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Reta final da CPI da Casa Rosa

08 de novembro de 2014 6
Foto: Charles Guerra / Agência RBS

Foto: Charles Guerra / Agência RBS

A CPI da Casa Rosa, que investiga a legalidade do negócio de R$ 123 milhões entre Ministério Público Estadual e a Becker Construção Civil, está na etapa de redação do relatório final. A previsão do deputado Jailson Lima (PT) é apresentar as conclusões no próximo dia 19. A dúvida agora é sobre como encaixar informação repassada por meio do ofício 26149, de 11 de setembro, do Banco Central destinado ao presidente da comissão Mauro de Nadal (PMDB).

No documento, o BC admite que após o cruzamento de dados, foi possível identificar por meio do COAF a movimentação atípica/suspeita de alguns nomes envolvidos na transação, mas que não pode revelá-los porque o âmbito da investigação é estadual.

Com base neste impasse legal, a Assembleia ingressou com mandado de segurança junto ao STF interpelando o presidente do BC para que seja relatada as ditas movimentações. O temor de alguns envolvidos é que não dê tempo de incluir esta importante peça no relatório final por conta dos prazos exíguos.

Este Visor também teve acesso a depoimentos de testemunhas da CPI que são categóricas em afirmar: o custo total do negócio não ultrapassa, mesmo com sobras, R$ 53 milhões. Dos cinco parlamentares que integram a CPI, quatro não estarão na próxima legislatura, restando apenas o presidente Nadal. Logo, a expectativa é de que não vire pizza. Até porque, mais de R$ 3o milhões já foram pagos, a e obra nem sequer começou (foto).

Contraponto

Nas reiteradas vezes em que foi questionado sobre o caso, o MP-SC reafirma por meio de nota oficial sua confiança na legalidade e regularidade da compra do imóvel localizado na rua Bocaiúva.

Histórico do caso:

Fevereiro:
::: Afastamento de Titon pode ter efeitos na articulação da CPI do MP-SC

Março:
::: Uma vez embargado pelo Ministério Público, prefeitura barra construção do agora novo prédio do próprio MP
::: Nova CPI da AL deve ser protocolada na quarta-feira
::: Investigação do Ministério Público divide partidos na Assembleia
::: Jailson Lima rebate críticas do MP e defende criação de CPI da Casa Rosa
::: “A CPI é um instrumento político da Assembleia”, diz Lio Marcos Marin
::: Deputado adia entrega de requerimento que cria CPI da Casa Rosa

Abril:
::: Pedido de CPI para investigar Ministério Público é protocolado na Assembleia
::: CPI da Casa Rosa ainda aguarda definições na Assembleia Legislativa

Maio:
::: Apenas com PMDB, PT e PSOL, Assembleia define deputados que vão integrar CPI da Casa Rosa
::: Assembleia Legislativa instala CPI que vai investigar compra de imóvel pelo Ministério Público

comentários

Comentários (6)

  • Luis diz: 8 de novembro de 2014

    E não é “apenas” a questão de alguns “milhõeszinhos”. Nosso MPE comporta-se como Pilates, lavando as mãos mesmo quando inquirido quanto a providencial, conveniente e sumária modificação de zoneamento e quanto à célere “resolução” da questão ambiental. Disseram os próceres imaculados do promotorato: as questões estavam resolvidas… Eles nunca tiveram o mínimo interesse em saber como se resolvem questões ambientais aqui, como se modificam zoneamentos e gabaritos a granel. Nossas excelências, com suas adiposidades glúteas bem acomodadas nas confortáveis poltronas da Casa do Barão, com suas sinecuras e altos salários, não vão se impertigar, não é mesmo??? Parece que isto não lhes compete, delegam ao MPF e, depois, gracejam quando a coisa entra na cadeia da impunidade, das chicanas: “pirotecnia”, “não disse?”. A quem vamos exigir recato, moralidade?? Às putas?? Venham com campanhazinha anti-corrupção, venham!!!

  • Usuário do SUS diz: 8 de novembro de 2014

    A questão é a seguinte: Para que um palácio para uma repartição pública?
    Um hospital público bem equipado não custa a metade desse valor estapafúrdio que os fiscais dos fiscais querem gastar.
    Queremos Hospitais e Escolas públicas decentes para o nosso povo.
    Chega de mordomias e privilégios para uma elite do funcionalismo público.

  • Jose Carlos Souza Jr diz: 8 de novembro de 2014

    Gente do céu. R$ 70 milhões de ágio e pedágio !! Que situação estranhíssima !

  • José Carlos Souza Jr diz: 8 de novembro de 2014

    Está construtora não tinha impedimentos (cnd’s irregulares) e portanto impedimentos, conforme lei 8666 para ser a vencedora do edital ?

  • João Paulo diz: 9 de novembro de 2014

    A quantidade de chutão é algo impressionante. Pior é o povo ainda cair em qualquer bobagem… 53 milhões por 27000m2 de área construída?? Não dá nem o CUB, sem contar o terreno e o local… Se teve algo errado ou não, só o final da investigação dirá… Mas é estranha a parcialidade do colunista, que vem sempre com notinhas sobre o assunto na linha do relator da CPI, que inclusive teria obrigação de guardar sigilo com documentos como o relatório do COAF, que identifica operação “atípica”, e não operação “suspeita”… Mas, quem tem a caneta escreve como quer, para criar o clima que deseja. Concordo que poderiam ter outras prioridades do que um prédio, mas daí confundir as coisas, botar todo mundo na vala comum é típico do nosso jeito mesmo, generalizar sem conhecer as coisas. Até a campanha de combate a corrupção, premiada pela ONU, entra na vala comum…

  • Luis diz: 11 de novembro de 2014

    João,
    Quem é o chutador??
    área de 20 mil m2 construída X CUB de 2mil ( 1,5 CUB, vamos botar pra cima) = 40 milhões + terreno de 10,5 milhões = 50,5 milhões , mas vamos dar uma upgrade pra ti e os teus não chiarem, vamos por 70 milhões. Cadê os outros 50????
    E o aluguel de sede anterior, e a “questão telefônica”?
    E a multa paga pelo construtor para o “funcionário municipal”??
    E a modificação de zoneamento providencial?
    Porque todo tribunal que se preze tem que exigir sede nova, cara, com vista, ao lado… Quem paga? É a mamãe??? Resquício do Brasil colonial, das “ôtoridades”? Cadê o padrão sueco de juiz, promotor, todos respeitáveis porem meros, eficientes e probos FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS????

    Ah, João, somos todos chutadores, né?????
    Meu sonho, como funcionário do executivo estadual, João, é um dia ter isonomia salarial com o escalão inferior de TCs, TJs e MPs da vida… Trabalhas lá?

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