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Leitora questiona "privatização" de estacionamento

10 de junho de 2013 10

Confira a íntegra do mail enviado pela leitora:

Muito surpreende a decisão de ceder 40 vagas de estacionamentos aos advogados que frequentam o Tribunal de Justiça de SC.

O acordo foi celebrado entre o presidente da OAB-SC, Tullo Cavallazzi Filho, e prefeito da Capital, Cesar Souza Jr.

Em 2011, quando do auge da crise institucional da Aflov aquele espaço foi retirado da entidade pela Superintendente do Patrimônio da União, pois aquele espaço “teria” que ser destinada à construção de uma praça ou área de lazer.

Lá se vão quase três anos e o espaço segue estacionamento, apenas com outros inquilinos.

A ironia é que a contrapartida será a participação da OAB no evento Prefeitura Cidadã, idealizada pelo então secretário Gean Loureiro, arquiinimigo de Souza Jr. , que sempre contou com a participação dos advogados.

comentários

Comentários (10)

  • Paulo Arenhart diz: 10 de junho de 2013

    Também acho um absurdo o Prefeito ceder um espaço público, da cidade, para uma categoria profissional. Não podemos lotear espaços públicos assim. Este estacionamento é aberto, faz parte da Praça Tancredo Neves, foi cercado provisoriamente para atender ao TCE, durante a construção do prédio novo. Devolvido, deveria voltar a ficar à disposição dos cidadãos que já carecem de espaços no centro. Ou faz uma licitação e democratiza o espaço, ou transforma em Zona Azul. Da forma como foi feito, os médicos deveriam ter espaços privativos em frente aos hospitais, os professores em frente às escolas, os comerciantes em frente aos seus estabelecimentos comerciais, etc. Não podemos lotear a cidade por categoria profissional. Já basta a Assembléia que fechou uma rua para transformar em estacionamento. A cidade é de todos.

  • Fernando diz: 10 de junho de 2013

    Quanta maldade num só e-mail, Martini. Valdomiro de ti, um rapaz tão sagaz, não perceber o veneno da anônima. Por qual razão não identificas a leitora? Afinal, ela só expressou uma opinião, embora com muita malícia, não havendo razão para esconder sua identidade.

  • Gabriel diz: 10 de junho de 2013

    Não se trata de privatização, esteja a palavra com aspas ou não, nobre jornalista. O advogado exerce múnus PÚBLICO e precisa, assim como outros operadores do direito, como juízes e promotores de justiça, ter acesso facilitado aos prédios do Poder Judiciário para poder defender os direitos do cidadão.

  • Milanezi diz: 10 de junho de 2013

    Concordo totalmente com o Paulo Arenhart.
    Sr. Gabriel, não defenda o indefensável, colocando palavras extraidas do dicionário de juridiques. E o médico, que salva vidas, não precisa ter acesso facilitado?. Estranho esse privilegio, mais ainda para uma classe que deveria defender o direito de “todos” os cidadãos. È PRIVATIZAÇÃO SIM,. Como diz o Borys Cassoy, ISSO É UMA VERGONHA!!!!!!!

  • E digo mais..!!! diz: 10 de junho de 2013

    Esse pessoal do “direito” realmente não passam de boçais.

    Gabriel, vamos destruir a praça inteira e transformá-la em um estacionamento para os advogados. Problema resolvido.

    E digo mais: Por que não se faz uma ponte para facilitar o acesso dos advogados que vêm do continente para a ilha? Ou quem sabe um hotel 5 estrelas ao lado do TJ e do Forum da Capital? E que tal um presídio para eles também? Hmm…

  • alex diz: 11 de junho de 2013

    Gostei da idéia de um presídio..Srs advogados, já pensaram nisso ??

  • Gabriel diz: 11 de junho de 2013

    Faltou dizer que, também de acordo com a Carta Magna, o advogado é essencial à administração da Justiça. Não se trata de juridiquês, mas sim da nossa lei maior. Se juízes e promotores, que são tão integrantes da chamada administração da Justiça quanto os advogados, podem estacionar ao lado dos prédios do Judiciário, porque estes, no exercício de um munus público, não teriam semelhante direito? Só reclama quem não conhece o alcance e a importância da advocacia para a sociedade. O dia que precisarem de advogado para se defenderem de uma arbitrariedade, por exemplo, finalmente entenderão.

  • Milanezi diz: 12 de junho de 2013

    Gabriel, deixe de ser arrogante. Porque que voce acha que os advogados, no caso os de Florianopolis, tem que ter mais privilégios do que outros profissionais?. Será que um advogado daí é mais importante que os médicos que salvam vidas; os professores, que educam nossos filhos; engenheiros que constroem aviões, pontes,navios, estradas, automóveis, refinarias, etc; veterinários e agronomos que revolucionaram a produção de alimentos no mundo, farmaceuticos que desenvolvem medicamentos; bioquimicos, psicologos, etc. etc. Com certeza podemos sobreviver sem um advogado, mas não sem os outros profissionais citados. A vida média do cidadão brasileiro não subiu de 40 para 74 anos graças aos advogados. Em tempo, não é nenhum despeito, sou empresário e tenho um bom padrão de vida. Também não tenho nada contra os advogados onde tenho bons amigos. Minha esposa é advogada com OAB. Quanto aos privilégios dados aos membros da justiça, lute contra eles.

  • Milanezi diz: 12 de junho de 2013

    Caro Milanezi,

    Primeiramente, deixe-me corrigi-lo. O estacionamento não é para os advogados de Florianópolis, mas para todos os advogados do estado. Estes, aliás, encontram sérias dificuldades para estacionar quando chegam a Florianópolis para defender seus clientes em julgamentos do Tribunal de Justiça. São esses advogados, até mais que os da Capital, que precisam do estacionamento. A propósito, os médicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde, assim como diversos outros profissionais citados por você, sejam eles engenheiros, enfermeiros ou agrônomos, quando são funcionários públicos geralmente têm estacionamentos à sua disposição. Assim como os advogados, eles exercem munus público. Entre eles e os advogados, portanto, não existe qualquer diferença. E muito menos vejo privilégio aos advogados por contarem com um estacionamento. Você propõe o que, então? Que se eliminem os estacionamentos utilizados por todos esses profissionais?

    Se você continuar enxergando os advogados como simples profissionais liberais, sem considerar a essencialidade deles para a administração da Justiça e o caráter público do seu ofício, sua opinião certamente permanecerá estática.

    Reflita.

    Att,

    Gabriel.

  • Gabriel diz: 12 de junho de 2013

    Ops! Por engano digitei o nome do destinatário do meu último comentário no lugar do meu nome.

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