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Memória perdida

02 de outubro de 2013 18
João Carlos Mendonça Santos / Divulgação

João Carlos Mendonça Santos / Divulgação

A imagem dos entulhos do casarão em que viveu a doutora Wladyslava Mussi, na Avenida Trompowsky, retrata o descaso com que Florianópolis historicamente trata seu patrimônio.

O imóvel foi colocado abaixo em menos de 24 horas, conforme este Visor informou ainda no sábado.

A vida da primeira mulher a exercer a medicina em Santa Catarina no século passado, numa época em que o sexo feminino tinha muitas obrigações e poucos direitos, merecia mais atenção por sua rica contribuição à população da Capital. Mas agora é tarde.

comentários

Comentários (18)

  • QUERO SER PRESIDENTE – EU TAMBEM BEBO diz: 2 de outubro de 2013

    ISTO SÓ OCORRE PORQUE A POPULAÇÃO, LEIA-SE ELEITORES, TAMBEM TEM A MEMÓRIA PERDIDA, POIS CERTAMENTE NÃO LEMBRA NEM EM QUEM VOTOU PARA VEREADOR, DAÍ FICA RECLAMANDO QUE NA CAMARA SÓ SE TRATA DE ASSUNTOS RELACIONADOS AOS GAYS, UNS DEFENDENDO A CAUSA E OUTROS RELUTANDO EM ASSUMIR, MAS DE QUALQUER MANEIRA, DOMINANDO A PAU….TA !!!

  • Gabriel diz: 2 de outubro de 2013

    Me desculpe, mas não tem nada a ver a contribuição da senhora para a população com a importância patrimonial do imóvel em que ela morou. Não é porque alguém foi importante que deva-se preservar por si só o imóvel em que morou ou trabalhou. A avaliação tem que ser sob o aspecto de importância histórica, arquitetônica e cultural.

  • Alberto Garbin diz: 2 de outubro de 2013

    Caro Rafael, esta teria sido uma boa luta para o C.R.M.. Onde eles estavam?.
    Boicotando o mais médicos?
    Com respeito, Alberto.

  • Carlos diz: 2 de outubro de 2013
  • rogério cardozo diz: 2 de outubro de 2013

    Acho que não existe nem um catalogo de locais que devem ser preservados,ou existe?.
    Bom seria transformar tudo em museu , esses locais, mas Floripa tem um problema com falta de espaço,deveria ser feito um cadastramento de locais a serem preservados.
    Visite Tubarão http://www.galeriatubarao.net/

  • Jefferson diz: 2 de outubro de 2013

    É isso aí, tem que derrubar as casas e fazer aptos, pois onde nós Houles vamos morar?

  • Rodrigo Ribeiro diz: 2 de outubro de 2013

    Florianopolitano e preservação de patrimônio são antagônicos! Quantas e quantas casas históricas já foram derrubadas! E neste caso aí, num terreno pequeno, para colocar mais um prédio-pombal!

  • Alexandre diz: 2 de outubro de 2013

    Parabéns pela leitura correta do fato, Gabriel. A memória da Dra. Wladislava certamente foi preservada em sua importância pelos familiares da melhor forma possível.

  • Jones diz: 2 de outubro de 2013

    O dinheiro pago pelo espaço tem muito mais valor que mentar a casa, isso e fato, se fazem obras ate em morros imagina que nao iriam desmontar uma casa velha destas para contruir um predio que abrigará no minimo umas 5 familias humildes e carentes.

  • Emílio Plentz diz: 2 de outubro de 2013

    Penso que se uma construção perdeu a sua funcionalidade, tem que demolir sim, dar lugar a algo novo.
    Quem conhece Roma, sabe que os prédios antigos só tem fachada, o interior foi totalmente reformulado, geralmente em estrutura metálica.
    A meu ver, a arquiterura das edificações antigas de Florianópolis é muito pobre, sem grandes atrativos.
    Buenos Aires reformulou totalmente o centro, criando a avenida 9 de Julho.
    Florianópolis devia seguir o exemplo, e aterrar a beira mar norte uns 500m, criando um parque, instalações para esportes e lazer, mais 8 pistas de avenida, pois o norte da ilha vai crescer muito, e a atual avenida não vai comportar o volume de trânsito.
    Para financiar a obra, venderia alguns terrenos, 20 / 30, construiria a prefeitura e um hospital de primeiro mundo. Os outros terrenos serviriam para empreemdimentos privados.

  • Mario Cesar Pacheco diz: 2 de outubro de 2013

    É MAIS UMA QUE FOI “TOMBADA” NA AV. TROMPOWSKY. A ANTIGA E CHARMOSA AVENIDA
    DA CAPITAL VIROU UM CANTEIRO DE OBRAS EM TODA A SUA EXTENSÃO TRANSFORMANDO A VIDA DAQUELES QUE ALI MORAM OU POR ALI TRANSITAM EM VERDADEIRO INFERNO. ESTUDO DE IMPACTO DE VIZINHANÇA E MOBILIDADE PARA QUÊ ?
    ADMINISTRAÇÕES MUNICIPAIS VÊM E VÃO E NADA MUDA.
    EM TEMPO: A CICLOVIA RECÉM IMPLANTADA VIROU ESTACIONAMENTO PARA CAMINHÕES DAS CONSTRUTORAS CAUSANDO ENGARRAFAMENTOS E MUITA POLUIÇÃO SONORA. NÃO RESPEITAM HORÁRIOS E NEM MESMO OS FINAIS DE SEMANA. CADÊ A FISCALIZAÇÃO, A FLORAM, A POLÍCIA MILITAR, O MINISTÉRIO PÚBLICO, AS AUTORIDADES QUE NADA FAZEM ???

  • liaseal diz: 2 de outubro de 2013

    Quem deveria preservar é família. Mas é sempre assim: os ‘velhos’ morrem, o patrimônio tem de ser dividido igualmente entre os herdeiros, certamente foi impossível um apenas ficar com a casa, a menos que comprasse todas as partes dos demais herdeiros, e o jeito é vender o bem para a partição conforme os ritos legais. Aconteceu com uma casa na Nereu Ramos recentemente, aconteceu com o ‘castelinho’ da rua Santos Saraiva em frente aos bombeiros ( casa do dr. Jader), e por aí vai. Os familiares querem é a grana que tal bem pode render, imagino a fortuna que deve ser quele terreno. Não se pode evitar que herdeiros recebam e disponham do que lhes é de direito. Uma forma de talvez minimizar tais desmontes, talvez, seria uma lei proibindo demolir casas para construir prédios no mesmo local, a casa estaria livre para venda e quem quisesse que comprasse do jeito que é: um terreno como UMA CASA. Até para acabar com a vergonhosa substituição de casas por prédios onde as ruas não foram dimensionadas para o aumento de mais gente no mesmo lugar. Demanda de rede de água e esgoto, de energia e trânsito de pessoas e veículos. Onde antes moraram 5 ou 6 pessoas, quem sabe um ou dois carros somente, passa a abrigar quase mil vezes mais. Vira o que virou a Presidente Coutinho, a Esteves Júnior e entorno. Mas, realmente, o município tombar e manter todas as casas de gente ‘importante’ não parece ser a saída mais racional, nem a mais justa para com as demais casas de gente supostamente sem ‘importância’ para a cidade… Pra mim todos são importantes e não somente os que aparecem mais nas colunas sociais. Quantas pessoas gostariam de comprar uma casa assim para morar? Não compram porque querem uma fortuna e só quem pode bancar são as grandes construtoras mesmo.

  • Roger diz: 2 de outubro de 2013

    Se eu resolver derrubar minha casa no sábado a tarde eu derrubo. O que a prefeitura poderá fazer? Tudo é culpa do poder público? Ta na hora de a população assumir as suas responsabilidades. Cobrar depois de a Ines estar morta é fácil. É todo mundo passivo até a hora que não tem mais volta.

  • Lucas diz: 2 de outubro de 2013

    O maior culpado disto tudo são as pessoas de fora desta cidade, é outra cultura, empreendimentos e coisa e tals, a nossa vide é outra, vcs querem transferir a realidade da bosta de cidade de onde vcs vieram para a nossa, caos, é disto que vcs gostam….

  • Juliana diz: 2 de outubro de 2013

    A metade da ilha já é aterro, o cara me fala em colocar mais aterro e fazer mais pistas e mais empreendimentos. Por quê não sugere aterrar até o continete e desativar as pontes também? Como o Mario César Pacheco mencionou acima, a cidade virou um canteiro de obras, logo não haverá nem mais calçadas, nem praças, nem parques…só pombais! Cada vez mais investindo no mercado imobiliário atraindo mais gente para cidade que já está saturada e completamente desestrurada. Mas como a cabecinha do povo pensa, é só mais uma casa velha, que valor teria? Floripa perdendo sua história e suas belezas até virar uma ilha cinzenta socada de prédios. É isso aí, joinha pra vcs! ;)

  • Luis diz: 3 de outubro de 2013

    A construção civil sempre fez o que quis na cidade, não seria agora que deixariam de fazê-lo. E o faz com ares de legalidade( o “formal” como contrapõem às construções irregulares), uma vez que tem vereadores, prefeitos, fiscalização, planejamento sob controle. Fazem e desfazem leis para cumpri-las ao pé da letra, e dane-se o planejamento urbano racional e sustentável. Até dirigente do SPU cai se enfrentar a alcatéia. Vão vender Florianópolis até o último metro quadrado, vão sangrar nossa “qualidade de vida” até a última gota.

  • Eduardo diz: 3 de outubro de 2013

    Gabriel e Alexandre, se fosse pela “leitura” de vocês, o que dizer, então, da casa onde morou Santos Dumont, em Petrópolis? Por que foi preservada? Certamente, não foi pelo aspecto arquitetônico, já que é um casebre, aparentemente sem detalhes neste aspecto.
    O tombamento histórico de um bem tem tudo a ver, também, com a vida de quem habitou o local.

  • Velho Lobo do Mar diz: 3 de outubro de 2013

    Fiquei triste ao ler os comentários, e perceber que existem pessoas de “mente pequena” que aprovam a demolição de “casas velhas” para construir pombais de luxo! “Houles” querendo mais e mais prédios, o marujo Eduardo foi longe falando da casa de Santos Dumont, mas e o casebre de Anita Garibaldi aqui em laguna, é um exelente e aculturador passeio, eu não sabia da Dra Wladyslava Mussi, e agora…

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