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Suposto cemitério indígena barra obra do elevado do Rio Tavares por tempo indeterminado

17 de março de 2015 16

Como diz o ditado popular, nada é tão ruim que não possa piorar. A prefeitura de Florianópolis planejava assinar a ordem de serviço para o início das obras do elevado do Rio Tavares, no Sul da Ilha, no próximo dia 23, em meio às comemorações do aniversário da cidade.

Seria a tão aguardada largada para aquela que atualmente é considerada a mais importante obra de mobilidade da Capital, capaz de amenizar o sofrimento diário de milhares de moradores do Sul da Ilha no trânsito. No entanto, uma notificação do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) fez a administração municipal suspender o início das obras por tempo indeterminado.

De acordo com instituto, na região onde será construído o viaduto pode, isso mesmo, pode, não há certeza, existir um sambaqui, que para quem não sabe se trata de um cemitério indígena. O Iphan informou que só autoriza o início da obra depois que a prefeitura procurar, encontrar e remover o dito sambaqui, trabalho que pode se arrastar por meses a fio.

O cemitério é mencionado em uma obra da década de 1950 do padre João Alfredo Horn, religioso que catalogou os principais sítios arqueológicos da Ilha de Santa Catarina, mas os técnicos do Iphan não sabem sua localização exata.

Ainda nesta semana representantes da prefeitura devem ir à Brasília tentar audiência com a presidente nacional do IPHAN, a fim de conseguir a autorização para iniciar a obra com a vigilância de um geógrafo, já contratado pela prefeitura acompanhar os trabalhos.

comentários

Comentários (16)

  • Juquinha diz: 17 de março de 2015

    Não é preciso dizer mais nada, apenas que aprendi #sqn que sambaqui é um cemitério indígena!!! Assim como baleia é peixe, tubarão mamífero e assim vai.
    Viva a inprença catarinense, ensinando as novas gerações!!!!

  • Rafael diz: 17 de março de 2015

    Era só o que faltavaaaaa…
    Que país é esse???

  • Ivo diz: 17 de março de 2015

    Ah! meu caro Martini! Não dá para acreditar em suposições! Daqui à pouco vão dizer que existe no trajeto um “formigueiro”, ou quem sabe mesmo um cemitério de pulgas! Daí, vai toda a penca para Brasília tentar a liberação! E fica neste lero-lero de cá pra lá, de lá pra cá! E o nosso prefeito Cesar fazendo turismo como sempre!

  • Eustaquio Gomerindo diz: 17 de março de 2015

    Elevado do Rio Tavares não agiliza nada, não desafoga nada, é desperdício de dinheiro público em prol de propaganda eleitoral do prefeito. Duplicar a partir do trevo da seta até o trevo do Erasmo que é o mais certo e realmente vai desafogar o trânsito, isso a prefeitura não faz.

  • Wilson Miranda diz: 17 de março de 2015

    Engraçado é que se existir o cemitério ele é tão importante que não sabem nem onde ele fica.

  • Lucas Machado diz: 18 de março de 2015

    Então é mais importante construir um elevado do que preservar um sítio arqueológico? Não parece ser esse o procedimento das “Europas” que tanto se vê Globo e afiliadas louvarem…
    Me pergunto se o descaso seria o mesmo se o sítio em questão fosse de “bandeirantes” ou de outras personagens de que a História oficial tanto se orgulha.
    Tá preocupado com o transporte em Florianópolis, seu Martini? Então começa a protestar em favor de meios alternativos de transporte (ônibus de qualidade, ciclovias etc.) e formas inteligentes de se utilizar o espaço urbano (descentralização das funções públicas, espaço urbano com vários usos etc.)
    Do jeito que está escrita o texto, parece que o senhor simplesmente não se importa com a história indígena, o que de certo não deve ser a posição da RBS, que tanto preza a democracia.

    ps: o nome do padre, que por sinal é só um dos mais importantes arqueólogos brasileiros, é “Rohr”, e não “Horn”.

  • Eduardo Faria diz: 18 de março de 2015

    Se os dois ou três quilômetros de estradas que estavam sendo construídas, que ligam a rodovia da Tapera ao Aeroporto, fossem concluídos, poderíamos esperar alguns anos pela construção deste elevado, já que o alívio no trânsito na SC 405 seria de pelo menos 50%. As obras pararam de uma hora para outra, não há explicação e tampouco a imprensa se interessou.
    Além disso, sambaquis são realmente importantes. Não se trata apenas de um cemitério indígena. É, na verdade, uma área que abriga milhares de anos (sim, milhares, mesmo) de resquícios da vida humana préhistórica. Por favor, não trate algo assim com ironia. Se não, corremos o risco de nos comportarmos como o Estado Islâmico e aqueles outros grupos jihadistas do Afeganistão e do Iraque que, além de tantos outros desastres que provocam, dedicam-se a destruir sítios históricos. Eles são fanáticos religiosos equivocados, nós, ao atropelarmos sambaquis, poderíamos nos tornar fanáticos pelo desenvolvimento automobilístico não menos equivocado.

  • sylvio renato dutra diz: 18 de março de 2015

    É muita enrolaçao. Só falta descobrir um cemiterio de piolhos

  • Julio Oliveira diz: 18 de março de 2015

    Então quer dizer que os transtornos sofridos pelos moradores e, na temporada, turistas do sul da ilha serão prolongados mais ainda com base em “achismo”? O Iphan que indique com precisão onde fica esse sambaqui e trate de remove-lo. É fácil embargar a obra e jogar toda a responsabilidade para cima da prefeitura.

  • Mane diz: 18 de março de 2015

    Da licença né o! Tiraram daonde essa palhaçada ai, cemiterio de indio descoberto nos anos 50, que não sabem nem exatamente onde fica, essa obra é pra ontem! Desculpa pra boi dormir. Elevado ja!!

  • Marcelo Fidallgo diz: 18 de março de 2015

    Prezado Martini,
    Uma solução imediata, prática e a custo zero para o problema da mobilidade para quem vive no sul da ilha seria liberar a passagem pala Base Aérea de Florianópolis. É ridículo ver o sofrimento de quem vive no sul da ilha sabendo que a simples liberação do trânsito pela rodovia que corta a base aérea resolveria em muito o problema. Falta de bom senso do comando pois a parte que se refere a Base Aérea é totalmente cercada sem acesso pela rodovia. O que eles não querem é a circulação de carros pelo “condomínio fechado” em que os nobres militares vivem. É um verdadeiro absurdo a população que sustenta esses senhores ter que dar uma volta enorme para chegar logo ali na tapera.
    Penso que você poderia encabeçar uma campanha pela liberação deste acesso o que seria uma revolução para o trânsito de Florianópolis
    Abraço,

    Marcelo

  • Eustaquio Gomerindo diz: 18 de março de 2015

    Por que vcs colocam espaço para comentários se vc não publicam os coments?

  • Caio diz: 18 de março de 2015

    É uma piada… Vamo pra cima desse Iphan. A cidade não pode mais esperar.

  • Sérgio Luiz Selbach diz: 18 de março de 2015

    É o país da palhaçada pronta ! Mas cá prá nós, sem Aeroporto, sem os novos acessos, esse ELEVADO é tão útil como esse tal de IPHAN ! , kkk kkk

  • Rafael diz: 18 de março de 2015

    São enormes montanhas erguidas em baías, praias ou na foz de grandes rios por povos que habitaram o litoral do Brasil na Pré-História. Eles são formados principalmente por cascas de moluscos – a própria origem tupi da palavra sambaqui significa “amontoado de conchas”. Mas essas elevações também contêm ossos de mamíferos, equipamentos primitivos de pesca e até objetos de arte, num verdadeiro arquivo pré-histórico. 

  • Elio Martins diz: 19 de março de 2015

    O cemitério é tão real e tão importante que não se sabe precisamente onde fica. Isso é inacreditável…

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