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Olhos nos olhos

27 de agosto de 2014 4

A catarinense Derlei Catarina de Luca, uma das maiores ativistas da Comissão da Verdade no país, vai ficar cara a cara com o capitão do Exército que a torturou durante a Operação Bandeirante, em São Paulo, entre  23 de novembro de 1969 e 6 de janeiro de 1970. O oficial reformado é o único ainda vivo e que acaba de ser localizado pelos ativistas da comissão.

Expectativa
O encontro está marcado para a próxima segunda-feira e ocorrerá em endereço da Avenida Paulista utilizado para a coleta dos depoimentos em São Paulo. O capitão será obrigado a comparecer, mas pode valer-se do direito de permanecer calado. Quarenta e quatro anos depois, Derlei diz não sentir medo, mas confessa a ansiedade em poder encarar o seu algoz durante os anos de chumbo.

comentários

Comentários (4)

  • liaseal diz: 27 de agosto de 2014

    E os que foram torturados pelos ‘lutadores contra a ditadura’ quando serão colocados frente a frente com seus algozes? Ah, não dá, né? Nenhum sobreviveu às torturas e estão bem mortinhos, muitos sem nem mesmo experimentarem a tortura porque os terroristas tinham pressa e já justiçavam logo para a fila andar. Os pais do Kozel vão poder acusar os matadores do filho ou essa indústria da ‘verdade’ só tem um lado? E os torturadores do lado dela, os cubanóides, que executaram a “garota” quando veremos encarar nos olhos os ”pais” da quase uma criança que suspeitavam ser ‘espiã’? Ak, tá era uma deles, né, o julgamento foi feito e a pena executada conforme as ‘leis’ dos subversivos ao arrepio das leis que só o outro lado agora é cobrado. Se gosta tanto de Cuba por que não ficou lá? Cubanóides não lutavam pela ‘democracia’, lutavam para trocar a ditadura da época para impor o modelo de DITADURA cubana para todos! A única dessas ‘lutadoras’ que merece respeito foi e é a Vera Sílvia Magalhães que teve a coragem de admitir que não queriam outra coisa senão impor aqui uma ditadura de esquerda, modelo ditadura cubana que perdura até hoje, uma das mais antigas e sanguinárias do mundo e que trata os ‘inimigos do regime’ a Toddynho em spas de luxo que são os calabouços cubanos. A verdade tem de ser toda, não apenas dos sedizentes torturados por serem ‘inimigos do regime’ no Brasil de então. Por que ela não vai lutar por democracia e liberdade em Cuba? Por que se cala ou não faz barulho o bastante diante dos horrores praticados contra os presos POLÍTICOS em Cuba? Cuba não é democracia desde que Fidel matou para conseguir o poder. Democracia que tem presos políticos do próprio povo e não de inimigos externos? Aqui foi errado e em Cuba não é até hoje? Preso político lá é o certo por serem ‘inimigos do regime’ e aqui não? Coerente esse povinho, né? Um primor de honestidade intelectual… Só falta agora dizer que a Vera Sílvia deu a entrevista que deu sob tortura ou que não sabia o que falava por conta da doença ou consequência de torturas. Esse povinho é assim, se alguém cai na real e diz coisas que não agradam ao script deles de santos de esquerda aí é doente, está sendo vendido/a, é traidor e sabe-se lá mais do que rotulam. E nem se compara a importância de uma Vera Silvia para toda essa lenda com figurantes de reserva técnica. Millôr Fernandes bem dizia: estavam é fazendo investimento. Continua rendendo a militância. Ou pelas gordas indenizações pagas pelos nada têm a ver com a loucura toda, ou pelos livrecos que fazem em toneladas ou ambas as coisas. Quando essa aí for para a rua com cartazes pedindo o fim da ditadura cubana por ser tão abominável quanto a brasileira da época merecerá algum tipo de consideração. O resto é só autopromoção em cima de uma lenda sem santos, salvo as vítimas inocentes que foram feitas e não foi só do lado do poder de então. Já assumiu o lado negro da força que escolheu? Não? Está esperando o quê? Quem passou por Cuba foi lá fazer curso de quê? De culinária? Haja paciência! Fazem disso meio de vida ou estar em evidência. Ninguém aguenta mais.

  • Carlos Henrique diz: 28 de agosto de 2014

    A comentarista liaseal cobra coerência sendo incoerente.

    Critica a brutalidade em Cuba, mas acha ruim que a brutalidade da ditadura brasileira seja posta às claras.

  • João Carlos diz: 28 de agosto de 2014

    Torturador é torturador em qualquer lugar do mundo.
    Se fosse na Argentina, estariam apodrecendo nas prisões.

  • Reimar diz: 29 de agosto de 2014

    caro Carlos Henrique,

    A Liaseal não disse em nenhum momento que a brutalidade da ditadura brasileira não fosse posta as claras. Apenas disse, que ambos os lados deveriam ser postos às claras. Todo brasileiro, excluindo os esquerdopatas, pensam assim.

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