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Agregue mais peixe e ômega 3 na alimentação

21 de outubro de 2012 0

Em média o brasileiro consome 9 quilos de peixe por ano, quando o recomendado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) é que esse valor seja de 16 quilos, porém as quantidades ingeridas de peixe mudam conforme a região. Em cidades do litoral, no Norte e Nordeste, onde o aceso ao pescado é mais fácil, o consumo por pessoa é maior do que em outras regiões do país.

Os peixes, principalmente os de águas frias, são ricos em ômega 3, um ácido graxo poli-insaturado considerado protetor do coração. Esta evidência dos efeitos do ômega 3 foram constatadas pela primeira vez em 1970 com a análise sanguínea de esquimós da Groelândia. Apesar do consumo expressivo de gorduras provenientes de peixes marinhos, os nativos possuíam baixos valores de triglicérides e colesterol LDL, considerado o colesterol ruim e altas concentrações sanguíneas de HDL (colesterol bom).

A baixa ingestão de ômega 3 pela população brasileira deve-se a localização do ácido graxo. As maiores concentrações estão nos olhos, no fígado e no cérebro dos peixes, partes essas que culturalmente a maioria dos brasileiros não estão acostumados a consumir, como fazem os esquimós, destaca Dennys Cintra, professor de nutrigenômica da Universidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo.

A fim de aumentar a presença do ômega 3 na alimentação da população em geral, informações como os benefícios do ácido graxo e as quantidades recomendadas para o consumo de peixes por semana serão publicadas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) em sua nova diretriz sobre gorduras.

Segundo a nutricionista da SBC, Roberta Cassani: os profissionais da saúde devem a partir dessa nova diretriz orientar seus pacientes a consumirem peixes, pelo menos duas vezes na semana, assim como outras fontes de ômega 3 como óleos de soja, canola e linhaça.

Porém atenção na compra de peixes frescos em feiras e mercados. Os pescados devem estar cobertos por gelo, com os olhos brilhantes, escamas bem aderidas e guelras em um tom avermelhado, para garantir a segurança alimentar e os seus benefícios. Já os peixes congelados devem estar acondicionados em gôndolas com temperatura abaixo de 15ºC negativos e o descongelamento deve ser realizado na geladeira para evitar a exposição microbiana.

Fonte: Coma mais peixe, Revista Saúde (set/2012).

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