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Política se faz olhando para a frente, dizia Luiz Henrique

11 de maio de 2015 0
Foto: Obra Dom Quixote de Cervantes de Pablo Picasso / Reprodução

Foto: Obra Dom Quixote de Cervantes de Pablo Picasso / Reprodução

Luiz Henrique da Silveira era um homem refinado. Discorria sobre qualquer assunto com conhecimento de causa. Adorava ler muito e escrever. Um profundo conhecedor de Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote de La Mancha, considerada a melhor obra de ficção de todos os tempos. Pano rápido: o encanto do livro nasce exatamente do descompasso entre o idealismo do protagonista e a realidade na qual ele atua. O inverso dos 75 anos vividos intensamente por Luis Henrique.

LHS sempre dizia: política se faz olhando para a frente. Não gostava de negociar com o fígado. O que passou, passou, dizia. Os anos de trabalho lhe renderam o reconhecimento de  leal, honesto e equilibrado. Luiz Henrique era a personificação do homem público. Forjado na arte do ouvir, dizer não e articular sem parar. Cada passo era pensado como num tabuleiro de xadrez. Só que por vezes os movimentos nem sempre resultaram em xeque-mate. Afinal, era de carne e osso.

Ele também cometeu erros. Neste momento são apenas reminiscências. Mas quem antes havia governado sem oposição ? Ou construído uma polialiança com distribuição de cargos baseada na geografia das urnas, como gostava de analisar? O homem se foi, entra para a história o nome que ainda vai batizar muitos estádios, ruas, avenidas e… centro de eventos estado afora. A sensação é de que o capitão do time saiu de campo. Sem tempo de passar a braçadeira para ninguém.

 

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