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Posts de setembro 2011

Médicos de vários planos de saúde vão parar as atividades nesta quarta-feira

21 de setembro de 2011 0

Assista à matéria do Bom Dia Rio Grande de hoje, 21/09/2011, e entenda a paralização.

Vídeo original aqui: http://mediacenter.clicrbs.com.br/rbstvrs-player/45/player/210824/bom-dia-rio-grande-bloco-2-de-21-9-2011/1/index.htm

A Ortopedia de ontem e hoje

19 de setembro de 2011 0

Dia 19 de setembro é o Dia do Ortopedista, profissional da área médica que cuida das doenças e deformidades em ossos, articulações, ligamentos e músculos. Tudo aquilo que está relacionado ao aparelho locomotor recebe os cuidados desses especialistas. No Brasil, a Ortopedia está ligada à Traumatologia, que é a especialidade que lida com o trauma do aparelho músculo-esquelético.

Com o passar do tempo e as evoluções tecnológicas, o aumento da velocidade de locomoção do homem trouxe para os consultórios médicos e hospitais os traumas ocasionados por acidentes de trânsito. Os profissionais da ortopedia também atuam fortemente na área esportiva, tratando lesões com características próprias de cada esporte em particular (futebol, tênis, vôlei, basquete, etc.).

Como surgiu a ortopedia

Já foram encontrados em fósseis de homens primitivos ossos fraturados que se consolidaram, provavelmente devido ao processo fisiológico da consolidação. Por outro lado, é possível que isso tenha ocorrido devido a alguma imobilização rudimentar. No Egito, múmias egípcias foram encontradas com imobilizações que lembram uma tala. Em 2830 A.C. na tumba de Hirkouf, foi feita uma escultura que usava muletas. Estes são os primeiros relatos de como surgiu essa técnica hoje tão importante na vida das pessoas.

Em 1741, o francês Nicholas Andry (1658-1742) publicou um livro chamado Orthopaedia: The Art of Correcting and Preventing Deformities in Children. Andry foi o primeiro a usar o termo ortopedia para correção de deformidades ósseas. Já o primeiro instituto de ortopedia do mundo foi fundado em 1780, na Suíça, por Jean-André Venel (1740-1791). Em 1851, Antonius Mathysen (1805-1878) inventou a atadura de gesso, que proporcionou grande avanço na imobilização de membros fraturados.

Opinião de Ortopedistas

Dentro das especialidades médicas, a ortopedia foi uma das que mais agregaram as novas tecnologias, tanto em termos de técnica operatória, quanto de dispositivos para a realização de exames de imagem e de procedimentos cirúrgicos. As cirurgias que antes eram realizadas com incisões amplas e grandes exposições estão sendo executadas com mais eficiência e menor agressão ao organismo, através de pequenos orifícios – procedimentos por meio da artroscopia, que se desenvolveu primeiramente na articulação do joelho e hoje abrange várias outras articulações. Assim como no joelho, em todos os focos de atuação da ortopedia tivemos avanços que vieram facilitar a atuação dos especialistas e proporcionar aos pacientes soluções mais rápidas e eficientes na recuperação de suas funcionalidades. Neste dia, é sempre importante relembrar que a tecnologia, por mais e maiores benefícios que possa agregar à atividade medica, não prescinde da arte da medicina, que confere ao ortopedista a capacidade de dar o melhor de si ao seu paciente, alvo de toda a sua dedicação.

Jorge Utaliz, Ortopedista e Traumatologista, Diretor de Relações Associativas e Culturais da AMRIGS

Nesta segunda-feira, 19 de setembro, será outro dia normal de trabalho. Para nós ortopedistas, que celebramos nosso dia, temos um significado ainda mais especial, pois é a data da fundação da nossa SBOT há 76 anos. O paulista Luiz Manoel de Rezende Puech, jovem cirurgião e grande empreendedor (tinha apenas 41 anos), juntamente com o carioca Achilles de Araújo e o pernambucano Luiz Ignácio de Barros Lima fundaram a SBOT em 1935, a primeira organização do gênero na América Latina. Nestes 76 anos, várias gerações de ortopedistas construíram uma sociedade médica sólida, moderna, modelo para suas congêneres e que se expande para além-fronteiras, fruto da versatilidade e produção científica exuberantes. Agradeço a cada colega brasileiro pelo trabalho, pela ética e pela participação na nossa SBOT. Aos ortopedistas, parabéns, e que continuem seu trabalho ético, sempre buscando o bem estar de seus pacientes.

Osvandré Lech, Ortopedista e Traumatologista, Presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia

Dia 10 de Setembro - Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio

10 de setembro de 2011 0

O comportamento suicida representa uma das maiores preocupações em saúde pública na atualidade. A cada ano, um milhão de pessoas comete suicídio ao redor do mundo. No total, estima-se que ocorram aproximadamente 30 mil suicídios por ano nos EUA e 120 mil na Europa (Jamison, 2002).

O coeficiente de mortalidade por suicídio está na população geral mundial entre 10 e 20 para cada 100 mil indivíduos. Embora os dados epidemiológicos variem entre os diferentes países, o coeficiente brasileiro está abaixo da média mundial. Entretanto, na região sul do Brasil, especificamente no Rio Grande do Sul, o coeficiente de mortalidade por ano é duas vezes maior (9,88 suicídios para cada 100 mil habitantes por ano) que a média nacional (MS/SVS, 2006).

Embora as mulheres façam mais tentativas de suicídio que os homens, estes tem uma mortalidade 4 vezes maior que as mulheres em suas tentativas. É sabido que 80% dos suicídios completos são de pessoas do sexo masculino (Roy, 1999). Esse problema afeta todas as idades e constitui a terceira causa de morte entre adolescentes e adultos jovens menores de 24 anos e a quarta causa mais frequente de morte de crianças na faixa dos 10 aos 15 anos nos Estados Unidos (Roy, 2000).

No Brasil, a mortalidade proporcional por suicídio de maior magnitude é observada nos adolescentes de 15 a 19 anos (Werlang e Botega, 2004).  As estatísticas brasileiras mostram que os acidentes de trânsito constituem-se como a principal causa de morte em indivíduos jovens, mas estão envolvidos o abuso de substâncias como o álcool e outras drogas, misturas que podem ser relacionadas indiretamente com o suicídio.

Mesmo já havendo definições sobre os fatores de risco e proteção do suicídio, estes ainda se constituem insuficientes na prevenção e no tratamento do problema. Muitos suicídios ocorrem de forma inesperada e outros, mesmo esperados por seu risco, parecem ser imprevisíveis.

O suicídio geralmente é o desfecho trágico de doenças psiquiátricas como os transtornos afetivos, transtornos psicóticos (esquizofrenia) e alcoolismo. A tendência verificada nestes grupos é que em quase 90% dos casos de suicídio há o diagnóstico de doença mental ou de uso abusivo de substâncias psicoativas.

Apenas uma minoria é desencadeada por eventos estressantes em pessoas com uma vida emocional saudável e nesses casos o risco de um comportamento suicida é geralmente temporário e potencialmente prevenível. Sabemos que o atendimento em saúde mental não tem recebido a devida atenção bem como o atendimento em geral no Brasil.

A constante diminuição de leitos em hospitais psiquiátricos nas últimas décadas mostrou ser uma política equivocada, que também não conseguiu suprir com locais para atendimento psiquiátrico para nossa população. Mas muito pode ser feito em termos de políticas públicas para tentar reduzir estatísticas de mortalidade tão alarmantes como as nossas no Rio Grande do Sul.

Entre as medidas salutares está a adequada oferta de atendimento psiquiátrico à população, o controle mais restrito de venda, legislação e veiculação de propagandas de bebidas alcoólicas e o esclarecimento da população sobre os fatores associados ao comportamento suicida que tem ceifado vidas de forma dramática em nosso estado.

Como lidar com pessoas com idéias suicidas:

1- Questione sobre idéias de suicídio e passe confiança. Se a pessoa se sentir acolhida poderá expressar seus sentimentos e assim desabafar.

2- A ameaça de suicídio deve ser levada a sério. Chegar a esse tipo de recurso indica que a pessoa está sofrendo e necessita de ajuda.

3- “Quem quer se matar, se mata mesmo?”

Tal pensamento pode induzir ao descuido da pessoa sob risco.

4- “Quem quer se matar não avisa.”

Pelo menos dois terços das pessoas que tentam ou que se matam expressam de alguma forma sua intenção para amigos, familiares ou conhecidos.

5-“O suicídio é um ato de covardia (ou de coragem)?”.

O que dirige a ação auto-inflingida é uma dor psíquica insuportável e não uma atitude de covardia ou coragem.

6- “No lugar dele, eu também me mataria.”

Há sempre o risco da pessoa ou profissional identificar-se profundamente com aspectos de desamparo, depressão e desesperança do paciente, desenvolvendo uma sensação de impotência.

*Dr. Jair Segal, médico psiquiatra e associado da AMRIGS