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Obras da alça de contorno não avançam, diz conselho

08 de setembro de 2014 3

Embora as máquinas estejam no local desde o dia 29 de maio, pouco se fez pela obra que deve desviar 18 mil veículos pesados por dia nos trechos São José, Biguaçu e Palhoça da BR-101. A análise é do Conselho Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis (Comdes), que se reuniu na Asssociação Catarinense de Engenheiro para discutir o andamento dos trabalhos.

Ao todo, oito comunidades indígenas podem sofrer intervenção por causa do traçado, sendo que a comunidade mais próxima ao trecho fica a 3,3 quilômetros. E a cena mais esperada dos últimos capítulos dessa trama tinha como protagonista a Funai (Fundação Nacional do Índio), que deveria ter apresentado seu parecer sobre o estudo de componente indígena, essencial para obter a licença de instalação nos trechos de Biguaçu e Palhoça, no último sábado (06/09). Questionado sobre a posição, o assessor de comunicação da Fundação, Nuno Nunes, disse não saber de nenhuma decisão.

De outro lado está a ANTT, que não respondeu ainda os ofícios protocolados em julho deste ano, que questionam sobre o andamento das indenizações de toda a Alça de Contorno (separadas por municípios) e sobre a possível alteração de traçado no município de Palhoça e os possíveis impactos sobre as licenças e os prazos da obra. O COMDES permanece no aguardo.

Enquanto alguns problemas, obviamente políticos, não são resolvidos, outras prioridades poderiam ser trabalhadas, como as obras de três tuneis. Afinal, embora não tenha total responsabilidade sobre o atraso, a única e maior beneficiada é Autopista Litoral Sul: não tem como trabalhar, mas continua recebendo.

Enquanto isso,Zena Becker, supervisora do grupo de trabalho Mobilidade Urbana do Comdes, mais otimista, afirma que o Conselho precisa criar uma estratégia bem pensada para que a licença de instalação enfim saia. “Vamos continuar acompanhando o cronograma das obras e cobrar o governo para que a obra alavanque. Os trabalhos estão muito atrasados”, afirma.

 

 

comentários

Comentários (3)

  • Serafim mantelli diz: 8 de setembro de 2014

    Estes atrasos são normais, pois Florianópolis detém o título de campeã em obras que não saem do papel.

  • Jorge Brodt diz: 9 de setembro de 2014

    Não precisa ser “vidente” ou ter “bola de cristal” para prever que esse trecho entrará em colapso total a curto prazo por ineficiência do poder público.
    Fui à Porto Alegre há dez dias. A BR-101/RS está uma beleza, o asfalto é um tapete, a Free Way não preciso comentar.

  • Carlos Henrique diz: 9 de setembro de 2014

    Essa obra vai demorar décadas, são 3 túneis e terreno muito acidentado em boa parte do traçado.

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