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Atentados à sociedade

03 de outubro de 2014 0
Foto: Cristiano Estrela / Agência RBS

Foto: Cristiano Estrela / Agência RBS

Um olhar mais detalhado sobre o impacto da nova onda de ataques e consequente decisão de restringir as linhas de ônibus exatamente nos horários de pico revela a face mais cruel dos atentados recentes: viramos reféns não só da violência orquestrada no coração do sistema prisional catarinense, mas também do oportunismo de um sindicato que há muito conduz com mão de ferro quando e como Florianópolis deve parar. Pelo menos 600 mil usuários tiveram sua vida alterada de alguma forma por conta do toque de recolher às avessas imposto à Capital nas últimas três noites. Somente entre as 19h e meia-noite, 1.178 horários deixaram de circular diariamente.

Aliás
Defender a segurança dos motoristas e cobradores no exercício da profissão é papel legítimo do Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Coletivo. Mas o fato é que, até hoje, nenhum ônibus foi atacado enquanto circulava sob escolta da PM. E a Polícia Militar tem se colocado de prontidão para garantir a segurança no transporte coletivo. Ou seja, nesta eterna queda de braço entre poder público e Sintraturb, quem paga o pato, mais uma vez, é o estudante que não pôde ir à aula nas últimas três noites. Ou o trabalhador que viu sua jornada de trabalho alterada. Sem contar a despesa extra de empresas com vans e táxis para garantir o retorno dos funcionários em segurança.

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