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Resultados da pesquisa por "haitianos"

Empresários que querem contratar haitianos devem comparecer ao ginásio Carlos Alberto Campos

30 de junho de 2015 0
Foto: Betina Humeres

Foto: Betina Humeres

Dos 57 haitianos que chegaram a Florianópolis ontem, 14 resolveram ficar na Capital. Os empresários que quiserem contratar os haitianos devem comparecer ao ginásio Carlos Alberto Campos ao lado do estádio do Figueirense ou fazer contato pelo telefone 3251-6164.

Enquanto isso…
O governo de Santa Catarina ainda não criou o Conselho Estadual do Imigrante e do refugiado. Também não há um centro de referência para atender os imigrantes que chegam, ficando basicamente em ginásios esportivos ou em abrigos mantidos por religiosos.

Haitianos relataram que Banco do Brasil supervaloriza dólar na hora da conversão para o Real
Abaixo a xenofobia

Haitianos relataram que Banco do Brasil supervaloriza dólar na hora da conversão para o Real

29 de junho de 2015 0

Durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa para discutir a estrutura oferecida aos novos imigrantes, haitianos relataram que o Banco do Brasil supervaloriza o dólar na hora da conversão para o Real para enviar dinheiro as familiares no país de origem. Enquanto no mercado a moeda norte-americana é negociado a R$ 3,20, o banco cobra até R$ 3,60.

Leia as últimas notícias sobre os haitianos

Derlei Catarina de Luca: o olhar de uma ex-exilada política sobre os haitianos em SC

28 de maio de 2015 0
Sobre os imigrantes

 1.      Temos obrigação de receber os haitianos?

O Haiti sofreu uma guerra civil e o Exército Brasileiro ocupou o Haiti como força de paz e nunca mais saiu. Se o Exército Brasileiro continua lá significa que o perigo de guerra civil continua. Caso contrário, o Exercito teria saído. Então, qual é a referência que a população haitiana recebe? Quem está lá na sua frente? Brasil e brasileiros. Se a referência deles é o Brasil, é normal que queiram vir para cá.

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 Poderia ser a França, que os colonizou e escravizou. Mas a França, como todo país europeu, suga todas as forças e riquezas da colônia e depois abandona. 

 2.      Os haitianos vão tirar nossos empregos.

Quem é competente e trabalha direito não perde emprego. Eles fazem os trabalhos que os brasileiros não fazem. (Não fazem aqui e vão fazer na Europa e nos EUA)

 3.      Trabalho escravo.

Na falta de argumento, alguns reclamam que os empresários explorarão o trabalho escravo. Para existir trabalho escravo são necessários:

(1) Empresário desonesto 

(2) Ministério do Trabalho inoperante

(3) Sindicato conivente

Concordo que um ou outro podem acontecer. Mas os três ao mesmo tempo, seria desacreditar totalmente no meu país.

 4.      Somos descendentes de imigrantes:

Os únicos com direito a reclamar são os indígenas. Viemos para cá sem convite, roubamos suas terras, destruímos seu modo de vida, desmoralizamos seus deuses.

Nossos antepassados açorianos, italianos, madeirenses, alemães, poloneses vieram para cá em busca de uma vida melhor. Os imigrantes atuais também.  Buscam um lugar bom de viver. Tomara que encontrem aqui, nesta terra que sempre soube acolher imigrantes.

 5.      Eram outros tempos. Não existem outros tempos. Quando nossos antepassados aqui chegaram há quase 140 anos, a terra era povoada pelos guaranis, carijós e outros. Não era despovoada. E os indígenas não tiveram qualquer chance. Então, em nome dos nossos antepassados, tratemos bem os imigrantes atuais.

 6.      O ACRE que fique com eles:

O problema da ilha de Lampedusa é igual ao do Acre. Na Europa os imigrantes chegam pela ilha mais próxima do território europeu. É lógico. O Acre é a fronteira mais próxima do Peru. Os imigrantes estão chegando ao Brasil; o Acre é apenas o ponto de chegada.

 7.      MOBILIDADE – a humanidade sempre se moveu. Tal mobilidade é histórica, descrita em textos sagrados e clássicos. Judeus se espalharam pelo mundo, o homem pré-histórico atravessou o Estreito de Bering, europeus se moviam em direção ao Oriente Médio.  Portugueses e espanhóis invadiram a América Latina. Até o século XX este movimento era lento, porque o homem se movia a pé. Agora nos movemos de ônibus ou avião.

 8.      PRECONCEITO – Algumas pessoas manifestam preconceito porque os novos imigrantes são negros e pobres. Nada justifica. Vermelho é o sangue de todos. Deus é um só, seja ele louvado em português, árabe, ou yoruba.

 9.      Morar em terra estranha é difícil. Somos como ao sabor do vento. Perdemos os amigos e as referências. Deixamos para trás familiares e amores. O exilado precisa de compreensão e afeto, além de comida. Precisa de seu sorriso.

 10.  Vamos recebê-los bem.

  Derlei Catarina De Luca, que foi exilada durante seis anos

Refugiados que chegam ao Brasil “são a escória do mundo”, diz Jair Bolsonaro

20 de outubro de 2015 1

O mesmo deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), que vive um caso de amor com Blumenau onde tem sido tratado como celebridade ao lado do não menos polêmico Rogério Mendonça Peninha (PMDB-SC), declarou semana passada em entrevista que os refugiados que chegam ao Brasil “são a escória do mundo”. Referia-se aos haitianos, senegaleses, bolivianos e sírios. Alguém precisa avisar este senhor que a cidade do Vale também foi construída por imigrantes em busca de uma chance para melhorar de vida.

ENQUANTO ISSO…

A polícia investiga a motivação do assassinato de um haitiano em Navegantes por jovens que estariam armados com barras de ferro.

Polícia Civil investiga suposto crime de ódio em Navegantes

Socióloga catarinense lança livro sobre a situação socioeconômica e política do Haiti

20 de agosto de 2015 0
Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

Há alguns meses, os catarinenses vêm acompanhando a luta de centenas de haitianos que migraram para o Brasil na expectativa de uma vida melhor. Para ajudar a entender a situação socioeconômica e política do país caribenho, a socióloga Anelise Vaz lança nesta quinta-feira, 20, o livro Muito Além da Paz: A missão humanitária da ONU.

A obra é o resultado de um estudo sobre uma missão de paz da Organização das Nações Unidas no Haiti. A conclusão mostra o quão complicada é a tarefa de fortalecer um país falido para que ele possa caminhar com suas próprias pernas. O lançamento ocorre na livraria Catarinense do Beiramar Shopping, às 19h.

Número de refugiados no Brasil dobra em quatro anos e chega a 8,4 mil

Acolhimento e inclusão dos imigrantes em SC será discutido

12 de junho de 2015 1

Secretária de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação, Angela Albino, esteve em Brasília quinta-feira, para tratar sobre acolhimento e inclusão dos imigrantes haitianos que chegam a Santa Catarina. Acertou junto ao Ministério do Desenvolvimento Social a realização de uma reunião no Estado no dia 19 de julho para discutir o assunto e traçar ações conjuntas entre a União e o Estado.

Leia as últimas notícias

Abrigo para imigrantes em Florianópolis será desativado nesta quinta-feira

04 de junho de 2015 0

O abrigo montado no ginásio Capoeirão para os haitianos será desativado hoje. Levantamento do Igeof da prefeitura de Florianópolis, que os acompanhou neste período, contabilizou a chegada de 177 imigrantes em 10 ônibus nos últimos dias. Deste total, 21 permanecerão na Capital e 16 já estão empregados. Os outros serão conduzidos para um albergue até conseguir colocação.

Leia as últimas notícias sobre os imigrantes em SC

Abaixo a xenofobia

27 de maio de 2015 0

Mauro Passos, presidente do Instituto Ideal, escreve à coluna para parabenizar pelo texto Novos imigrantes, velhas práticas, em que este Visor critica as manifestações contra os imigrantes haitianos. Ele acaba de retornar dos EUA, onde participou durante uma semana de debates na ONU sobre energia sustentável para todos (SE 4 ALL). Relata que os dois convidados mais aplaudidos foram o secretário da ONU para a questão energética, que é do Senegal, e a secretária de Nova York para Sustentabilidade, uma filha de cubanos. Enquanto isso por aqui, impera o preconceito.

Novos imigrantes, velhas práticas

Falta de planejamento é o que mais surpreende na questão dos imigrantes em SC

Novos imigrantes, velhas práticas

25 de maio de 2015 2

Desde que o mundo é mundo, o ser humano vaga de um lugar para o outro. Antes era só em busca de alimento. Depois veio a posse da terra, o trabalho e as regras, embriões do modelo de sociedade organizada em que vivemos. Atualmente, a maioria das pessoas migra em busca de casa, educação para os filhos e melhores condições de vida. Há até os que mudam do país só porque não concordam com o resultado das eleições ou com o preço do plano de saúde.

Sempre foi assim. O movimento está no DNA da raça. Uma espiadinha na obra Êxodos, do fotógrafo Sebastião Salgado, ajudaria a entender como funciona a cabecinha do bicho homem. Mas até hoje, em pleno século 21, também há os que fogem da fome, da guerra ou das tragédias naturais. São sobreviventes. E tudo o que eles buscam é dignidade. Querem condições de viver apenas do suor do trabalho. Aliás, atire a primeira pedra aquele que não não for resultado da miscigenação no Brasil.

Todos temos sangue negro, índio e europeu. Então sem essa de achar que estes 18 haitianos e 25 senegaleses vão roubar nossos empregos, invadir nossas casas. Há pelo menos quatro anos, desde o histórico terremoto que destruiu o Haiti, este fluxo migratório vem se intensificando no Sul. Portanto podem ficar tranquilos. Esta polêmica em torno do imigrantes vai passar. E então eles poderão tocar a vida, quem sabe ajudar parentes distantes e seguir o movimento da vida. Porque o tempo não para.

Foto: Betina Humeres

Foto: Betina Humeres

Ônibus chegam com 25 senegaleses e 18 haitianos a Florianópolis

Falta de planejamento é o que mais surpreende na questão dos imigrantes em SC

25 de maio de 2015 0

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Foto: Betina Humeres, Agência RBS

O que mais surpreende nesta questão dos imigrantes haitianos e senegaleses é o jogo de empurra sem qualquer planejamento praticado por governos como o do Acre, que nem sequer comunicou que estava enviando um grupo para cá. O catarinense é acolhedor e jamais negará abrigo e comida, ainda mais para pessoas expostas a estas condições de vidas extrema, mas uma simples ligação já ajudaria.

Ônibus chegam com 25 senegaleses e 18 haitianos em Florianópolis
Haitianos e senegaleses em SC: “Imigrantes ocupam postos que são dispensados”, diz representante da Fiesc
Mais de 200 haitianos e senegaleses estão a caminho da região Sul