefônicas de Operadoras.

Geraldo A. X. Faraco

Presidente da Dígitro


comentários

Comentários (8)

  • Murillo S. Costa diz: 19 de junho de 2012

    Desde a semana passada acompanho notícias sobre a Dígitro. Há pouco procuravam ligar a empresa ao contraventor (para dizer o mínimo) Carlinhos Cachoeira: diziam que ele possuía um sistema Guardião. Pela explicação do presidente da empresa, fica absolutamente claro que é impossível a qualquer pessoa física, dispor dos recursos deste sistema. Resta também claro que os jornalistas não estão interessados em apurar fatos, pois se tivessem noção da explicação acima concedidas não teriam publicado a matéria. Ou teriam, pois como sempre digo aos amigos, a verdade não deve interferir em uma boa história. Você mesmo, Rafael, colocou na nota anterior “…sistema Guardião, definido como um superaparelho de escuta telefônica, capaz de cruzar milhares de ligações…” e ficou por isto. Mas, vamos adiante.
    Agora, temos a notícia de que um promotor investiga a empresa na busca de irregularidades fiscais e contratuais.
    Particularmente entendo extremamente difícil, senão impossível, que uma empresa tenha contratos de vulto com uma instituição como a Polícia Federal sem acurado processo licitatório ou em situação irregular com a Receita Federal. Mas isto sem dúvida o tempo dirá.
    O que não temos dúvida é que a Dígitro – uma empresa 100% brasileira, genuinamente catarinense – tem, ao longo dos anos, demonstrado sua invulgar capacidade de desenvolver tecnologia e gerar produtos inovadores, o que deve incomodar muita gente graúda, sem dúvida.

  • Murillo S. Costa diz: 19 de junho de 2012

    Rafael, desculpe-me mas sou obrigado a retornar. Reparei agora que você publicou o esclarecimento da Dígitro às 15:25h. No entanto, o DC Online – atualização das 19:35h ainda tem como chamada para seu blog “MPF vai pedir quebra de sigilo fiscal e bancário da empresa Dígitro, de Florianópolis”. Mas, como disse no comentário anterior, mais vale a história…

  • Felipe Soares diz: 20 de junho de 2012

    Interessante ver a sua conduta como jornalista Rafael, repassou uma notícia do O Globo cheia de inconsistencias e alegações improvadas numa matéria na primeira pagina do Diario Catarinense. Mas no momento de publicar na mesma primeira página as explicações técnicas para cada uma das hipóteses levantadas, voce simplesmente diz para os leitores acessarem o seu blog.
    Faltou ética profissional nessa maneira de agir.
    Sds.

  • Paulo Bossle diz: 20 de junho de 2012

    Quem conhece a Digítro sabe que as notícias são infundadas.

  • Luiz G. diz: 20 de junho de 2012

    Trabalhei na empresa há alguns anos e conheço os valores da organização e o perfil de seus dirigentes, e posso afirmar que se trata de uma empresa séria e ética, e não acredito no fundamento destas denúncias. Posso dizer que é um raro exemplo se tratando de prestadores de serviço para o setor público, e que por isso muitos interesses são contrariados com esta postura, portanto determinadas pessoas e setores políticos procuram minar sua atuação no mercado, face ao êxito do Guardião nas ultimas investigações de corrupção. Acho deprimente alguns veículos de comunicação se darem ao trabalho de noticiar informações sem buscar checar a veracidade e a isenção dos fatos, porém acredito ser importante acompanhar todo o processo de investigação e informar a sociedade para deixar claro a verdade dos fatos e a quem interessou plantar este tipo de informação.

  • Neto diz: 21 de junho de 2012

    O guardião é mesmo um sistema passivo. O problema é que qualquer técnico de telecomunicações mal intencionado, e ganhando um extra por isso, pode fazer a ponte entre a empresa de telecomunicação e o guardião. Mandado judicial para que? A nota também é contraditória quando diz que só vende para o Estado, pois a Caixa Seguradora e o PNUD não fazem parte deste grupo. É meio complicado acreditar na questão da receita, pois o contrato do PAN 2007 rendeu uma boa nota a empresa, ao menos é o que se especula na mídia nacional, como na Folha de SP. A própria Folha e outras mídias também deram destaque ao processo movido pelo Ministério Público contra a empresa, dizer que não conhecia é assinar um atestado de mal informado. São mídias de massa, tem que demitir a assessoria de imprensa então. Espero que a empresa consiga provar sua inocência, pois ela é uma das empresas de tecnologia que ajudam a manter Florianópolis com o título de Vale do Silício da América do Sul.

  • Labareda diz: 31 de janeiro de 2013

    Prezados, que sisteminha problematico, cheio de bugs e defeitos, eu como usuário vivo reclamando do sistema na minha área de segurança. Especialmente, porque não é um sistema estável , todos os dias é feito chamados técnicos junto a digitro. Tem milhares só em um ano. Quando há atualização a coisa parece que vem em dobro o problema. Surgem bugs ainda piores.

  • Labareda diz: 31 de janeiro de 2013

    Creio que exista sistemas melhores e de outros paises. Lançaram um sistema como esse sem ao menos terem testado em ambiente estável. Que depravação do nosso dinheiro público.

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