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Delegado de Joinville acusa estagiária de furtar mouse pad

16 de outubro de 2015 5

O caso da faxineira autuada pelo furto de um bombom na superintendência da Polícia Federal em Roraima ganhou destaque nacional pela desproporção da medida. Em Santa Catarina um caso parecido promete dar o que falar. Recentemente, uma jovem de 19 que trabalhava como estagiária na 2ª DP em Joinville foi acusada por um delegado de furtar um mouse pad, pequeno utensílio emborrachado usado como base do mouse do computador. No mercado, custa em média R$ 13. Detalhe, a estudante garante que a peça era sua e que foi até a DP apenas para pegar seus pertences, após ter sido desligada da função uma semana antes. O delegado que fez a denúncia, utilizando-se de uma funcionária como testemunha, nem sequer abriu inquérito. Os demais policiais da DP, revoltados com a prática, levaram o caso ao Sinpol, que está acompanhando o caso e dando apoio à ex-estagiária. O Visor tentou contato com o delegado mas não conseguiu.

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comentários

Comentários (5)

  • Paulo Henrique diz: 16 de outubro de 2015

    Por mais ridículo que seja o caso, tanto o delegado do bombom quanto o do mousepad podem ter agido corretamente (digo podem pois não tenho acesso ao caso completo). Ao contrário do que se fala, não necessariamente houve um excesso de autoridade ou egos inflados.

    O delegado é o funcionário público responsável pela investigação e denúncia de crimes, portanto ele não pode, de forma alguma, deixar um crime passar em branco, sob pena de ele mesmo incorrer em prevaricação.

    O que ocorre é que o delegado é obrigado a abrir o inquérito e enviar ao MP, que fará seu parecer posteriormente pelo arquivamento da denúncia pela insignificância do valor da coisa, o que pode ser acatado ou não pelo juiz da causa. O delegado deve atuar principalmente no caso do mousepad, que possivelmente é propriedade do Estado.

    A sociedade tende a se revoltar quando vê casos assim, mas precisa entender que o delegado deve cumprir sua função. Um exemplo clássico de revolta da população com a polícia é quando ocorre algum homicídio em legítima defesa.

    A polícia, ou seja o delegado, não pode deixar de investigar e deixar de denunciar porque ele entende ser legitima defesa. O delegado É OBRIGADO a investigar, ainda, se pegar o caso em flagrante delito, ele é obrigado a prender, mesmo sabendo ser legitima defesa.

    O trabalho do delegado é levar a investigação ao MP e ao JUIZ, sendo que o MP dará seu parecer e SOMENTE O JUIZ PODE DECIDIR PELO ARQUIVAMENTO, seja por insignificância, legitima defesa ou qualquer outra excludente.

    Então não crucifiquem o delegado. Ele está fazendo seu trabalho, sendo que se não o fizer ele mesmo estará incorrendo em crime de prevaricação.

  • Roberto Copeti diz: 16 de outubro de 2015

    Parabéns! Conseguiu seus 15 minutos de fama. Parece urgente uma avaliação psiquiátrica. Sabe-se lá quais outros desatinos vem cometendo…

  • adilsom diz: 16 de outubro de 2015

    Esta certo o delegado, em Joinville a segurança esta perfeita, não há assaltos a mão armada, homicídios, roubos etc.. Então ele tem que “atacar” pequenos delitos.

  • Mercules diz: 16 de outubro de 2015

    Enquanto isso estupradores, traficantes e assaltantes estão soltos nas ruas, aterrorizando a população da cidade com maior índice de violência do estado…

  • Thiago diz: 17 de outubro de 2015

    Então se o valor do objeto é baixo tá liberado o furto nas repartições públicas? Agiu certo o delegado ao registrar a ocorrência para melhor apuração dos fatos.

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