Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Papo rápido

08 de março de 2014 2
Ricardo Wolffenbüttel / Agência RBS

Ricardo Wolffenbüttel / Agência RBS

Papo Rápido – Elisa Freitas, Miss Mundo Santa Catarina

Você já foi vítima de racismo?

O preconceito existe em todo o lugar. Nunca fui xingada diretamente, mas percebo o quanto o fato de ser uma mulher negra com título de miss incomoda. Esta semana fui destaque em um site nacional (UOL) com o título: “Negra é eleita pela primeira vez Miss Mundo SC”. Aí eu pergunto: se fosse loura ou ruiva, dariam esta manchete? Quando estive em São Paulo para ser apresentada, uma senhora me falou: você está mais para Miss Bahia do que para Miss Santa Catarina. As pessoas acham que não existem negros no Sul do país?

E como combater o problema?

Racismo é crime e precisa ser tratado como tal. Mas também entendo que a solução esteja na educação. Somente as pessoas mais ignorantes ainda têm este tipo de preconceito. Não pretendo levantar nenhuma bandeira, mas vou lutar pelo reconhecimento e pelo espaço da mulher negra. Em agosto, vou disputar o título de Miss Mundo Brasil, no Costão do Santinho. E tenho certeza que tenho condições de ganhar a faixa. Quero representar bem meu Estado, com orgulho da minha origem e, principalmente, da minha cor.

comentários

Comentários (2)

  • carlos eduardo diz: 9 de março de 2014

    Este tema é muito pouco debatido.
    A imprensa apenas aborda superficialmente, sem aprofundar as nuances e as diversas abordagens apropriadas a uma imprensa seriamente comprometida com
    os valores culturais e sociais e, principalmente, com os princípios éticos e democráticos.
    A mídia vê-se atrelada a um pacto não público com os seus patrões e, ainda, os patrocinadores -leia-se o poder econômico.
    Então, uma notícia, por mais escandalosa que possa ser, é rapidamente sumarizada e conclusiva mesmo antes de uma apuração meticulosa e ampla -das opiniões adversas e/ou complementares.
    Quando vemos que um antagonismo apenas se reflete em uma imagem estigmatizada já se pode interpretar que há o comprometimento da mensagem.
    Pois, seria possível também – e adequado, segundo a ética da imprensa – mostrar o outro lado da mesma moeda.

    Há o Doll Test, realizado no mundo inteiro, inclusive no Brasil.

    E, há também, a influência das culturas de imigrantes europeus em diversas épocas distintas, inclusive no período pós-guerra. Lembrando, aos mais desinformados e/ou mais novos, que houve e ainda há um movimento INTEGRALISTA no país -embora proibido, o que só fez ocultar-se. Outro, totalmente banido, foi o nazismo, que vê-se ainda manifesto até mesmo em campos de futebol, como recentemente, na Europa Oriental. Aqui, subliminarmente, é possível identificar-se sinalização reminiscente.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Integralismo
    **Plinio Salgado era profundo admirador de Floriano Peixoto.
    Quando quiser pensar sobre o que você pode fazer para mudar o que existe, lembre-se de ler e estudar para apropriar-se do tema.
    Ainda mais hoje em dia, que temos a Internet como uma fantástica Torre de Babel, aonde encontramos informações (cuidado! há que filtrar) em qualquer idioma, sem sequer precisar sabê-lo (SANTO GOOGLE TRADUTOR! ).

  • carlos eduardo diz: 10 de março de 2014

    ERRATA:
    O movimento integralista foi proibido por Getúlio Vargas, após descobrir o Plano Cohen.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_Cohen

    O movimento ainda existe…são os chamados “galinhas verdes”.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/A%C3%A7%C3%A3o_Integralista_Brasileira
    Agora, é a chamada Doutrina Linear, uma adaptação dos valores dos anos 30 para o século XXI.

    Estudos Integralistas (1933); Quarta Humanidade (1934); Revista Anauê (1935); Páginas de Combate (1937).

Envie seu Comentário