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Militar que serviu na missão de paz do Haiti é reprovado em teste psicológico da PM

13 de setembro de 2013 7

Mesmo tendo servido durante sete meses como voluntário na Missão de Paz no Haiti sem nenhuma ocorrência negativa, o cabo do Exército Maikon Fortes dos Santos, de 21 anos, foi reprovado no teste psicólogico do concurso para preenchimento ainda este mês de 1000 vagas de soldado da Polícia Militar de SC. A decisão revoltou o candidato, que contratou o advogado Claudio Gastão da Rosa Filho para levar o caso à Justiça.

O cabo contesta a conduta da psicóloga responsável pelo laudo que o excluiu da seleção. “Ela conversou comigo menos que cinco minutos e não poderia concluir nesse tempo se eu tenho ou não as características exigidas para ingressar na PM”, desabafa o cabo.

 A indignação de Maikon é sustentada por um documento do comandante da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada, Luis Antonio de Almeida Junior, afirmando que a reprovação lhe “causou espanto” porque, segundo ele, o subordinado é “discreto, calmo, educado e extremamente disciplinado”. 

No laudo emitido no último dia 25 de agosto, a psicóloga afirma que Maikon “não apresenta condições de adequação psicossocial ao cargo pretendido no momento atual da sua vida”. A psicóloga aprovou o soldado em apenas 11 dos 22 itens avaliados, atestando, inclusive, que ele não teria “controle emocional”. Para seguirem no concurso, os candidatos devem atender pelo menos 12 características.

Maikon revela ainda que outro candidato, seu amigo, foi considerado apto embora tenha faltado à avaliação psicológica. “A mesma psicóloga que me reprovou emitiu um laudo positivo sem falar com o candidato”, acusa. 

Gastão da Rosa Filho classifica a denúncia como “gravíssima” e antecipa que irá encaminhar documentação ao Ministério Público comprovando a irregularidade para que sejam tomadas as medidas cabíveis.

 

 

comentários

Comentários (7)

  • fava diz: 13 de setembro de 2013

    Opa!! Parece que vão abrir a caixa preta do concurso da PM/SC

  • antunes diz: 13 de setembro de 2013

    Com certeza, caso fizessem o mesmo teste com a tal “psicóloga”, a mesma seria reprovada, pois deve estar alguns anos na corporação e nunca se atualizou, ou então o jovem Maikon não lhe interessou?

  • Efraym Falcão diz: 14 de setembro de 2013

    Caro Rafael,
    As incoerências desse exame não ficam só por ai, o meu caso por exemplo é outro, fui reprovado e no meu laudo eles alegam que não tenho coragem suficiente para o cargo, sendo que já trabalho com segurança publica. Trabalho hoje em um centro de internação de menores infratores, sendo que hoje é considerado por muitos especialista na área de segurança mais perigoso que muitas penitenciarias, só ver os casos de varias rebeliões na fundação Casa.
    Outro fato deste exame é o laudo que foi passado para os reprovados, ele não tem nenhuma fundamentação técnica sobre nossa reprovação. Por este fato muita gente tem ganho na justiça o direito de continuar no concurso.

  • adalmir renato da silva miranda diz: 14 de setembro de 2013

    como pode um setor público admitir que ainda se faça esse testes ultrapassados e subjetivos em pleno século XXI, mostra o quanto estamos atrasados e presos a não cintificidade.

  • rodrigo diz: 14 de setembro de 2013

    Eu também fui reprovado, trabalhava como guarda municipal armado, exerci por três anos a profissão, trabalhava na rua e passei por muitas ocorrências que colocaram a prova minha coragem e controle emocional, qualidades que de acordo com a pm eu não tenho. Mais o que mais revolta é ouvir do psicólogo da pm que a entrevista e dinâmica de grupo que é onde eles tem o contato com o candidato não valia nada, e ainda disse que o teste era subjetivo que outro profissional poderia ter outro resultado. Realmente espero que o mp tome alguma providência.

  • Milanezi diz: 14 de setembro de 2013

    O teste deveria ser feito por dois psicologos. Havendo divergência entre os dois, deveria ser submetido a um terceiro psicologo. A opinião de um só, pode dar margem a interpretação equivocadas em caso de reprovação e possivel favorecimento a um determinado candidato.Afinal, estamos selecionando profissionais que irão trabalhar em funções estressantes, com uso de arma de fogo.

  • Tiago leal oliveira diz: 15 de setembro de 2013

    Eu sou Cabo da aeronáutica há seis anos e meio,não possuo nenhuma punição,e mesmo assim fui reprovado nesse mesmo exame,pois falaram que eu não tinha disciplina, controle emocional etc… lamentável!

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