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Posts do dia 2 julho 2012

Radiografia dos homicídios em Santa Catarina

02 de julho de 2012 3

Santa Catarina fechou o primeiro semestre de 2012 com 361 homicídios dolosos (com intenção de matar), 35 a menos que o mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 396 mortes intencionais. A redução foi de 9,70% o que levou o Estado a fechar o primeiro semestre com uma taxa de homicídios de 5,78% por grupo de 100 mil habitantes. As informações constam em documento organizado pelo Núcleo de Geoprocessamento e Estatísticas, da Diretoria de Informação e Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP), e entregue na manhã de hoje (2) ao secretário da Segurança Pública, César Augusto Grubba.

De acordo com o secretário, os números mostram que os homicídios estão mantendo curva tendente à estabilização. “Muitas pessoas desconhecem, mas este ano, em nosso Estado, estamos com 202 municípios com “homicídio-zero”, ou seja, 68,94%% de nossas cidades não têm registro de crimes de assassinato”, destaca o secretário.

As cidades de Florianópolis e Joinville são as que registraram o maior número de crimes. Foram 38 na Capital e 30 em Joinville. O indice de resolução dos crimes chega a 45,43%. Santa Catarina registrou homicídio em 91 cidades, de um total de 293 município, sendo que em 43 delas ocorreu apenas um assassinato. Dos 361 assassinatos, 86,98% das vítimas são homens e 13,02% mulheres.

As estatísticas mostram, ainda, que os autores de crime são, em sua maioria, do sexo masculino, com idade entre 18 e 24 anos, e com antecedentes criminais. Já as vítimas apresentam perfil semelhante – homens, com idade entre 18 e 24 anos e com antecedentes.

Ainda de acordo o documento, o crime de homicídio doloso em Santa Catarina é cometido, expressivamente, por arma de fogo, tendo como motivação a desavença e o tráfico de drogas e acontecem, em sua maioria, em via pública e de forma secundária na residência da vítima.

Os assassinatos acontecem principalmente nos finais de semana. Para os policiais, a maior incidência de homicídios nesses dias se explica pelo consumo de drogas e álcool, que funcionan como desencadeadores de comportamentos violentos, bem como a presença das vítimas em suas casas. Os assassinatos acontecem com mais relavância no período compreendido entre 18 horas e meia-noite.

Este ano, o mês de Junho foi o que registrou o menor número de homicídios dolosos desde 2010. Foram 47 casos contra 63 em Maio; 63 em Abril, e 62 em Março; 56 em Fevereiro, e 70 em Janeiro. Para o secretário da Segurança Pública, César Grubba, o somatório de esforços das forças de segurança têm garantido a continuidade e o aperfeiçoamento das políticas de prevenção e repressão. Dados IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) divulagdo em 19 de junho último, colocam Santa Catarina com a segunda menor taxa de homicídios no país, com 13,4 mortos por grupo de 100 mil.

Mortes violentas e Roubos

No item mortes violentas, quando são incluidos os crimes de latrocínio, infanticídio e resistência seguida de morte, além de homicídio, também houve redução. Foram 458 no primeiro semestre de 2011 contra 423 este ano, uma redução de 7,64%.

Os roubos em geral se mantiveram estáveis. Este ano foram registrados 6.672 boletins de ocorrência por crime de roubo, com maior incidência ao roubo a transeunte. Em 2011, no mesmo período, foram 6.555 casos.

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Luto na arquitetura

02 de julho de 2012 0

É com pesar que a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura regional Santa Catarina (AsBEA SC) comunica o falecimento do arquiteto e ex-professor Alberto Santiago, ocorrido no início da tarde deste domingo em sua residência, em Florianópolis. O sepultamento de Alberto Santiago ocorreu nesta segunda-feira (02), no cemitério do Itacorubi.

Nascido na Argentina em 1941 mas naturalizado uruguaio, Santiago foi um dos primeiros professores a compor o quadro do Departamento de Arquitetura da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde se aposentou há pouco mais de três anos. Foi também sócio de um escritório junto com o colega Marcio Tessmann, com quem dividia a admiração pelo trabalho de Frank Lloyd Wright, considerado o maior arquiteto americano de todos os tempos.

Como lembram os alunos, colegas e amigos, Santiago tinha um profundo olhar sobre o ensino da arquitetura, era detalhista e dono de um traço singular. “Ele deixa um legado para inúmeras gerações” resume a ex-aluna, estagiária e colega Marli Benedet, que trabalhou com o mestre por mais de 15 anos.

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Alívio no quadro de servidores da saúde

02 de julho de 2012 7

Grupo gestor do governo do Estado acaba de autorizar a Secretaria da Saúde a chamar 296 aprovados no concurso realizado em abril para vagas técnicas e administrativas. A publicação  deverá ser feita no Diário Oficial desta terça-feira.

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A realidade do Corpo de Bombeiros Militar em SC

02 de julho de 2012 3

divulgação

No dia em que se comemora o Dia Nacional dos Bombeiros, este Visor pública o relato de um bombeiro militar sobre as principais dificuldades e angústias da corporação em Santa Catarina. Confira abaixo:

1. A falta de uma nova de de fixação de efetivo e de plano de carreira de nossos Oficiais e Praças (conforme e-mail enviado em 19 de junho (se precisar reenvio), pois desde 2004 nosso quadro está fechado e não permite a promoção, principalmente de oficiais ao posto de Major e Tenente Coronel. Ocorre que em 2004 tinhamos 3 Batalhões de Bombeiro no Estado, hoje temos 12 batalhões de bombeiro militar, 01 Batalhão de Operacões Aéreas e o GBS. Assim, a Corporação cresceu mas não se abriu novas vagas para promoção. O projeto de lei já tramitou em 2010 e estava para ser aprovado, quando o Deputado Antonio Ceron (candidato a prefeito de Lages), a pedido do governador eleito Raimundo Colombo, pediu para que não fosse votado naquele ano, com o compromisso de ser reenviado no início de 2011, o que ainda não ocorreu até hoje. Não cumpriram com sua palavra.
Para ter uma comparação com a PM, um oficial na PM que se formou 3 anos depois que um oficial do Corpo de Bombeiros Militar M já é Tenente Coronel, enquanto no CBM ele é Major sem perspectivas de ser promovido. O que se deseja é que que os profissionais progridam na carreira, pois acima, da questão financeira, está a motivação profissional.

2. Outro problema é a falta de efetivo do Corpo de Bombeiros Militar. A lei 259/04 prevê um efetivo previsto de 4.123 Bombeiros Militares (3.211 ativado mais 912 a ser ativado), mas temos no efetivo apenas 2.517 Bombeiros. Uma defasagem de 1606 Bombeiros. O Corpo de Bombeiros está presente hoje em 109 municípios do Estado, sendo depois do Rio de Janeiro o estado que possui mais unidades de bombeiros instaladas nos municípios. Entretanto, o estado do Rio de Janeiro tem somente 70 municípios, enquanto SC tem 295. Estamos presentes em 37% dos municípios catarinense, mesmo com todas essas dificuldades, graças a parceria que temos com os municípios e com a comunidade desses locais.

3. Mais um sério problema é a falta de recursos para investimento na Corporação. Para se ter uma idéia, no orçamento deste ano não há previsão de nenhum investimento e o orçamento de 2013 será da mesma forma. O governo não tem o Corpo de Bombeiros como prioridade. A nossa frota de viaturas pesadas, tipo auto-bomba tanque para combate a incêndios, é muito antiga. Das 154 viaturas desse tipo, 81 tem mais de 25 anos de uso (são ano 1982) e 143 tem mais de 5 anos de uso. Somente 11 tem menos de 5 anos de uso e todas foram compradas por prefeituras municipais de grandes municípios.
Existe um projeto na SSP pedindo 23 novas viaturas, sendo 3 auto escadas (tipo Magirus ou similar) e 20 auto-bomba tanque, no valor do projeto de cerca de R$ 33 milhões, mas dificilmente teremos sucesso nesse projeto. As nossas 3 auto escadas existentes são ano 1982 e estão sem condições de uso (são equipamentos ruins de fabricação nacional).

4. Aliado a isso tudo isso, temos a PEC 001 que está para ser aprovada na Assembleia _ e será por conta dos conchavos políticos _ ,  que visa transferir aos bombeiros voluntários (que não são voluntários, são privados e assalariados) competência de fiscalização de projetos e vistorias que são exclusivas do Corpo de Bombeiros Militar (poder público). O que ocorre é que  grandes empresários de Joinville não querem ser fiscalizados pelo Corpo de Bombeiros Militar, preferindo pagar a conta dos bombeiros privados para não serem importunados por eles.

Diante de tal realidade, temos pouco a comemorar nesse Dia do Bombeiro, apesar de ser a profissão com maior confiabilidade da sociedade brasileira nos últimos 9 anos consecutivos. Mas continuamos firmes e motivados para prestar um serviço cada vez melhor a nossa população, pois os bombeiros desempenham sua profissão com amor e solidariedade, independente de raça, religião ou posição social.


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