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O dia em que só deu m...

30 de novembro de 2012 2

Foto Laureci Cordeiro, BD/30/11/1979

Hoje completam-se 33 anos daquele 30 de novembro de 1979, data que entrou para a história da política catarinense como a Novembrada, ou quando o então presidente João Baptista Figueiredo foi até o meio da multidão, em plena Praça XV de Novembro, em Floripa, para saber o que manifestantes falavam, digamos, sobre a sua mãe. E mesmo passado tanto tempo, algumas passagens daquele dia ainda são pouco conhecidas do público, que associa logo a Novembrada ao mais marcante protesto contra o então regime militar na Capital do Estado.

Walter Souza, então repórter da TV Catarinense (hoje RBS TV), foi testemunha privilegiada daquele episódio. O único a entrevistar Figueiredo em duas oportunidades no mesmo dia. Souza lembra que, depois da confusão no Centro, estava prevista a inauguração do primeiro biodigestor catarinense, desenvolvido onde hoje funciona a Epagri, no Itacorubi. O detalhe era que o equipamento era movido a fezes suínas. Só que, ao ligar o aparelho, deu um problema e a tal caldeira explodiu, jogando cacaca para todos os lados.

 Jorge Bornhausen, governador do Estado na época, teve de pular para evitar ser atingido pelos dejetos. Figueiredo, que já tinha enfrentando toda aquela manifestação no Centro, apenas determinou que estava encerrada a cerimônia e era hora de ir embora. Foi quando já no aeroporto Hercílio Luz, o repórter Walter Souza faz a última abordagem ao presidente para perguntar sobre uma siderúrgica no Estado.

_ Meu filho, depois de tudo o que aconteceu aqui hoje, você ainda quer falar desta m… _ virando-se de costas e rumando ao avião.

comentários

Comentários (2)

  • Schell diz: 30 de novembro de 2012

    Pois é, e o governador demarenista-milico-de-chumbo era: JKB, o agora homenageado com o título de catarinense. Já a “novembrada” apenas serve como repasto do pitoresco: não fosse a ditadura-militar fruto dos de sempre e que, mesmo agora, continuam a mandar nos catarinenses. Lastimável.

  • LOURIVAL AFONSO diz: 1 de dezembro de 2012

    Eu estava lá, a coisa ficou feia após o então presidente provocar o publico da sacada do palácio Cruz e Souza com gesto obsceno, o Cesar Cals levou um tapa no senadinho e a M. continuou noite a dentro a PM cercou o centro e a cavalaria se encarregou de fazer a correria atrás dos manifestantes e arruaceiros que aproveitaram a oportunidade para extravasar e se divertir. Tirando o lado irônico foi um marco importante para a democracia. Pena que os beneficiados daquela época ficaram riquíssimos a custa do sofrimento do povo e hoje ainda estão aí sendo eleitos e reeleitos com o voto popular é uma pena que o povo não sabe votar e tem memória curta.

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