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Juízes buscam alternativas para os jovens infratores

24 de setembro de 2012 3

Além de cobrar do governo do Estado melhores condições de atendimento no sistema socioeducativo, os magistrados catarinenses correm por fora para obter o apoio da iniciativa privada para viabilizar projetos na área da infância e juventude.

Parceria neste sentido foi fechada entre a Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) e a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), com o objetivo de debater em conjunto de que forma o Senai poderia contribuir para a melhoria da situação de centenas de jovens catarinenses acolhidos pelo Estado em regime de internato, semi-aberto, aberto e em situação protetiva.

 

O desembargador Sérgio Heil propôs aos representantes da Fiesc o desenvolvimento de cursos profissionalizantes e projetos de caráter educativo que possibilitem a esse jovem uma melhor formação e capacidade de ingressar no mercado de trabalho sem, no entanto, abandonar o ensino regular.

O acordo estabelecido entre os magistrados e os dirigentes do Senai foi de dividir a implementação dos cursos em duas etapas. A primeira, que deverá ser concluída até o final deste ano, consiste no levantamento do número de jovens a serem contemplados pelo projeto, na identificação do perfil das turmas, na definição dos locais em que as estruturas físicas (os laboratórios didáticos móveis) serão montadas, e na aquisição dos equipamentos necessários (por meio de doações do Tribunal de Justiça).

A segunda etapa, com início previsto para fevereiro de 2013, consiste no início das aulas. “É importante que a magistratura mantenha esse contato com outros setores da sociedade para ampliar o alcance e os resultados positivos do seu trabalho”, assinalou o presidente da AMC, juiz Sérgio Junkes.

comentários

Comentários (3)

  • Frederico diz: 25 de setembro de 2012

    Parabéns pela iniciativa das entidades acima mensionadas, mas acho que o governo deveria ter uma participação efetiva diante deste grave problemas que são os jovens infratores, e que precisam de ajuda sim, de outras entidades também. Os jornais deveriam fazer publicações sobre este tema com mais enfase.

  • LUIZ CALDAS diz: 25 de setembro de 2012

    “A magistratura catarinense tem se caracterizado por aplicar na íntegra o norte da integração entre sociedade e justiça. Não é mais concebivel qualquer distanciamento entre instituições públicas e privadas das comunidades que fazem parte do cotidiano de toda a sociedade. Todos somos responsáveis, cada qual com sua parcela pode contribuir para a resolução dos problemas que afligem a maioria da população. A adesão do SENAI e por conseguinte da indústria catarinense pode ser um marco importante, um divisor de águas na elaboração de programas de treinamento e capacitação da mão de obra juvenil para o exigente mercado de trabalho que vai surgindo no País. Certamente o programa pode colaborar para fazer acontecer a tão chamada inclusão social”.

    LUIZ CALDAS – HAJA AMOR POR FLORIPA.

  • Juliana Desterro diz: 26 de setembro de 2012

    Interessante que só depois da “porta arrombada”é que se vai atrás de soluções.
    Não seria mais fácil já encaminhá-los ( os menores) para o serviço,ainda com 14 anos?
    Já não existe o “programa jovem aprendiz”,que é justamente para esta faixa de idade?
    Por que o jovem tem que se meter em confusão?Muitos estão neste mundo de crimes porque simplesmente gostam.Se não gostassem iriam atrás de trabalho e pronto.Conheço jovens assim,de famílias humildes,que trabalham e estudam,é só procurar algo para fazer.Mas muito acham mais fácil o caminho da marginalidade.
    Aliás,nenhum candidato ainda se propôs a fazer um programa de controle de natalidade,ops, planejamento familiar,só pensam em creches,filhos crescem e bem rápido.Depois vão atrás de empregos e não acham,então é mais fácil na . . . marginalidade.Não todos,não vamos generalizar,mas é por ai.Quando deveriam estar estudando,estão trabalhando,ficam cansados.Desistem dos estudos,Só trabalho,trabalho não “rende”,querem mais,e é isso mesmo,procuram algo mais fácil.

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