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Moeda Verde: Dário Berger livre de investigação do MPF

29 de outubro de 2014 7
Foto: Flávio Neves, BD, 15/10/2007

Foto: Flávio Neves, BD, 15/10/2007

O Ministério Público Federal (MPF) entregou os autos da Operação Moeda Verde à Justiça Federal em Florianópolis, requerendo o arquivamento de casos prescritos e de casos em que não se caracterizou crime. Entre os pedidos de arquivamento está a investigação que envolvia o ex-prefeito e senador eleito Dário Elias Berger.

O documento pede o arquivamento de 19 crimes que já estavam prescritos. No total, 44 pessoas tiveram o crime prescrito ou foi pedida a remessa do caso para a Justiça Estadual, mas algumas delas responderão por outros delitos em que ainda serão denunciados. O documento é assinado pelos procuradores da República Eduardo Barragan Serôa da Motta e João Marques Brandão Néto.

Leia mais:
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Julho de 2011 - Quatro anos depois do escândalo, inquérito da Moeda Verde está parado na Justiça
Abril de 2013 - Após seis anos, inquérito da Operação Moeda Verde segue para Brasília


Entenda o caso

A operação teve início em 25 de junho de 2006, para apurar crimes ambientais, mas já havia apurações desde 21 de dezembro de 2005. Houve investigações, inclusive monitoramento telefônico, de 27 de julho a 19 de dezembro de 2006. Em abril de 2007, a Polícia Federal fez a análise e o cruzamento das informações contidas no material até então colhido.

Em 20 de abril de 2007, se iniciou a fase aguda e de maior repercussão da Operação Moeda Verde, quando foi efetuado um relatório pela Polícia, no qual foram apresentados diversos requerimentos, em especial de prisão temporária de 22 pessoas, além de busca e apreensão em 28 lugares.

Em 15 de outubro de 2007, a Polícia Federal indiciou 56 pessoas na operação. Em 22 de outubro do mesmo ano, o juiz que atuava no caso se deu por absolutamente incompetente para processar o feito e o remeteu para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O MPF recorreu contra essa decisão em 26 de outubro.

O processo tramitou no TRF4 até 23 de janeiro de 2013, quando foi remetido para Brasília, em decorrência de um dos indiciados ter adquirido privilégio de foro. Um ano depois, uma parte voltou a Florianópolis, onde, após quase um ano de análise dos 30 volumes e 101 apensos, com média de 200 folhas por volume, começaram a ser feitos os encaminhamentos.

 

comentários

Comentários (7)

  • Jeovani Mathias de Mello diz: 29 de outubro de 2014

    SERÁ PQ DEMOROU NÉ? AFASTARAM A DELEGADA DO CASO, ENVIARAM ELA PARA OUTRO ESTADO. ESPERARAM A MIDIA SE CALAR. HJ APOS O DARIO SER ELEITO, ESTÁ LIVRE DAS ACUSAÇÕES. TUDO MUITO COMODO. VAMOS DEIXAR TUDO AS CLARAS. ESSAS ELEICOES TIVERAM URNAS FRAUDADAS! AQUELE QUE JA ESTAVA NO SENADO MEXEU SEUS PAUSINHOS PARA MANTAR O PUPILO LONGE DAS ACUSACOES,AGORA ESTA COMO ELES QUEREM,SENADO,CAMARA E GOVERNO ESTADUAL NAS MAO! EIS QUE CHEGARA O DIA QUE TODOS SERAO JULGADOS! SEM DIREITO A DEFESA! ESTA ESCRITO.

  • Marcos diz: 29 de outubro de 2014

    Nojo de ser brasileiro!E Santa Catarina ainda diz que quer mudanças!Elege um senador que não foi inocentado!Simplesmente porque a justiça provavelmente por forças maiores não quis ou não fez questão de trabalhar neste caso. Me pergunto por qual motivo…

  • carlos diz: 29 de outubro de 2014

    Como é bom ser político no Brasil, ganham salário milionários, tem foro privilegiado, cometem crime e são defendidos por essa justiça podre e ainda se elegem pelos votos dos otários.

  • Valdi Francisco diz: 29 de outubro de 2014

    Esse Ministério Público é um circo e os palhaços são todos nós. Sinto nojo da justiça brasileira.

  • Max Antonio diz: 30 de outubro de 2014

    Simplesmente, dá asco! Certamente, se ele não fosse eleito, a história seria contada de outra forma. É a podridão que envolve a política brasileira. E aí, existem processos simples de devolução de correção de imposto de renda que mofam na Justiça há anos. Como acreditar numa Justiça, assim?

  • Maurício Cardoso diz: 30 de outubro de 2014

    Prezado jornalista, cuidado com esse erro crasso comum na mídia. Pode parecer banal, mas não é. Privilégio diz respeito a pessoa, na sua individualidade. No serviço público é inconstitucional, fere o princípio da igualdade previsto no art. 5º da CF. Prerrogativa é diferente pois diz respeito a função exercida por aquela pessoa que em razão da mesma tem um tratamento diferenciado como é o caso dos parlamentares. É constitucional e está previsto no art. 53º da CF.

  • Luis diz: 1 de novembro de 2014

    Martini, tua nota é “silenciosa” mas, nas entrelinhas, ecoas o sentimento popular: IMPUNIDADE! Chicanas mil, anulações de prova, prescrições de pena, atrasos mil, recursos mil. Ao menos a imprensa teve acesso às gravações. De alguma forma, alguma punição ouve, com injustiças pontuais . Pena é o teu colega…o “indignado”, não tem??? Aquele “advogado” automático do “empreendopicareta”. Justiça? Só pra preto, pobre, puta…e petista.

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