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Servidores da Prefeitura de Florianópolis em greve por tempo indeterminado

29 de abril de 2013 0

TEXTO ENVIADO PELA ASSESORIA DO SINDICATO DOS SERVIDORES:

Os trabalhadores da Prefeitura de Florianópolis  decidiram em Assembleia Geral  entrar em greve por tempo indeterminado a partir de hoje, 29 de abril. A categoria analisou a resposta do Governo Cesar Souza Jr. à pauta de reivindicações, considerando-a insuficiente e até desrespeitosa com os servidores.

Depois da Assembleia os trabalhadores seguiram em passeata até a sede da Prefeitura, na Rua Tenente Silveira, para dar o recado ao prefeito: A categoria continua aberta às negociações, espera que o Executivo Municipal marque nova reunião e avance nas propostas.

               

“Entregamos a Pauta para o Prefeito no dia 21 de março, mas depois de várias mesas de negociação recebemos um ‘sem acordo’ para as principais cláusulas ou um ‘de acordo, mas não tem dinheiro para implementar’ para outras. O mesmo argumento utilizado por todos os prefeitos nos últimos 20 anos foi utilizado também pela atual gestão: o prefeito que saiu deixou a prefeitura quebrada. A população de Florianópolis precisa saber que mais de mil trabalhadores da Prefeitura precisam receber abono salarial para chegar ao salário mínimo; que os trabalhadores da educação e da saúde estão cada vez mais doentes e que as condições de trabalho podem ser a principal causa; que para vários cargos e locais de trabalho estamos há quase 30 anos sem concurso público. E a população que paga os impostos recebe serviços públicos sem a qualidade que merece”, afirma a presidente do Sintrasem, Rosângela Soldatelli.

 

O novo Plano de Carreira do Quadro Civil é reivindicação histórica da categoria para corrigir distorções e injustiças e valorizar a carreira dos trabalhadores. Em 2012 uma Comissão do PCCS (formada pelo Sintrasem, Executivo e uma empresa contratada pela PMF) trabalhou seriamente todos os detalhes técnicos, inclusive o impacto financeiro. Mas, ao invés de enviar o projeto de lei, o então Prefeito Dario Berger arrumou “impedimentos jurídicos” de última hora.

Queremos que a Prefeitura cumpra a Lei Complementar 0428/2012 (que estabeleceu as diretrizes e prazos para aplicação do Plano) e envie para a Câmara Municipal o projeto construído com os trabalhadores,  que tem como pilares a formação e o tempo de serviço, que incorpora as gratificações inerentes ao cargo e melhora o piso salarial.

 

Aplicar a Lei do Piso do Magistério significa: corrigir o valor do salário inicial e depois repassar o percentual para toda tabela salarial, para não gerar achatamento; respeitar as diferenças entre os níveis de formação e implantar a Hora-Atividade em Tempo para todos os docentes e para as de suporte pedagógico à docência. Muito pouco disso está em vigor na Prefeitura de Florianópolis, o que prejudica a qualidade do ensino nas unidades educativas.

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