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Pesquisadora da Univali apresenta pesquisa brasileira sobre o grão de chia no VIII Congresso Internacional de Nutrição Clínica Funcional

09 de setembro de 2012 3

Um estudo sobre o grão de chia (Salvia hispanica) realizado no Brasil ganha espaço no VIII Congresso Internacional de Nutrição Clínica Funcional e VII Congresso Brasileiro de Nutrição Esportiva Funcional, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. Conduzido pela professora doutora em Ciência dos Alimentos, Sandra Soares Melo, com alunos do 6º período do Curso de Nutrição da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), a pesquisadora foi convidada pelo Herbarium para apresentar os resultados da principal e mais recente pesquisa realizada no Brasil em um simpósio que acontece na 6ª feira, 14 de setembro, das 13h às 14h.

O estudo teve como objetivo comparar e analisar os efeitos do grão de chia e flocos de quinoa na alimentação de ratos adultos, da linhagem Wistar, pelo período de seis semanas. Os animais foram alimentados diariamente com porções de chia ou com flocos de quinoa, equivalente a duas colheres de sopa na alimentação de humanos.

Os alimentos escolhidos para análise foram destacados devido ao alto conteúdo de proteínas, considerado similar aos encontrados na carne e maior do que o das fontes tradicionais como milho, aveia, cevada e arroz. Entre os dois pseudocereais, a chia demonstrou os resultados mais expressivos.

Os resultados com a chia indicaram que, em função da sensação de saciedade, houve diminuição de 20% do consumo alimentar. Também foi constatado melhor funcionamento do fígado e equilíbrio das taxas de colesterol, com diminuição de 11% do colesterol ruim, redução de 74% de triglicerídeos e aumento de 10% do colesterol bom.

Outro benefício percebido pelo consumo da chia foi aumento de 150% de excreção fecal, mostrando que esse alimento pode ser uma alternativa no tratamento de pessoas que sofrem de intestino preso. “Os resultados foram surpreendentes. Além de acelerar o metabolismo, a chia faz uma varredura no intestino levando o excesso de açúcar e a gordura que são prejudiciais ao organismo”, explica Sandra.

Na pesquisa, os ratos receberam uma dieta hipercalórica, rica em gorduras (amendoim, chocolate hidrogenado e bolacha maisena), que simulou a alimentação a base de fast foods. A sensação de saciedade ocorre porque em contato com a água a chia aumenta de volume e ganha a consistência de gel. Os pesquisadores controlaram os dados de peso corporal, consumo alimentar, ingestão hídrica e excreções urinária e fecal. Não foi percebida nenhuma alteração hepática ou reação adversa. O estudo teve a colaboração da professora Luciane Coutinho de Azevedo , doutora em Neurociências, e a participação do técnico de Laboratório de Nutrição Experimental (Lanex), Bruno Gern.

Comentários (3)

  • Camila diz: 26 de fevereiro de 2013

    Sou estudante de engenharia de alimentos e o tema do meu TCC será sobre a utilização da chia, gostaria de saber se está pesquisa está disponível e como posso consegui-la. Obrigada

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