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Plano de cargos e salários da Capital traz graves distorções

30 de abril de 2013 5
O Plano de Cargos e Salários, motivo da paralisação dos servidores municipais de Florianópolis, foi elaborado no ano passado entre o sindicato e a prefeitura, em conjunto com uma empresa de RH, que nunca havia feito trabalho semelhante antes.
 
O plano apresenta graves distorções na sua forma e no seu conteúdo. Caso o plano apresentado seja implementado, cargos com pesos estratégicos semelhantes terão remuneração díspares.
 
Como exemplo, o caso dos geógrafos e dos geólogos. Pela proposta, o piso dos geógrafos será fixado em R$ 6.804,43, enquanto a remuneração inicial dos geólogos ficará em R$ 3.644,24.
 
Os valores estão bem acima dos salários pagos pelo mercado, que em média remunera os primeiros em R$ 2.103 e os segundos em R$ 2.563.
 
 Ainda pela proposta apresentada pelo Sindicato elaborada no ano passado, alguns cargos terão reajuste de mais de 950% (fiscal de tributos, por exemplo) enquanto outros menos de 20% (auxiliar de almoxarife).
 
Ou seja, a proposta cria verdadeiras castas dentro do serviço público; ao invés de minimizar as distorções, agrava elas..
 
É por isso que a atual administração pede o prazo de 180 dias para elaborar um novo plano, “que possa se sustentar em bases reais”, nas palavras do prefeito.
 
Não se discute o mérito da reivindicação dos servidores municipais, que lutam pelo plano de cargos e salários há 25 anos. Mas um voto de confiança não faria mal a ninguém.
 
 

 

comentários

Comentários (5)

  • Augusto Cesar diz: 30 de abril de 2013

    Se o prefeito estivesse com total boa vontade com TODOS os funcionarios da prefeitura, nao ofereceria reajuste para só uma classe profissional, que no caso os MEDICOS aonde ofereceu 5% como vemos no diario oficial – http://www.pmf.sc.gov.br/arquivos/diario/pdf/29_04_2013_19.25.55.ef6fc00f15d05e7abd1eaa7e5b683f6b.pdf.

    Que tem como objetivo enfraquecer a reividicação historia

  • jose antonio diz: 1 de maio de 2013

    O piso do magisterio precisa ser implementado! Balela esse teu comentario Rafael. Confiança tem que ser adquirida, que tal cumprir a lei para mostrar-se merecedor desta confiança. sem achatamento da categoria. educação tem que ser prioridade!!!

  • Historiador diz: 2 de maio de 2013

    O senhor sabia que a histórica defasagem salarial dos servidores ultrapassa os 250%? Pode um professor em início de carreira ganhar o mesmo que um caixa de supermercado de ensino médio? Pode um enfermeiro perceber R$ 780 de vencimento por seus serviços? Acho que está mais do que na hora da mídia ficar do lado dos servidores, ao menos uma vez (nunca, jamais ficaram ao lado dos servidores, sempre nos achincalharam, atuaram ativamente na nossa desqualificação profissional), se quer passar do discurso demagógico-denuncista com que fala de educação,saúde, segurança, … e fazer algo de realmente significativo para o conjunto da sociedade. Entenda-se de uma vez que o estado, nós, servidores, somos quadro permanente, diferente dos governos, que são transitórios. Ocorre que os interesses transitórios tem se sobreposto aos interesses permanentes do público. Se um candidato pleiteia assumir a administração da coisa pública, deve fazê-lo de forma a dar continuidade às estruturas permanentes que são as garantias do exercício do direito e da cidadania. Pedir mais 6 meses para quem está nos farrapos, amigo, é desconsiderar que já houve um período de transição de quase 60 dias, mais os cento e poucos, e uma data-base que acontece sempre no mesmo período há anos e nos acusar de oportunismo?! Caro Rafael, nós já fizemos todas as concessões à sociedade florianopolitana, esperamos inutilmente, ouvimos, labutamos e paulatinamente fomos perdendo nosso respeito social, profissional e psicológico, perdendo nosso sustento, penso que cada perda dessa não se deu sem resistência da nossa parte. Assim, digo que para nos retirar o pouco de dignidade que nos restou, vocês vão ter que pelear com vontade. A tolerância subserviente acabou

  • rene diz: 4 de maio de 2013

    boca de aluguel do cesar jr. q conhecimento vc tem da folha da pmf? sem comentarios. procure entender as propostas antes de publicar bobagens.

  • Alexandre Francisco Böck diz: 23 de maio de 2013

    Caro Rafael Martini!

    Sou geógrafo e fiquei decepcionado com a tua comparação entre os salários de geógrafos e geólogos. Para que todos saibam, nós geógrafos e geólogos somos profissionais do CREA, assim como os engenheiros, agrônomos e meteorologistas. Os profissionais do CREA possuem um salário mínimo profissional que corresponde a 8,5 salários mínimos nacional, valor bem acima dos R$2.103,00 que tu publicou no visor do dia 30/04. No caso da PMF, geógrafos sempre lutaram pela equiparação salarial com os outros profissionais do CREA. Há poucos anos a PMF vem reconhecendo esse direito. Porém, as distorções continuam. Os engenheiros e arquitetos da administração direta já incorporaram a GRT (Gratificação de Responsabilidade Técnica) em seus salários. Os geógrafos da FLORAM também. Porém, os geógrafos e geólogos da administração direta nem sequer tem direito a esta gratificação, tendo as mesmas responsabilidades técnicas que os profissionais que a recebem. Portanto, o novo Plano de Cargos e Salários da PMF equiparou de forma justa o vencimento dos geógrafos, considerando a incorporação da GRT. O que posso dizer como geógrafo e profissional do CREA, é que os geólogos deveriam lutar pela equiparação salarial e também reivindicar a GRT.
    Precisamos de reconhecimento e valorização profissional, pois temos grandes contribuições para o planejamento urbano e ambiental de Florianópolis, assim como para qualquer município do Brasil e do mundo.

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