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Tumulto na UFSC repercute no Palácio do Planalto

25 de março de 2014 25

Tão logo tomou conhecimento da ação de agentes da PF dentro do campus da UFSC, a reitora Roselane Neckel entrou em contato com a ministra Ideli Salvatti , no Palácio do Planalto, para relatar o episódio nesta terça-feira à tarde.

Ideli acionou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, solicitando que se se respeitasse a autonomia da universidade, além de mobilizar todos esforços no sentido de evitar o confronto.

A versão inicial que chegou a circular no meio da tarde era de que a própria reitora teria solicitado à PF para que investigasse o tráfico de drogas na região.

Agora à noite, a reitora negou que tenha feito qualquer solicitação de intervenção policiai e informou que foi chamada pela Polícia Federal, ainda no ano passado, para ser comunicada sobre ações de inteligência da PF para combater o tráfico na região.

Mas em nenhum momento foi avisada sobre a ação que seria realizada dentro do campus na tarde desta terça-feira.

O fato é que a atuação da PF dentro do campus elevou ainda mais o nível de atrito entre PF e reitoria da UFSC

Nesta quarta-feira pela manhã,a reitoria pretende enviar à Secretaria Nacional de Direitos Humanos um relatório sobre as ações que classificam como truculentas e descabidas contra os estudantes.

 

 

 

 

 

 

comentários

Comentários (25)

  • walter sailva diz: 25 de março de 2014

    Magnifica reitora da ufsc todos gostaríamos que estas drogas fossem banidas, mas existem formulas outras que não esta de confronto policial conforme a senhora solicitou a policia.

  • Ricardo Tenório diz: 25 de março de 2014

    Rafael, a venda e consumo de maconha na UFSC sempre existiu, mas atualmente está passando do limite do tolerável, pois até pessoas alheias ao campus o frequentam diariamente – principalmente no CFH – para vender drogas.
    A reitora foi eleita prometendo, inclusive, não “atrapalhar” esse comércio, tendo um assessor que frequentava o curso de história feito sua campanha e passado a seu assessor como recompensa, sem sequer ter concluído o curso.
    A nossa UFSC está totalmente sem controle, refém de baderneiros que não querem estudar, mas apenas passar tempo enganando aos pais, além de representantes de partidos políticos que aparece para tirar proveito da ignorância política da grande maioria dos alunos, além de participar de eleições com o intuito de comandar aquela que já foi uma das melhores Universidades do Brasil.
    Reclamam da reitora, mas a coitada não tem nada a fazer senão chamar a polícia para acabar com o ANTRO de MACONHA em que se transformou o CFH, inclusive com a complacência de professores irresponsáveis que apenas querem fazer “média” com os alunos-maconheiros.
    Agora deveria ser feito um processo administrativo para cobrar dos baderneiros que aparecem em vídeos como “heróis” o prejuízo causado ao bem público, inclusive com a expulsão sumária dessa turma que sustenta o tráfico, a violência e, depois, vão para a beira mar norte fazer passeata pela paz.
    Abraço.

  • Farias diz: 25 de março de 2014

    Nesta “ação truculenta” a ser investigada, constará a depredação da viatura da Segurança da UFSC?

  • ANDRE diz: 25 de março de 2014

    A Polícia Federal em Santa Catarina está sem o que fazer. Essa trapalhada toda de hoje ficou bem claro que é pura falta de serviço.
    Ai chegou lá, viu a “cagada” que fez pediu socorro para a Policia Militar, que é mais atrapalhada ainda, joga bombas em estudando e professores dentro de um ambiente de Estudos ?
    Os estudantes estão lá, dentro do campus, quietos, estudando, fazendo provas e os “caras”(PF e PM) me vão lá procurar confusão, é falta do que fazer mesmo.
    O Governador Colombo e a presidente Dilma devem ter ficado de cabelos em pé.
    Enquanto isso homicídios, assaltos, furtos tomam conta de Florianópolis.
    VERGONHA !!!!
    Obs. Não sou estudando da UFSC.

  • João diz: 26 de março de 2014

    Sobre as drogas na região da UFSC, o fato é que algo importante já deveria ter sido feito e TODO MUNDO tinha certeza de que ALGUÉM o faria, mas NINGUÉM fêz nada porque a tarefa é difícil e perigosa para QUALQUER UM. E assim, como NINGUÉM fez nada, ALGUÉM ficou zangado e foi à luta, pois achava que QUALQUER UM poderia ter feito o trabalho para TODO MUNDO. Este, por sua vez, pensando que seria tarefa simples para QUALQUER UM, não imaginou que NINGUÉM deixasse de fazer o que TODO MUNDO esperava que ALGUÉM fizesse. Agora, com este rebuliço na UFSC, ALGUÉM é acusado de truculento porque teve que fazer o que TODO MUNDO achava que poderia ser feito por QUALQUER UM, mas NINGUÉM deu o primeiro passo…

  • Marcus diz: 26 de março de 2014

    Interessante saber que a elite pensante deste pais (pelo menos deveria ser o papel da universidade de professores e alunos) acredita que existem territórios onde as leis nacionais não precisam ser respeitadas, será um espaço de exceção?? E mais, eles escolhem quais delitos são puníveis ou não??? Roubo, não pode! Estupro, não pode! Depredar patrimônio público, pode! Desacatar autoridade pode! Usar substância ilícitas, pode! Pensar diferente, criticar esse ato irracional deve, lá naquelas bandas, ser punido com a pena de morte!!!

  • Fernando Fernandes diz: 26 de março de 2014

    Estudante? Se fosse estudante estaria na sala de aula, patrocinado pelo povo brasileiro, e não em bosque fumando maconha.

  • Gustavo diz: 26 de março de 2014

    O mais triste não é voce ver a tentativa da política coagir a PF, tampouco a revolta contra uma ação legítima da polícia. Triste é nós termos que pagar o salário de um REITORA que não faz nada pra coibir as drogas e reclama que a polícia agiu perto do nucleo de Crianças.

    Ora, essas crianças não deveriam ser protegidas contra o mundo das drogas?

    Se na Universidade ta desse jeito, que futuro teremos no nosso País?

  • André Silveira diz: 26 de março de 2014

    Esse Walter tá no mundo da lua…será que fumou o cigarro do capeta? Ninguém solicitou a policia. Eles é que resolveram fazer uma busca, e para isso deveriam ter pedido autorização da reitora. E NÃO PEDIRAM !!!!!!!!!!!!!

  • carlos eduardo diz: 26 de março de 2014

    A droga que nos engana, vicia e torna-se em vã dependência à todos que submetem-se, é o próprio sistema de governança da sociedade.
    Não dá soluções práticas e efetivas, não nos faz bem. Ao contrário, acordar pela manhã e assistir a violência e a impotência nos faz mal à própria alma.
    Correr para o trabalho e não dar conta de necessidades que não são essenciais nem permanentes. *Estou falando de conta de celular, assinatura de tv e carro novo.
    A lei criada para manter em harmonia a coletividade é usada por grupos privilegiados
    contra grupos muito maiores, porém, excluídos dos direitos fundamentais à
    educação, saúde, moradia e segurança.
    Enquanto isto, lia -ainda ontem 25/03, na Folha de São Paulo – o Banco Santander
    deixou de pagar R$ 580 milhões ao governo por causa da burocracia.
    Nos fazem de tolos, nos obrigam a sermos cúmplices de uma droga coletiva:
    o sistema político-administrativo nacional.
    Não querem crer em um Deus vingativo, tampouco podemos crer no Banco Mundial e na ONU.
    No Estado de Rondônia, as nossas terras estão lotadas de norte-americanos, armados (mercenários), protegendo aos índios contra a exploração de garimpeiros clandestinos -brasileiros.
    Em contrapartida, os mesmos norte-americanos protetores estão extraindo os preciosos minérios, em troca de Land Rovers, medicamentos, dólares, computadores e internet via satélite para os índios.
    Por quê estes estudantes de medicina, engenharia, comunicações, letras, biologia, geografia…etc, não vão fazer estes protestos lá?
    É o seu futuro em jogo, muito mais do que num simples cigarro de maconha pra tapar sua consciência e fugir das responsabilidades.
    Nem tanto ao céu, nem tanto à terra.

  • Alexandre diz: 26 de março de 2014

    Já cortei o dinheiro da merenda do Junior, vou falar com o camarada do restaurante marcar num carderninho que passo no final de mês e pago. Em vez de encher o bucho com a comida a gurizada tão fumaçando a cabeça é? eu nem sabia que isso acontecia na universidade. Dai meu querido, manda ver, pega os caras que vendem, volta hoje, amanhã, vão até acabar com a festa. Quem é contra que se retire do cargo, viu dona reitora. Meu filho vai ai pra estudar. Dona reitora, ai é Brasil também, e a Polícia tem que entrar e acabar com as coisas errada seja lá quem for.

  • Alvaro Antunes Sobrinho diz: 26 de março de 2014

    Vagabundo que não quer estudar, não quer trabalhar, quer fazer baderna e fumar maconha numa boa merece é porrada !!!

  • Francisco diz: 26 de março de 2014

    É uma vergonha, esses vagabundos e drogados estão tirando vagas daqueles que realmente querem estudar. Como podemos confiar no trabalho de um profissional que só foi pra Universidade para fumar maconha??

  • Alex diz: 26 de março de 2014

    Essa é boa Magnífica Reitora,
    Pedir que a PF lhe avise de uma operação que seria deflagrada após um criterioso trabalho de inteligência. No mínimo alertarias a maconheirada para bater em retirada.
    Esses mesmos que quebraram tudo ontem, financiam o tráfico e participam de passeatas pela paz…..
    Realmente está tudo invertido.

  • Fernando diz: 26 de março de 2014

    Pouca vergonha desta Reitora, pensando apenas no seu cargo político. O consumo da droga maconha é proibida no Brasil, se querem mudar a lei vão às ruas como o fazem frequentemente.

    Parabéns a polícia pelo trabalho, pois quando pedem segurança lá estão os policiais novamente… A compra e venda de droga financia muitos outros delitos, se estão usando é por que alguém vendeu e desta maneira os estudantes ajudam a financiar o crime.

    Cada um deve fazer a sua parte como cidadão. UFSC é instituição de ensino e não de baderna.

  • Sergio diz: 26 de março de 2014

    É só o que falta, a “magnifica” Reitora vai defender vagabundo e traficante? nada mais me surpreende mesmo.. e os alunos que querem estudar de verdade tem que conviver com essa raça. A criminalidade só aumenta no campus, será que ninguém vai fazer nada?

  • Daniel Ramos De Oliveira diz: 26 de março de 2014

    Claro que deve-se se respeitar a autonomia da UFSC, mas a Polícia Federal têm o dever de atuar para combater crimes em áreas de interesse ou de propriedade da União, então ela pode sim reprimir o Tráfico de Entorpecentes dentro do Campus da UFSC, com todos os meios necessários, essa posição da reitora é totalmente descabida e em contrário ao que o ordenamento jurídico estabelece. A Reitora deveria era banir estes alunos da UFSC, que é uma das melhores do País e não merece ter em seu quadro de alunos, pessoas que só vão para o Campus para fazer uso de entorpecentes ou de terceiros que ali adentram para comprar entorpecentes dos pseudos estudantes, como é sabido por muitos.
    A ação da Policia Federal e de seus setores de inteligência deveria ser elogiada, e digna de palmas, mas ao contrário alguns Servidores e outros integrantes do Quadro de Estudantes tiveram como único objetivo, o de promover a discórdia, depredar o patrimônio público da União e tentar comprometer a integridade física dos Policiais, se não fosse a PM e a Tropa de Choque ter apoiado, muito provavelmente os PF’s envolvidos na ocorrência iriam ser linchados por estes pseudos estudantes. A Reitora deveria se envergonhar de estar defendendo o que estes pseudos estudantes fizeram.

  • Fabiano diz: 26 de março de 2014

    Pelas suas manifestações sobre o tema, claramente simpáticas aos despautérios alegados pela Reitoria, fica claro que era realmente a você que se destinava a mensagem do Delegado Akira…

  • Alexandre diz: 26 de março de 2014

    Olha aqui, se a reitoria decidir impedir a policia de trabalhar, quero que eles assinem um documento em cartorio, que são responsáveis pelo meu filho, se alguma coisa acontecer lá dentro do campus. Se querem impedir a polícia de entrar, é que a coisa lá dentro não é boa. Sra Reitora deixaria seu filho entrar num lugar que drogas são vendidas e consumidas livremente? Pessoa que defense pessoa errada, não é boa coisa.

  • Marcelo Pires diz: 26 de março de 2014

    A Idelli mostrou toda a força que tem. Não consegui nem segurar um delegado. Pitoca.

  • Professor BR diz: 27 de março de 2014

    Absurdo condenar uma ação que visa o cumprimento da Constituição Federal. Quer fumar? fuma em casa, ou pelo menos não em público. Agora, senhores integrantes das corporações militares e investigadores da PF: Se a motivação para a ação no Campus era a informação de que havia consumo de Maconha, o que dizer do centro da cidade, entorno da rodoviária e arredores, onde não se pode transitar sem ser abordado por consumidores de crack a cada 5 minutos?

  • Roberto Costa diz: 27 de março de 2014

    Não querem que a Polícia combata o tráfico de drogas ou não querem que a Polícia combata o tráfico de drogas praticados na Universidade???

    A repressão a crimes em flagrante independe de autorização de reitora, do papa, tampouco do criminoso. Eventual falha no planejamento da diligência policial não justifica a destruição de bens públicos.

    Conversar, nós devemos conversar com nossos filhos, quando estes fizerem algo errado. A autores de delito, aplique-se a lei.

  • José Carlos diz: 27 de março de 2014

    Parabéns a PF e a PM que deslocou em apoio. Apesar que alguns querem transformar a UFSC em colonia de férias ou festinha rave, acredito que ainda tem muitos alunos que querem estudar e se formar. Querem criar um campo neutro, onde pode fazer o que quiser? Será que os pais dos alunos envolvidos sabem da situação deles? Enquanto um País precisa de mais médicos, engenheiros e demais profissionais, fica claro que o mais importante é deixar os alunos se encherem de drogas. Lamentável. Cada dia ganho mais raiva, tenho uma filha deficiente que até hoje não conseguiu beneficio do estado, e agora fico vendo todo esse investimento nos alunos sendo jogado no lixo.

  • Ricardo do Espírito Santo diz: 28 de março de 2014

    Acho que alguém devia explicar para a Ideli Salvati qual a diferença que existe entre AUTONOMIA e SOBERANIA.

  • Ricardo do Espírito Santo diz: 28 de março de 2014

    Você já deve ter ouvido a expressão “crianças autônomas”. Mas já parou para pensar no significado da palavra autonomia? Vejamos o que diz o dicionário Aurélio: “Faculdade de governar por si mesmo. Liberdade ou independência moral ou intelectual”. Ótimo, não? O ideal é que crianças e adolescentes sejam autônomos, mas e quando eles passam dos limites?
    Na terça-feira à noite, assisti à palestra do filósofo e ex-secretário municipal de Educação de São Paulo Mario Sergio Cortella no Ilha de Veracruz, projeto de ação comunitária da Escola Vera Cruz que oferece alfabetização para jovens e adultos. Ele falou justamente sobre o tema “Disciplina em uma escola para todos” e frisou as diferenças entre autonomia e soberania.
    “Crianças autônomas preocupam-se com o coletivo antes de agir. Crianças soberanas fazem apenas o que querem”, afirmou Cortella diante de uma plateia de pais e professores. “Escola e Educação são instâncias de construção da emancipação, mas não da soberania”, completou. Para ele, a autonomia deve ser estimulada em casa e na escola, mas respeitando alguns limites, para que não se transforme em soberania.
    Uma mãe ficou intrigada com as considerações do filósofo e resolveu fazer uma pergunta:
    – Sou mãe de três meninas. Gabriela, a mais velha, tem tido umas atitudes que me deixam preocupada. Ultimamente ela tem se negado a sentar à mesa comigo, com a justificativa de que “eu sou eu e você é você”.
    – Qual é a idade da Gabriela? – logo perguntou Cortella.
    – Seis anos – respondeu a mãe.
    – Ooooh – reagiu a plateia, em uníssono, impressionada com a pouca idade da menina.
    – É, imaginei que ela tivesse 12. Ela vai dar trabalho quando ficar mais velha. Mas, por enquanto, recomendo que você responda que ela tem toda razão. Ela é ela e você é você. Mas ela é sua filha e você é mãe dela. E o poder de decisão dela acaba quando começa o seu. E você quer que ela sente à mesa com você. Ponto final.
    Achei o debate muito interessante e atual. Que pai ou mãe nunca sofreu com a rebeldia do filho? Você já passou por alguma situação parecida? Como reagiu?

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