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Estado adia transferência de carga na Ponte Hercílio Luz para próxima etapa da obra

10 de junho de 2015 10

ponte

Para os leigos no assunto, como este colunista, o termo “transferência de carga” lembra uma aula de física na escola. Para os técnicos, trata-se da parte mais delicada e trabalhosa na etapa da restauração da Ponte Hercílio Luz. Na prática, significa montar uma estrutura similar às palmas das mãos viradas para cima, dando a sustentação necessária ao maior símbolo catarinense contra um possível colapso. A imagem não é fruto de alguma imaginação fértil, ela consta no ofício número 80/2012 encaminhado pelo engenheiro fiscal da obra à diretoria de Obras e Transportes do Deinfra. Foi neste documento que surgiu pela primeira vez a expressão “Ponte Segura”, termo criado pelo governo do Estado para dar uma satisfação à opinião pública diante do atraso nas obras e impossibilidade de entregá-la nos prazos prometidos.
O ofício também diz que para que se conclua a operação Ponte Segura é necessária a dita “transferência de carga.” Isso só será possível com a instalação de 54 macacos hidráulicos que, por meio de um software, irão fazer a compensação do peso ao longo de toda a ponte, até que as cinco mil toneladas estejam devidamente assentadas sob os macacos e o restante da base em formato da palma das mãos. Somente assim seria possível a retirada dos olhais de sustentação da Ponte, exatamente os mesmos com o maior risco de ruptura por conta da corrosão.
O presidente do Deinfra, Wanderley Agostini, esteve nesta quarta-feira fazendo uma vistoria no canteiro de obras. Ressaltou que o ritmo dos trabalhos está acelerado e dentro do previsto. Verdade.
Faltava dizer que transferência de carga não está prevista neste contrato de R $ 10,3 milhões com dispensa de licitação em regime emergencial. Mas nesta quarta-feira Agostini admitiu, pela primeira vez, que a operação ficará para a próxima etapa, já que só o custo dos macacos hidráulicos é de R$ 11 milhões. Por enquanto, serão erguidas quatro torres que vão funcionar como estacas gigantescas para segurar a ponte (foto acima). Ou seja, o termo ponte segura está mais alicerçado em retórica do que em uma base sólida.

comentários

Comentários (10)

  • Recruta Zero diz: 10 de junho de 2015

    Ou seja, nada de substancialmente válido à recuperação da Hercílio Luz será realizado agora. Vai ficar para outro governo novamente. Mais um engodo e gasto elevado sem resultado definitivo. A novela está começando a ficar chata, muita reprise. Está na hora de trocar a fita do tape.

  • Alemão diz: 10 de junho de 2015

    E ai Governador. Explica esta agora. Qual sera sua mentira desta vez. Não era o mesmo valor da outra empreiteiro. Agora não são mais R$ 10,3 milhões e sim R$ 21,3 Milhões. Justifica.

  • Fernando Avaiano Feliz diz: 10 de junho de 2015

    Como posso ler tanta asneira sobre a ponte. Um diz “tomara que caia este câncer”, outro diz “ninguém gosta deste ferro velho”.
    A Ponte Hercílio Luz é o maior símbolo de SC. Foi eleita pelo próprio povo catarinense. Não dá para imaginar Floripa sem sua ponte.
    Que os políticos parem de fazer farra com nosso dinheiro e nos devolvam de uma vez nosso maior cartão postal.

  • BAR diz: 10 de junho de 2015

    O QUE LEVA A GRANDE MAIORIA DO POVO (aquele que tem vergonha na cara e se porta como gado de corte) PAGANDO IMPOSTO PARA QUE UMA PARCELA DA SOCIEDADE VIVA NUM ESTILO DE MONARQUIA QUE É FORMADA POR MEMBROS DO EXECUTIVO, LEGISLATIVO, JUDICIÁRIO E TRIBUNAIS DE CONTAS E DO TRABALHO. DEPOIS TODOS ACABAM PERDENDO, PRINCIPALMENTE O GADO DE CORTE.

  • BAR diz: 10 de junho de 2015

    COMENTEI A PONTE E NÃO APARECI.

    APROVEITANDO O ASSUNTO MOBILIDADE… O DEPUTADO ANTONIO EDU VIEIRA FOI “SEPULTADO”????

  • Felipe diz: 11 de junho de 2015

    ATÉ quando vão ficar insistindo com esta ponte.

    Derruba este ferro velho e constrói uma nova do ZERO.

    Isso PARECE só servir para CORRUPÇÃO.

    Só a RBS e os Políticos gostam desta ponte.

  • rogerio diz: 11 de junho de 2015

    Já que a “transferência de carga” não foi contemplada, talvez a “transparência de cargo” pudesse acalmar o ânimo dos mais exaltados…
    Minha sugestão é que o governo informe quanto foi gasto na ponte desde o seu fechamento há mais de trinta anos!

  • Milton Freitas Borges diz: 11 de junho de 2015

    Seria interessante fazer-se um plebiscito para saber o que a população acha sobre manter a ponte como está (gastando recursos há 30 anos), derrubar e construir outra ou arrumar definitivamente (mostrando qual custo e qual sua vida útil). Não temos condições de manter um “cartão postal” com um custo tão elevado. Acho que o estado deveria ter outras prioridades com este recurso. Se não temos $$ ou tecnologia para arrumar um dia ela vai cair.
    A Tour Eiffel tem equipes de manutenção diária (e ingresso para visitar) A Golden Gate idem (com pedágio). A nossa só despesa. Nenhuma receita oriunda dela. Com manutenção duram a vida toda. E podem ser fonte de renda.

  • Luís diz: 11 de junho de 2015

    Moro em Floripa há quase 3 anos e já estou começando a entender o ódio da população por essa ponte.

  • Vanda diz: 12 de junho de 2015

    Seria interessante a PF e o Ministério Público investigar esta obra que nunca acaba é só dinheiro que vai pro ralo sem uma única conclusão.
    Fazem tanta questão em manter este ferro velho de pé que não pensa que com o valor que já foi gasto daria pra fazer uma réplica com material moderno.

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