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Papo rápido com Augusto Cury

06 de setembro de 2015 1

O psiquiatra e autor de “Pais Inteligentes Formam Sucessores, Não Herdeiros” faz palestra na próxima terça, dia 8, no Centrosul, em Florianópolis. Ele já vendeu 22 milhões de livros.

Qual é a principal dificuldade que os pais enfrentam na educação dos filhos?

As dificuldades são muitas, pois é mais fácil governar uma cidade ou um país do que educar uma criança. Então, como podemos fazer isso? Valorizando e oferecendo às crianças e aos jovens o que de fato precisam: aquilo que o dinheiro não compra. Eles necessitam de menos presentes e mais brincadeiras, menos celulares e mais diálogo. Na tentativa de tornar os filhos seres humanos melhores, muitos pais os corrigem, porém sem refletir sobre o instrumento de correção que usam. Supervalorizam o mais pobre dos pensamentos, o dialético, que, por ser unifocal e lógico, considera excessivamente o comportamento exterior e não os conflitos que motivam esses comportamentos. Pais que são excessivamente lógicos, cartesianos, enfim, dialéticos, são intolerantes, corrigem defeitos, mas não destacam causas, portanto, bloqueiam a formação de mentes livres, resilientes e maduras.

O senhor percebe que atualmente há mais herdeiros do que sucessores?

Certamente há. Sempre falo que é muito mais fácil formar herdeiros do que sucessores. Herdeiros são gastadores inconsequentes; já sucessores preservam ou multiplicam o que herdam, pensam a médio e longo prazo. Sucessores não são pessoas geniais, portadoras de dons cerebrais extraordinários. A diferença é que aprenderam intuitivamente as ferramentas básicas para gerir a emoção. Sem que se formem sucessores criativos, ousados, estrategistas, que pensem a médio e longo prazo e vivam sob a “lei do maior esforço”, as famílias serão fragmentadas, as empresas pedirão falência, as nações entrarão em decadência e os recursos do meio ambiente se esgotarão.

Uma das maiores ferramentas que os pais e professores devem ensinar aos seus filhos e aos alunos é a transparência, a coragem de falar sobre si mesmos, sobre suas crises, perdas e falhas.

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comentários

Comentários (1)

  • Raquel Ziliotto diz: 9 de setembro de 2015

    Sou uma admiradora do Dr. Augusto Cury! Uma pena que não vi nenhuma divulgação da palestra. Espero ter outra oportunidade.

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