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Defesa Civil responde sobre nota publicada

23 de outubro de 2015 2

Resposta da Assessoria de Comunicação da Defesa Civil

Sobre nota publicada em sua coluna – Visor – Diário Catarinense.
Rafael, queríamos contribuir com você sobre o que está em desenvolvimento no Estado no Plano de Mitigação de cheias e eventos adversos.
Sobre os seus questionamentos, estudos técnicos desenvolvidos por engenheiros, através de consórcios de empresas, devidamente contratadas para as futuras ações já previstas na Bacia do Itajaí. Todo esse trabalho já foi executado, e amparado num levantamento preliminar da JICA vai apontar quais ações serão mais eficientes para o Rio Itajaí-Açu e seus afluentes, desde o Alto Vale, descendo até o Médio e Chegando ao Baixo Vale do Itajaí/Litoral. Serão aprofundamentos de canal,construção de diques, reforço nos leitos. Tudo estará nesse material.
Para o Itajaí-Mirim já foi realizada a audiência Pública, que trata do melhoramento do canal antigo e retificado. A obra que na primeira etapa deve consumir cerca de R$ 300 mil já está prevista. Estamos aguardando o licenciamento ambiental dos órgãos competentes. A obra vai reduzir significativamente os pontos de alagamentos em Itajaí.
Ainda em relação a Blumenau, um trabalho é desenvolvido para encontrar ações que possam minimizar os efeitos das cheias. Já foram discutidas com prefeitura, órgãos de proteção do Meio Ambiente e instituições filantrópicas algumas possibilidades como um túnel extravasor em linha reta e outras que ainda estão em análise.

O mesmo ocorre para a região de Navegantes e Itajaí, que tende a auxiliar no futuro o setor portuário dos municípios pólo marítimo.

Sobre o Projeto Três Barragens que compreende empreendimentos em Mirim Doce, Petrolândia e Braço do Trombudo já passaram por audiências públicas e estão em fase de liberação de licenciamento ambiental.
No caso do projeto quatro barragens, que envolve duas em Pouso Redondo e duas em Agrolândia qu que sofreram com as cheias nesse dia, há um grupo que age contra a finalização dos estudos. Em Pouso Redondo as conversas tem avançado, em Agrolândia, grupos que não aceitam o empreendimento não permitiram nem mesmo o acesso de profissionais técnicos em áreas particulares para que o levantamento final seja realizado e que possa ser concluído o projeto.

Em Botuverá, já foi realizada audiência pública para a construção da primeira barragem de uso triplo do Brasil e que inicialmente tem como foco conter o volume de água que escoa por cidades como Brusque através do rio Itajaí Mirim e que causam tantos problemas para a região.
Além disso outros projetos semelhantes já estão em execução nas Regiões Sul e Norte. Também ações de resposta rápida em caso de ocorrências naturais que não há como conter, mas minimizar com as orientações que já são repassadas aos Catarinenses.
Não bastasse esses projetos supramencionados, temos a construção do Centro de Monitoramento e Alerta que vai abrigar diversos serviços do Estado num só local, como possibilidade do setor de obras hídricas, hidrologia, meteorologia, emissão de avisos e alertas – que já ocorre, prevenção, resposta – que já ocorre.

Ainda este ano o Estado assumiu a responsabilidade da instalação do Radar do Oeste de Santa Catarina que estava assegurado pelo governo federal, mas que não há como aguardar. Por isso, os trabalhos a cerca desse assunto evoluíram e o Estado vai adquirir com recursos próprios. Também estuda-se a possibilidade do terceiro, para o Sul de Santa Catarina.
Hoje são pelo menos 48 projetos em andamento na Defesa Civil, para uma estrutura enxuta de servidores que somados chega a 70 colaboradores para atender os 295 municípios de Santa Catarina.
Diante disso tudo, é com orgulho que referenciamos o maior investimento da história da Santa Catarina em ações de Defesa Civil. E não só em ação financeira do Estado, que por conseqüência é o único da Federação a ter um fundo específico para Defesa Civil que permite ações emergenciais rápidas. São cerca de R$ 30 milhões anuais disponíveis somente para ações emergenciais – não vincula obras estruturantes, nem custeio.

Paralelo a isso, uma mudança de comportamento de Santa Catarina permitiu a liberação de recursos com mais agilidade em Brasília. Em anos passados, alguns municípios aguardam um, dois, até três anos para receber auxílio de Brasília. Santa Catarina apresentou proposta de o Estado avaliar os danos e dar o aval para a União. Isso possibilitou repasse de recursos com período recorde, cerca de dois e até três meses após o evento registrado. Foi o que aconteceu em Julho no Oeste. Desde setembro, as prefeituras já começaram receber os recursos dos Planos de Trabalhos de Reconstrução. Somente neste ano foram aportados para Santa Catarina através da Defesa Civil, cerca de R$ 25 milhões vindos da União.

Ainda realizamos o Plano de Estiagem no Oeste e temos montado uma ponte por dia para regiões em situação de emergência, nas localidades de interior de Santa Catarina. Sem falar no sistema que vai dispor de um aplicativo, onde a população receberá os avisos já emitidos através do telefone móvel.
Outro fator que mantemos como fonte de dados são as redes sociais que nesses períodos críticos tem mantido patamar de cerca de 2 milhões de pessoas acompanhando a emissão de avisos e ou alertas e prognósticos futuros de brevidade. Temo as redes com maior fluxo de seguidores do Estado, com mais que o dobro da segunda instituição governamental, isso demonstra que chega na grande maioria da população. Além da imprensa que tem sido grande parceria na difusão desses avisos e que estão fazendo valer a preparação de um Estado que não vai deixar de registrar ocorrências, mas assim como Países que sofrem com fenômenos, aprenderam a lidar com os mesmos.

Sobram recursos e empenho, falta gestão antes da crise

comentários

Comentários (2)

  • PFAmaral diz: 23 de outubro de 2015

    Só acho que ficou todo mundo dormindo de touca, no caso da barragem de José Boiteux. Só foram desalojar os índios, quando viram que a situação iria ficar preta. Caso de segurança nacional. Muitos interesses pessoais, principalmente dos políticos. É um tal de esconde esconde danado.As outras duas, de Taió e Ituporanga verteram, e essa em questão, quanto reteve de água? Ou não choveu naquelas paragens.

  • Amilton diz: 24 de outubro de 2015

    A nota de esclarecimento da Defesa Civil apenas confirma as críticas recebidas pelo Visor. Muitos projetos, estudos, levantamentos, muitas análises, e nada de prático que resolva os problemas gerados pelos desastres naturais que frequentemente assolam nosso estado.

    E fazendo um parênteses, será que existe algum projeto para contratar uma Assessoria de Comunicação que possa redigir um texto de acordo com a Língua Portuguesa? Porque esse foi feio!! :(

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